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	<title>Arquivos Desejo - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Olhar para o passado: tristeza e saudades</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Dec 2021 22:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele. &#8211; Eu sei. &#8211; Mas não era para ser assim. &#8211; Porque não? &#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação! &#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele. &#8211; Mas e daí&#8230; essa &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado: tristeza e saudades</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Mas não era para ser assim.</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação!</p>
<p>&#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele.</p>
<p>&#8211; Mas e daí&#8230; essa saudade que eu sinto&#8230; o que eu faço com ela?</p>
<p>&#8211; O que você tem feito?</p>
<p>&#8211; Fico brigando comigo&#8230; não sei se volto ou não volto&#8230; pela saudades eu volto, mas pelo passado não.</p>
<p>&#8211; Você volta pelo medo que tem da saudade e não por ela.</p>
<p>&#8211; Medo?</p>
<p>&#8211; É&#8230; porque você não pode, simplesmente, ficar com a lembrança do que passou?</p>
<p>&#8211; Não sei ao certo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fim de uma relação em geral traz tristeza consigo. Não há como negar o vínculo que foi criado. Por pior que a relação fosse, ainda assim, dois seres humanos se vincularam. Porém lidar com sentimentos como a tristeza e a saudade pode ser um desafio para muitas pessoas que desejam terminar e se manter assim.</p>
<p><span id="more-6740"></span></p>
<p>Tristeza é uma emoção sentida ao perder-se algo. Em uma relação, nem sempre fica claro o que se &#8220;perdeu&#8221;.  Mesmo quando uma relação está ruim, existe a perda, pelo fato de que havia vínculo. Muitas vezes idealizamos as pessoas através de detalhes difíceis de perceber. . Traços como &#8220;força&#8221; ou &#8220;delicadeza&#8221; podem servir como base para que se crie a imagem de uma pessoa &#8220;protetora&#8221; ou &#8220;cuidadora&#8221;. Ao fim da relação esta projeção também se rompe e nem sempre é fácil lidar com isso. Sempre existe o fim de um sonho, afinal todos imaginamos como será a relação a longo prazo.</p>
<p>Saudades é o sentimento que advém da perda. A saudade é ligada às memórias boas daquilo que tivemos com outra pessoa. Lembra-se daquilo que foi bom e sentimos saudades. Principalmente no começo do fim, pode ser algo difícil de lidar. Ela está baseada em vivências reais, ou seja, experiências e acaba sendo mais concreta e fácil de detectar do que a tristeza. A saudade é conviver com a ausência e pessoas que lidam bem com esta emoção tendem a ter em si elementos daquilo que se foi e tratam isso como algo pessoal.</p>
<p>O que mais vejo em consultório são duas reações: a negação dessas emoções ou a fuga das sensações que elas provocam. Esta segunda é tanto perniciosa para a pessoa e para a relação. Em geral, pessoas que tem problemas em terminar e manter o término acabam voltando com o conjugue ou tendo pequenas aventuras (&#8220;remembers&#8221;). Em ambos os casos o desejo é o mesmo: terminar com a dor que a saudade e a tristeza trazem. Porém ao fazer isso, terminam confusos e não conseguem &#8220;resolver&#8221; nenhuma das duas emoções.</p>
<p>Ocorre que a dor sentida ao fim de uma relação é natural. O mesmo vale com a saudade. A deturpação da emoção ocorre quando se interpreta que pelo fato de doer é necessário voltar. Isso não resolve a tristeza e nem a saudade. Esta última existe justamente para sinalizar o fim. Sentimos saudades quando aquilo que havia não está mais diante de nós. Quando dizemos &#8220;matar a saudades&#8221;, a expressão é adequada, pois ao ter novamente a pessoa &#8220;matamos&#8221; a saudade, ela não tem mais função. Ela apenas existe para mostrar o vazio. Logo, de forma geral, é mais adequado suportar a dor da saudade, pois esta é a sua função.</p>
<p>A noção de &#8220;voltar&#8221; por causa da saudade é estranha. As pessoas esperam &#8220;voltar&#8221; para uma história diferente. Porém, não é possível disso ocorrer. É como ler o mesmo livro duas vezes seguidas e esperar um final diferente. &#8220;Voltar&#8221; como o nome já diz é ir para a mesma história novamente. Mesma história, mesmo fim. O começo pode até ser interessante, visto que se está &#8220;matando a saudade&#8221;, isso traz alívio e prazer, porém, não cria estrutura &#8211; que foi o motivo da relação terminar. Com isso é necessário primeiro terminar uma história, gerar e suportar distância. Caso crie-se uma nova paixão, então é possível ir para uma nova relação com aquela pessoa.</p>
<p>Por fim, não se questionam as decisões tomadas por causa da dor da saudade e da tristeza. Essa dor faz parte do fim, logo é inadequado buscar tirá-las de cena. Suportar e compreender são as maneiras mais úteis para lidar com elas. É para isso que elas servem, não para serem retiradas de cena pela sua natureza incômoda. O incômodo sentido é justamente a força motriz da mudança, sem ela não há a possibilidade de novas relações.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 21:55:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso. &#8211; Consegue sim, você fez oras! &#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso? &#8211; Ora, porque não se sentiria? &#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa! &#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não. &#8211; Como assim? &#8211; Ora, você passou por cima de &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso.</p>
<p>&#8211; Consegue sim, você fez oras!</p>
<p>&#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso?</p>
<p>&#8211; Ora, porque não se sentiria?</p>
<p>&#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa!</p>
<p>&#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Ora, você passou por cima de algumas crenças pessoais não?</p>
<p>&#8211; Sim, mas&#8230; passei&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A modernidade líquida se baseia na ideia de que toda mudança é boa &#8220;per se&#8221;. Há um ditado alemão que diz existir diferença entre mudar e melhorar. Mudanças nem sempre são positivas e nem sempre são fáceis, assim sendo, mudar envolver lidar com emoções &#8220;negativas&#8221; mesmo quando ela &#8220;é certa&#8221;. Mas dar conta disso, nem sempre é fácil.</p>
<p><span id="more-6784"></span></p>
<p>É importante distinguir entre os níveis de crença e concretude. Concretude se refere ao que vemos no mundo &#8220;tal como ele é&#8221;. Ao pensarmos de maneira &#8220;concreta&#8221;, buscamos as evidências, os resultados, as condições necessárias para realizar algo e os recursos para fazê-lo. Quando pensamos em crenças, refletimos sobre os valores disso tudo, o que achamos sobre isso e o lugar dado à isso em nossa mente e coração. E nossa vida prática, ambos universos coexistem em atrito ou harmonia. Desta coexistência e das repercussões dela é que nascem algumas escolhas que são &#8220;boas&#8221; ou &#8220;certas&#8221;.</p>
<p>Escolhas &#8220;certas&#8221; ou &#8220;evolutivas&#8221; (como prefiro chamar) tem a ver com encontrar os melhores meios para agir no mundo e conseguir extrair dele aquilo que é importante para mim. Essa percepção nasce do desejo individual sobre como existir no mundo. o que é &#8220;evolutivo&#8221; para uma pessoa não é, necessariamente, para outra. Quando se toma uma decisão baseado nisso, estamos olhando para a realidade de nossos desejos e daquilo que é necessário fazer para realizá-los.</p>
<p>Escolhas &#8220;boas&#8221;, tem a ver com as crenças que temos. Estas envolvem tanto as individuais quanto as grupais (família, amigos, trabalho e sociedade). Neste sentido a escolha que tomamos se refere às regras que seguimos sobre como o mundo é ou deve ser, sobre como somos ou devemos ser. As crenças tratam das ideias sobre o universo e não de sua realidade. Neste sentido, quando fazemos as escolhas com base em crenças, estamos falando sobre seguir ou não as regras (dos outros e nossas).</p>
<p>Portanto, algumas escolhas podem ser &#8220;evolutivas&#8221; e ao mesmo tempo &#8220;más&#8221;. Aquilo que se deseja individualmente, em termos concretos pode ser diferente daquilo que creio (ou que meu grupo crê). Assumir o risco e agir mesmo assim, implica na culpa em quebrar as regras. A sociedade nos diz que não devemos sentir a culpa, porém, não há como não senti-la. Perdemos a inocência ao infringir as regras, mesmo que isso seja &#8220;evolutivo&#8221;. Assim, muitas vezes é possível (e realista) evoluir e sentir culpa por isso. É a consequência de, ao mesmo tempo, buscar algo para si e distanciar-se das regras que você mesmo seguia. É um paradoxo na mente e coração: concretizar algo importante e necessário ao mesmo tempo que infringe regras e afasta-se do grupo que seguia estas regras.</p>
<p>Outras escolhas podem ser &#8220;boas&#8221; e &#8220;limitantes&#8221;. Estas ocorrem quando deixamos nossa percepção e desejos de lado em prol de manter as crenças. Troca-se a culpa pela inocência e fazemos jus ao status quo. Nesse sentido, fazemos uma boa escolha e nos limitamos. Não seremos punidos, mas iremos conviver com a frustração e arrependimento: &#8220;e se eu tivesse&#8230;?&#8221; Seguir as regras nos torna mais próximos daqueles com quem criamos as regras, mantém a proximidade e, para muitas pessoas, isso é essencial. O preço deste tipo de escolha, porém, é o limite e a dependência. O paradoxo, neste caso é: &#8220;eu fiquei, mas me sinto mal com isso&#8221;. A proximidade deixa de ter um gosto doce.</p>
<p>O desejo contemporâneo é sempre pelo caminho do menor esforço: porque não fazer escolhas boas e evolutivas? Porque a evolução não olha para as regras, embora elas sejam necessárias. Não há sociedade sem regras, nem mesmo um indivíduo. De outro lado, não há evolução se as regras forem seguidas o tempo todo. Assim sendo, a culpa e liberdade estão, num primeiro momento, sempre de mãos dadas. Apenas a coragem para enfrentar isso é o que nos impele em &#8220;direção ao abismo&#8221;.</p>
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		<title>Rejeição, rejeitado e rejeitador</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 21:34:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim. &#8211; Talvez não&#8230; como é? &#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto. &#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Rejeição, rejeitado e rejeitador</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim.</p>
<p>&#8211; Talvez não&#8230; como é?</p>
<p>&#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto.</p>
<p>&#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas aceitas?</p>
<p>&#8211; Falando assim até parece exagero da minha parte.</p>
<p>&#8211; É exagero.</p>
<p>(silêncio) &#8211; Porque? Não acha que doeu.</p>
<p>&#8211; Acredito que &#8220;doeu&#8221;. No passado. E hoje, porque você ainda revive, todos os dias aquela cena? Ou seu pai lhe diz todos os dias &#8220;eu não amo você&#8221;?</p>
<p>&#8211; Não&#8230; ele não diz.</p>
<p>&#8211; Veja, sei que doeu, mas o fato é que você está construindo sua vida em cima disso. E esse não é um bom alicerce. Que tal tentar se dar outro? Um no qual sua felicidade possa florir?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas sofrem com a rejeição. Porém o sofrimento causado pela rejeição só deveria ser sentido uma vez, ao ser rejeitado. Porque as pessoas mantém este sentimento por muitos anos e até definem suas vidas com base nele?</p>
<p><span id="more-6686"></span></p>
<p>O rejeitado tem como dinâmica mental comparar o passado que foi de fato com aquele passado desejado. De um lado, visualiza aquilo que poderia ter acontecido e contrasta com o que ocorreu se atendo às partes negativas. Esta comparação gera a sensação de injustiça e impotência típicas do sentimento de rejeição. Além disso, o rejeitado também cria, muitas vezes sem perceber, um &#8220;eu&#8221; para cada versão do passado que ele cria em sua mente.</p>
<p>O sentimento de rejeição só é possível por causa deste contraste entre o que deveria ter sido e o que foi. Quando focamos na questão do &#8220;eu&#8221;, ou da identidade, a questão se torna mais complexa. O rejeitado cria para si um modelo de quem ele foi de fato (o eu rejeitado) e de quem ele poderia ter sido caso não fosse rejeitado. Em geral as pessoas se magoam ao ver quem eles são em detrimento de quem poderiam ter sido caso tudo fosse como eles esperavam que fosse.</p>
<p>Esta dinâmica, então faz com que o rejeitado lute contra o passado e também contra si. Não raro pessoas que tem problemas com rejeição também se rejeitam. O mecanismo é este citado acima: comparação entre quem são e quem deveriam ter sido. O problema repousa no fato cruel de que quem eles são ou poderiam ter sido é algo que está nas mãos de um terceiro: aquele que o rejeitou no passado. Desta forma a injustiça, impotência e desprezo se instalam.</p>
<p>A mudança está em aceitar aquilo que passou do jeito que ocorreu. Aceitar a dor pode ser mais difícil do que lutar contra ela e boa parte das pessoas que são rejeitadas não querem aceitar isso. A aceitação faz com que a pessoa tenha que se fazer uma pergunta: o que farei com o que fizeram de mim? Esse questionamento faz com que ela retome a responsabilidade por sua existência e destino, em geral, algo que os rejeitados jogam para cima dos rejeitadores.</p>
<p>Uma das perguntas que faço é: você pode ser rejeitado? Pode parecer estranha, porém leva à uma reflexão profunda. Boa parte das pessoas reclamam da rejeição e sabemos que ela pode ter efeitos nocivos. Por outro lado trata-se de um fenômeno super comum pelo qual todos os seres humanos passam ao longo de suas vidas. Sem a rejeição não existiriam grupos, afinal de contas rejeitar é escolher também. Logo, perceber que não há nada de pessoal em uma rejeição é fundamental para aceitar o passado (e a si mesmo).</p>
<p>Se a pessoa entende a rejeição como algo normal e entende que seu passado foi real ela poderá abrir-se para o futuro. É algo como dizer-se: &#8220;ok, não consegui exatamente o que quis, mas o que vou fazer comigo daqui em diante?&#8221;. Não podemos mudar o passado, isso é um fato. Logo não adiante brigarmos com ele e nem com quem nos tornamos a partir dele. Tudo o que nos resta, no presente, é buscar como iremos ao futuro de uma maneira melhor.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Se não posso dizer adeus, não posso voar</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2021 22:30:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar. &#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir. &#8211; Tem diferença é? &#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece? &#8211; Eu fico meio mal na verdade. &#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Se não posso dizer adeus, não posso voar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar.</p>
<p>&#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir.</p>
<p>&#8211; Tem diferença é?</p>
<p>&#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece?</p>
<p>&#8211; Eu fico meio mal na verdade.</p>
<p>&#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, sustenta-se sozinha.</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; mas é difícil dizer adeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há um preço a ser pago para crescer. Muitos, no entanto, querem crescer sem pagar o preço, acreditam que é um &#8220;direito&#8221;. Por este motivo muitas que tentam sair  de casa não conseguem. Outros nem sequer conseguem se conectar com a energia do crescimento, e por este motivo mantém-se pequenos. Fatores emocionais, psicológicos e familiares estão por detrás desta dinâmica.</p>
<p><span id="more-6743"></span></p>
<p>Um dos fatores que contribui para este cenário é o comodismo. Crescer é uma atitude incômoda, pois nos coloca no limite do nosso conhecimento e competências. A famosa cena da águia que joga seu filhote ninho abaixo revela o que é crescer: enfrentar os requisitos necessários para se manter vivo. Isso incomoda, angustia e nem sempre as pessoas estão prontas para deixar o calor do ninho. Ao comodismo, somam-se pais cada vez mais dependentes dos filhos que não conseguem incentivar o desejo pelo crescimento.</p>
<p>Outro fator se refere à inteligência emocional. Como já disse, crescer é uma atividade que envolve muitas emoções &#8220;negativas&#8221; como frustração, ansiedade e angústia. As pessoas que tendem a não conseguir (e/ou querer) lidar com estas emoções não saem de casa. Tornar-se adulto envolve lidar com suas emoções. Suportar estados emocionais contraditórios, saber acessar emoções positivas e lidar com as negativas é uma tarefa que faz parte de &#8220;sustentar-se&#8221;. Aqueles que se acomodam em lidar com sentimentos de terceiros ao invés dos seus, que sempre precisam de apoio e não querem responsabilizar-se por suas respostas emocionais não saem de casa.</p>
<p>Algumas pessoas desejam sair, mas não se permitem. Este é outro tipo de dinâmica. Sentimentos de culpa são comuns nesse tipo de situação. É quando a pessoa possui as capacidades para alçar seus vôos, mas sente-se, de alguma maneira, presa à família. Uma dinâmica familiar típica são pais dependentes do papel de pais. O casal com problemas, muitas vezes sobrecarrega a função paternal sobre a marital. Quando os filhos podem alçar vôos tendem a reprimir ou intervir afim de que o filho saia de casa, o desejo deles é não ter que lidar com seus problemas. O filho, de outro lado, assume o papel de protetor dos pais e não sai.</p>
<p>Cada vez mais típica em nossa cultura, esta dinâmica traz muitos problemas para todos os envolvidos. O filho, termina no papel de pai dos pais, afinal de contas, os protege. Ao mesmo tempo, sente-se deslocado, pois os pais não o obedecem, afinal de contas, são pais. Estes sentem-se cobrados pelos filhos que desejam que eles sejam diferentes, ao mesmo tempo em que sentem medo dos filhos irem embora. A situação vira um cabo de guerra e ninguém consegue direcionar esta energia para algo, de fato, construtivo.</p>
<p>Ao filho, por fim, cabe dizer adeus. Aprender a deixar os pais com os seus problemas ao invés de buscar resolvê-los. Por incrível que pareça esta é uma atitude humilde, pois o filho se coloca no seu devido lugar e deixa seus pais no deles. Aos pais cabe aprender a dizer adeus. Reconhecer seus problemas e permitir ao filho sair de cena é fundamental para que o casal enquanto marido e mulher possa ter uma chance de se resolver. Por fim, cabe à ambos dizer &#8220;eu te amo&#8221;. Os pais abençoarem a saída do filho é fundamental ao filho reconhecer e amar os pais tal como são também. Apenas com estes atos este tipo de dinâmica encontra novo equilíbrio.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Adultos ou crianças?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/03/adultos-ou-criancas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Dec 2021 21:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu sempre fui assim Akim! &#8211; Sim, eu sei. Desde quando, mais ou menos? &#8211; Ah, desde uns 8 ou 10 anos. &#8211; Então lá naquela época você decidiu que isso seria o melhor para você? &#8211; Mais ou menos isso. &#8211; Você deixaria suas economias nas suas mãos quando tinha oito anos? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/03/adultos-ou-criancas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Adultos ou crianças?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu sempre fui assim Akim!</p>
<p>&#8211; Sim, eu sei. Desde quando, mais ou menos?</p>
<p>&#8211; Ah, desde uns 8 ou 10 anos.</p>
<p>&#8211; Então lá naquela época você decidiu que isso seria o melhor para você?</p>
<p>&#8211; Mais ou menos isso.</p>
<p>&#8211; Você deixaria suas economias nas suas mãos quando tinha oito anos?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Eu ia gastar tudo em jogo de vídeo game!</p>
<p>&#8211; Pois é, imaturo não?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; E porque deixa a sua vida nas mãos daquele menino de oito anos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os adultos tem problemas de adultos. Decisões cujas consequências serão reais. Porém, em várias situações colocam a criança que carregam dentro de si, muitas vezes ferida, para tomar essas decisões. Porém crianças não deveriam ter que tomar decisões por adultos, deveriam ser educadas e protegidas por eles.</p>
<p><span id="more-6719"></span></p>
<p>Internamente, todos mantemos histórias sobre quem somos e porque somos assim. Muitas dessas histórias tem o poder de organizar nossas crenças, identidade e comportamentos. Várias delas definem as pessoas com quem que vamos ter relações , a profissão que vamos seguir e como vamos nos relacionar com ela e até nossa auto estima. O problema é que mutias dessas histórias foram criadas por nós quando éramos crianças.</p>
<p>Embora a criança tenha um lugar dourado hoje em nossa sociedade, a verdade é que ela também comete inúmeros erros e interpretações da realidade que são muito mais uma fantasia composta do que uma percepção. Não é que a criança tenha algo de errado, mas é que ela é imatura. A imaturidade natural da criança a faz tecer histórias e criar explicações sobre si e o mundo que não são úteis, ou são baseadas em critérios inadequados. Assim sendo, tornam-se problemáticas ao serem empregues por um adulto.</p>
<p>Um exemplo disso são pessoas filhas de pais com problemas com álcool. É comum que, quando adultas, estas pessoas reajam à situações de conflito da mesma maneira que aprenderam quando criança. Tornando-se menor, pedindo &#8220;desculpas por existir&#8221;, prendendo a respiração, mudas e torcendo para que o pior não aconteça. É natural uma criança reagir assim frente um adulto alcoolizado e agressivo. Porém enquanto essa pessoa, como adulta, mantiver esta mesma resposta, irá colocar-se de maneira por demais frágil em situações de confronto.</p>
<p>Tendemos a nos identificar com nossas histórias. Assim, a criança pode dizer: &#8220;melhor eu ficar quietinha aqui, pequena e ele não via me ferir&#8221;. Ora, é compreensível que uma criança faça isso. Porém, o adulto pode manter a mesma frase em situações nas quais ela não é mais adequada ou, sequer, desejável. É importante ajudar a pessoa a perceber &#8220;quem&#8221; está ali: uma criança amedrontada ou um adulto? A criança vai se esconder e está certa nisso, porém o adulto pode enfrentar uma situação e é importante ajudar este adulto a aparecer.</p>
<p>Ele aparece, no primeiro momento, ao se dar conta da situação. &#8220;Quem sou eu&#8221; frente à esta situação é o que nos coloca no jogo. Ao se perguntar isso a pessoa pode fazer uma diferença entre quem ela foi no passado e quem ela é agora. O segundo passo é perguntar-se &#8220;como eu posso agir nesta situação?&#8221;. O adulto pode explorar outros tipos de resposta, pois já teve mais experiência de vida e tem acesso à mais informações do que a criança. Por fim, sempre, agir. Agir e coletar os resultados de sua ação e fazer isso novamente. É na ação que aprendemos. E na ação, que crescemos.</p>
<p>Abraços</p>
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		<item>
		<title>Síndrome de cafajeste (ou &#8220;isso é coisa de homem né?&#8221;)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/15/sindrome-de-cafajeste-ou-isso-e-coisa-de-homem-ne/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Nov 2021 21:58:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Ah doutor, mas é muito difícil&#8230; você é homem, você sabe. &#8211; Sei do que? &#8211; Que a gente tem que satisfazer os desejos. &#8211; Claro, mas o que isso tem a ver com traição? &#8211; Ah, tem outras mulheres não tem? &#8211; Tem. Mas e o meu desejo em ter somente uma não &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/15/sindrome-de-cafajeste-ou-isso-e-coisa-de-homem-ne/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Síndrome de cafajeste (ou &#8220;isso é coisa de homem né?&#8221;)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Ah doutor, mas é muito difícil&#8230; você é homem, você sabe.</p>
<p>&#8211; Sei do que?</p>
<p>&#8211; Que a gente tem que satisfazer os desejos.</p>
<p>&#8211; Claro, mas o que isso tem a ver com traição?</p>
<p>&#8211; Ah, tem outras mulheres não tem?</p>
<p>&#8211; Tem. Mas e o meu desejo em ter somente uma não conta?</p>
<p>&#8211; Mas e quem disse que eu tenho esse desejo?</p>
<p>&#8211; Você, ao escolher ficar com uma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos homens são presos, vítimas de uma ideia de que homem <strong>precisa </strong>sair &#8220;espalhando seus genes pelo mundo&#8221;. Não é apenas falsa esta noção como também cria a desculpa ideal para que muitos homens nunca entrem em contato com suas emoções e a dificuldade que sentem em expressá-las. A dor da solidão, mascarada de liberdade é o destino desses homens.</p>
<p><span id="more-6707"></span></p>
<p>Em primeiro lugar, vamos deixar claro algo: as pesquisas mais recentes mostram que o cérebro humano tem a capacidade de ser feliz tanto em uma relação monogâmica quanto em uma poligâmica. Não é o &#8220;destino da natureza&#8221; sermos todos necessariamente poligâmicos para sermos felizes. Este esclarecimento é necessário porque muitos homens tem a crença de que eles precisam ter várias mulheres. Em segundo lugar: sexo com profissionais do sexo também é considerado traição. Este esclarecimento é importante porque muitos homens acham que sexo com profissionais não é traição, porém isso só é verdadeiro se for de comum acordo &#8211; o que quase nunca é.</p>
<p>Homens com a &#8220;síndrome de cafajeste&#8221; tem como marca várias distorções do pensamento que asseguram à eles algo que é confundido com liberdade: solidão. Mas porque alguém deseja a solidão? É comum à esses homens a sensação de liberdade ao chegar em casa e ter a casa vazia. Sentem-se felizes porque não vai ter &#8220;ninguém para encher o saco&#8221;. Essa sensação é, na verdade, um afastamento das demandas emocionais. Em geral, acham &#8220;um saco&#8221; ter que dizer &#8220;eu te amo&#8221;, ficar agarradinho com a mulher ou fazer carinho. Sentimentos ternos e calmos causam muita ansiedade neles e por este motivo desejam &#8220;liberdade&#8221;. Porém esta liberdade é, na verdade, o desejo por solidão.</p>
<p>Porque não é apenas com a mulher atual que eles sentem a &#8220;encheção de saco&#8221;, é com qualquer uma. Em geral, as relações demoram de 6 meses a um ano para se tornarem chatas e elas começarem &#8220;com coisas de mulher&#8221;. O fato é que esses homens não sabem ser ternos &#8211; nem com eles mesmos &#8211; e, por isso, terminam buscando a solidão. A ternura é confundida com fraqueza e a solidão com liberdade. A poligamia é confundida com força e com a sua &#8220;verdadeira natureza&#8221;, algo que &#8220;não dá para controlar&#8221;. Porém, porque não dá?</p>
<p>Porque é uma forma de dependência. O ciclo funciona assim: ao estar em uma relação afetiva por mais tempo, ele percebe o desejo de ternura &#8211; dele e da mulher &#8211; porém não sabe como lidar com isso, entendendo que ternura é igual fraqueza (aqui entra o medo inconsciente de ser dominado). Com isso em mente se sente preso, é requisitado pela mulher à falar de seus sentimentos (o que ele entende como &#8220;cobrança&#8221;), mas fecha-se mais ainda o que aumenta a sensação de &#8220;prisão&#8221;. Por fim, sente a necessidade de &#8220;liberdade&#8221;, &#8220;fazer o que quer&#8221;. É aí que as outras mulheres entram e por este motivo que é &#8220;incontrolável&#8221;. É porque o homem quer &#8220;despressurizar&#8221; e não porque essa é a sua &#8220;natureza&#8221;.</p>
<p>O ponto fundamental, então, reside em aprender a ter sentimentos ternos. A falta desse aprendizado é o que realmente aprisiona o homem e não a sua relação &#8211; afinal, ele é livre para ficar ou ir embora, não é mesmo? Enquanto ele não aprende a sentir e identificar isso como sinal de força, precisa manter-se apegado à luta, trabalho e sexo fora do casamento como maneiras de se provar homem. Ora, quem precisa &#8220;provar&#8221; é porque não é ainda. O homem de verdade pode ser terno quando quer e quando isso é bom para ele. Assim, não há o sentimento de ser prisioneiro das &#8220;coisas de mulher&#8221; e sim a liberdade de sentir e expressar as &#8220;coisas de humano&#8221;.</p>
<p>Abraço</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Não tenho mais o que falar (ou cansei de ficar reclamando)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/03/nao-tenho-mais-o-que-falar-ou-cansei-de-ficar-reclamando/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Nov 2021 22:00:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar sobre isso, parece que toda sessão é a mesma coisa. &#8211; Que ótimo. &#8211; Ótimo? &#8211; É. Agora vamos falar sobre o que realmente importa então não é? &#8211; Ué, mas e o que eu dizia antes não era importante? &#8211; Sim, porém eram reclamações apenas. Já sabemos do &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/03/nao-tenho-mais-o-que-falar-ou-cansei-de-ficar-reclamando/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Não tenho mais o que falar (ou cansei de ficar reclamando)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar sobre isso, parece que toda sessão é a mesma coisa.</p>
<p>&#8211; Que ótimo.</p>
<p>&#8211; Ótimo?</p>
<p>&#8211; É. Agora vamos falar sobre o que realmente importa então não é?</p>
<p>&#8211; Ué, mas e o que eu dizia antes não era importante?</p>
<p>&#8211; Sim, porém eram reclamações apenas. Já sabemos do que você não gosta nas pessoas da sua família, agora vamos falar sobre o que?</p>
<p>&#8211; Não sei direito&#8230;</p>
<p>&#8211; Que tal sobre você e o que você quer fazer com tudo isso.</p>
<p>&#8211; Não pensei nisso.</p>
<p>Reclamações fazem parte de muitos processos de terapia. Em alguns momentos, porém, o cliente está &#8220;de saco cheio&#8221; disso. Esse é o momento no qual ele quer deixar a terapia porque &#8220;não tem mais o que falar&#8221;. Como lidar com isso?</p>
<p><span id="more-6712"></span></p>
<p>Salvador Minuchin já dizia que as pessoas querem mudanças desde que nada precise mudar. É importante considerar o tema do vínculo terapêutico: qual o tipo de vínculo que a pessoa mantém com o terapeuta e com a terapia? Em contrapartida, é importante se questionar sobre o papel que ela atribui à ela mesma ao estabelecer esses vínculos. Isso é importante porque alguns criam um vínculo reclamatório, esperam que através da reclamação os problemas se resolvam, porém isso não funciona assim.</p>
<p>Um dos trabalhos do terapeuta é, ao longo do tempo, ajudar o cliente a perceber essa realidade e desenvolver-se em direção a resolver e lidar com os problemas ao invés de reclamar deles apenas. Porém, a reclamação não trata apenas de conteúdo, também se refere à uma forma de se relacionar a qual empresta uma identidade ao reclamante. À medida em que a terapia progride e o reclamante começa a perceber que sua maneira de se vincular e de reclamar não é mais funcional ele pode começar a mostrar o sintoma &#8220;não tenho mais o que falar&#8221;.</p>
<p>E de fato não tem. Porém isso é extremamente positivo. Este sintoma, para este tipo de dinâmica, revela que a pessoa &#8220;esgotou&#8221; o seu arsenal de reclamação e começa a entrar em contato com o vazio que há por detrás disso, ou o medo ou a angústia. Este pode ser um momento no qual a pessoa deseja parar a terapia, afinal, &#8220;não tem mais nada a dizer&#8221;. No entanto, é justamente não ter nada mais a reclamar que a fará buscar um conteúdo que possa ajudá-la a mudar a maneira pela qual se vincula e cria relações e mundo.</p>
<p>Assim sendo é importante encorajar a pessoa a não ter o que falar e ater-se ao silêncio. Sobre as reclamações ela não quer mais falar, pois já falou (ou reclamou) muito. A pergunta então é: o que ela precisa, de fato, expressar? Deixar a reclamação de lado, porém é angustiante, pois deixa a pessoa &#8220;sem forma&#8221; para se relacionar e nem se perceber. Assim sendo, é importante trabalhar com ela uma maneira de &#8220;ser no mundo&#8221; que a ajude a prestar atenção nela e nas relações sem precisar da reclamação.</p>
<p>Nisso o terapeuta poderá ajudar sendo uma fonte de experiências para ela. Aprender na relação com o terapeuta a falar de fatos positivos sobre sua vida, sonhos, desejos e esperanças pessoais. Frustrações e conquistas que a pessoa poderá começar a ter assim que se comprometer consigo mesma. Ao mesmo tempo, não é o momento para dar muitos conselhos e sim deixar a pessoa fazer coisas e aprender com estas experiências. Indagar o que a pessoa fez, o que sentiu com o que fez, se isso poderá ser positivo à longo prazo ou não são as perguntas que ajudam no momento em que a pessoa não tem mais o que falar, mas justamente por isso, começar a ter muito a dizer.</p>
<p>Abraço</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eu amo esse lixo que sou</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/29/eu-amo-esse-lixo-que-sou/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Oct 2021 21:00:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu quero parar com isso. &#8211; Quer? &#8211; Claro, porque não iria querer? &#8211; Como você teria resolvido a situação da sua prova sem isso? &#8211; O que isso tem a ver? &#8211; Responde. &#8211; Não sei. &#8211; Tente responder. (silêncio longo) &#8211; Eu não sei, eu não consigo! &#8211; Pois é. Fazendo &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/29/eu-amo-esse-lixo-que-sou/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Eu amo esse lixo que sou</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu quero parar com isso.</p>
<p>&#8211; Quer?</p>
<p>&#8211; Claro, porque não iria querer?</p>
<p>&#8211; Como você teria resolvido a situação da sua prova sem isso?</p>
<p>&#8211; O que isso tem a ver?</p>
<p>&#8211; Responde.</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; Tente responder.</p>
<p>(silêncio longo) &#8211; Eu não sei, eu não consigo!</p>
<p>&#8211; Pois é. Fazendo seus dramas, você consegue. Sem dramas, não sabe o que fazer. Percebe o quanto você ganha com isso?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porque algumas pessoas parecem, simplesmente, não aceitar que podem ser melhores e estão sempre se menosprezando? Pode ser que elas não consigam deixar de ser tão &#8220;ruins&#8221; quanto pensam que são.</p>
<p><span id="more-6678"></span></p>
<p>Existe algo sobre experiências traumáticas que é pouco divulgado, chamamos de &#8220;crescimento pós traumático&#8221;. Basicamente, ele é o contrário do Transtorno de Estresse Pós Traumático, pois no caso do crescimento, temos pessoas que se tornam &#8220;melhores&#8221; ou &#8220;mais fortes&#8221; depois de passar por um evento traumático. Em outras palavras, o trauma pode nos fazer crescer.</p>
<p>Outro fenômeno psicológico pouco divulgado é a identificação com a doença. Muitas pessoas que desenvolvem, por exemplo, um quadro depressivo tornam-se identificadas com a doença, ou seja, não dizem mais &#8220;tenho depressão&#8221;, afirmam: &#8220;sou depressivo&#8221;. Ser é diferente de estar. Não dizemos &#8220;sou tristeza&#8221;, mas sim: &#8220;estou triste&#8221;. Falamos assim porque trata-se de um estado que tem começo, meio e fim. Porém, quando existe a identificação, o estado torna-se permanente porque vira um &#8220;ser&#8221;.</p>
<p>Este tipo de atitude frente aos problemas mentais é muito difícil de trabalhar porque a pessoa vem com a queixa da depressão, por exemplo, mas não quer &#8220;curar&#8221; isso. Ela diz que quer, afirma que deseja sentir-se bem novamente, porém o fato é que ela não dá conta de abandonar os sintomas depressivos. Ela precisa da doença para saber quem é. O mesmo raciocínio vale para baixa auto estima e auto imagem distorcida. Depois de um determinado momento a pessoa realmente crê que é aquilo e, assim sendo, não pode se abandonar.</p>
<p>É interessante perceber que nesses casos, todas as vezes em que a pessoa chega próxima de uma conclusão ela a invalida. Sempre que tem uma melhora, se sabota afim de mostrar o quão sem esperança ela é. Tornar-se menor e doente é uma maneira de se adaptar à realidade. Este tipo de caso não melhora ao se valorizar, ele rejeita a valorização. A primeira e mais dolorosa percepção que precisam criar é a de que eles &#8220;desejam&#8221; a doença, pois não saberiam o que fazer sem ela.</p>
<p>Tornar-se &#8220;maior&#8221; e mais adaptado é um esforço diferente de tornar-se menor. Ser adulto envolve agir e responsabilizar-se por agir. Tomar a atitude e a ação. Enfrentar e dirigir. É uma atitude mais ativa que é o oposto daquela da doença, mais passiva. De uma forma básica este é o dilema que a pessoa identificada com a parte &#8220;ruim&#8221;, &#8220;feia&#8221; ou doente de si tem: o desejo de ser feliz com o medo de enfrentar aquilo que precisa para isso. Esse é o segundo passo, pois apenas quando este medo vem à tona é que ela poderá começar a construir força de verdade.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Porque &#8220;causa e efeito&#8221; é um saber fundamental?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 22:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo entender isso Akim. &#8211; Eu sei, é difícil para você. O que torna essa compreensão difícil? &#8211; Não sei. &#8211; Vou dar uma dica: é algo relacionado à como você pensa. &#8211; Eu sou egoísta demais? &#8211; Egocêntrico, na verdade. Sim, é isso. De que maneira isso atrapalha o seu pensamento? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/15/porque-causa-e-efeito-e-um-saber-fundamental/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Porque &#8220;causa e efeito&#8221; é um saber fundamental?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo entender isso Akim.</p>
<p>&#8211; Eu sei, é difícil para você. O que torna essa compreensão difícil?</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; Vou dar uma dica: é algo relacionado à como você pensa.</p>
<p>&#8211; Eu sou egoísta demais?</p>
<p>&#8211; Egocêntrico, na verdade. Sim, é isso. De que maneira isso atrapalha o seu pensamento?</p>
<p>&#8211; É aquilo que eu só vejo o que eu quero ver?</p>
<p>&#8211; Sim e não vê aquilo que está na sua frente porque também não quer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A relação de &#8220;causa e efeito&#8221; sofreu muito preconceito nos últimos anos. Tida como &#8220;ultrapassada&#8221; sua importância tanto para o dia a dia, tanto para a vida psíquica precisa ser resgatada.</p>
<p><span id="more-6331"></span></p>
<p>Hoje em dia quando se fala em &#8220;causa e efeito&#8221;, você é tido como ultrapassado apenas por citar este termo. As pessoas estão acostumadas com a tal &#8220;física quântica&#8221; que diz que não se pode ao certo saber o que causa um determinado fenômeno. Na verdade, nunca conheci uma pessoa que fale sobre física quântica que tenha, de fato, lido sobre física quântica. O que tenho visto é que a compreensão inadequada do fenômeno de &#8220;causa e efeito&#8221; aliado à uma compreensão ainda pior da física quântica tem levado muitas pessoas ao mesmo lugar que o meu cliente acima: o de um egocentrismo distorcido compreendido como virtude.</p>
<p>Ocorre que as relações de causa e efeito existem sim e não é piegas ou conservador falar sobre elas. O que se objeta é que nem sempre um determinado comportamento irá fornecer o mesmo resultado. Concordo. Porém, dizer isso não encerra a questão, pelo contrário a torna ainda mais envolvente e interessante. As pessoas, em geral, compreendem que se um comportamento pode oferecer dois resultados então não é possível falar nada sobre ele. Essa compreensão além de demonstrar ignorância em ciência, também demonstra que essa pessoa é extremamente rígida.</p>
<p>O fato é que nunca analisamos um comportamento por si só. Ele sempre está inserido dentro de um contexto. A compreensão desse contexto é de fundamental importância para compreender as relações de causa e efeito. Nesse sentido é importante entender onde estou tendo um comportamento. É diferente dar um sorriso em uma festa e em um funeral, o sentido é diferente por causa do contexto.</p>
<p>Outro elemento é a cultura. Tomando o caso do sorriso e do funeral, na cultura Ocidental, o sorriso pode ser compreendido como descaso para com a dor dos enlutados. Já no Oriente, algumas regiões veem a morte como algo bom e festejam, nessa cultura o sorriso na situação de um funeral é comum. A cultura tem um viés regional, como também pode ter um viés familiar. Tenho um amigo para quem funerais são motivo de alegria, ele não é oriental e nem budista, apenas vê a morte de outra maneira.</p>
<p>Considerando o contexto e a cultura ainda é importante verificar o momento histórico no qual tudo está ocorrendo. O sorriso no funeral dentro do Ocidente pode ser visto como um sinal de posicionamento político dependendo de quem morreu e quando morreu. A recente morte de Fidel Castro motivou muitas festas em cubanos exilados nos EUA, o que demonstra que mesmo no Ocidente é possível sorrir em um contexto de funeral e isso ser aceito (obviamente se algum cubano residente em Cuba sorriu, deve tê-lo feito sob lençóis).</p>
<p>Portanto, quando um psicólogo, por exemplo, fala em causa e consequência, não está querendo ter uma &#8220;visão reducionista&#8221; do mundo e do comportamento humano. Pelo contrário, quem realmente compreende o que significa &#8220;causa e consequência&#8221; sabe da enorme dificuldade em compreender os fatores envolvidos em determinados resultados assim como cada um deles influencia esses resultados.</p>
<p>Porém, esta percepção enriquece a vida das pessoas que passam a observar o seu contexto de maneira mais atenta e respeitosa. Compreender os elementos que influenciam os resultados daquilo que fazemos nos leva a ter um senso de conexão maior com o mundo e de respeito com o real. Isso é o avesso de uma atitude egocentrada que acredita que o universo se molda de acordo com aquilo que desejamos. Relações criaram o universo, não a imposição de uma vontade egocêntrica que se crê melhor, maior ou mais importante que todas as outras que coexistem com ela.</p>
<p>Abraço</p>
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