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	<title>Arquivos Existencialismo - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>O fim não é o mais importante</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/09/02/o-fim-nao-e-o-mais-importante/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2016 11:02:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou precisando de férias. &#8211; Para que? &#8211; Ah, para me livrar um pouco dessa vida. &#8211; Será que é de férias ou de uma nova vida o que você precisa? &#8211; Mas e como que vou fazer? &#8211; Bem, se responsabilizar por ela seria um começo não? &#160; E se você morresse &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/09/02/o-fim-nao-e-o-mais-importante/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O fim não é o mais importante</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou precisando de férias.</p>
<p>&#8211; Para que?</p>
<p>&#8211; Ah, para me livrar um pouco dessa vida.</p>
<p>&#8211; Será que é de férias ou de uma nova vida o que você precisa?</p>
<p>&#8211; Mas e como que vou fazer?</p>
<p>&#8211; Bem, se responsabilizar por ela seria um começo não?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E se você morresse amanhã? Continuaria fazendo o que faz no seu dia a dia? Embora a afirmativa para esta pergunta possa soar como um sinal de resignação, a verdade é que o oposto demonstra maturidade emocional frente à rotina.</p>
<p><span id="more-5753"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Quando você vai morrer? A pergunta sempre nos inquieta, pois a verdade é que não sabemos. Encarar a vida, portanto, significa conviver com a incerteza do momento da morte, assim como sua causa ao mesmo tempo que temos a certeza de que ela virá. A construção de nossas vidas precisa estar envolvida nesta perspectiva desde o começo.</p>
<p style="text-align:justify;">Por este motivo, quando alguém diz: &#8220;ah, se eu soubesse que ia morrer amanhã, faria tudo diferente hoje&#8221; não tem uma resposta madura pelo fato de que não está levando em consideração o fato de que pode vir a morrer amanhã. Há dificuldade em lidar com essa percepção, por este motivo as pessoas a deixam de lado, porém aceitá-la é fundamental para ter uma vida, de fato, saudável. Não podemos deixar a morte de lado, ao mesmo tempo que ela não pode ser a definidora de nossas vidas.</p>
<p style="text-align:justify;">O ponto recai, então, na qualidade de vida que a pessoa cria para si. O equilíbrio entre morte e vida é a qualidade do viver. A morte não traz reflexão sobre o que não foi vivido, refletir sobre isso perante a morte é inadequado porque ela não permite a continuidade da vida, então, não é um raciocínio válido. Ele apenas é útil enquanto estamos vivos. Porém, neste caso, é mais interessante refletir sobre o que desejo e posso viver. Estabelecer critério realistas é fundamental para uma boa vida.</p>
<p style="text-align:justify;">A qualidade do viver acontece aonde? Em nosso dia a dia, ou seja: em nossa rotina. Você pode não gostar destea ideia, mas o fato é que se podemos morrer a qualquer momento, a probabilidade de que isso ocorra em nossa rotina é enorme porque é onde passamos a maior parte de nosso tempo. Então a questão é se sua rotina tem qualidade.</p>
<p style="text-align:justify;">A pessoa que estabelece uma rotina feliz para si não deseja abrir mão dela, seu último dia na terra seria vivido de maneira perfeita e plena executando as atividades às quais dedicou toda a sua vida. O importante não é o fim, mas sim o meio do caminho. Afirmar isso não é resignação, o fim deve ser buscado, porém como o futuro é incerto é sinal de imaturidade depositar todas as esperanças nele, a pessoa realmente madura busca o futuro (visto que a probabilidade de se chegar ele é grande) com a percepção clara de que pode morrer antes, por este motivo aproveita bem a viagem.</p>
<p style="text-align:justify;">
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		<item>
		<title>Vida sem sentido (?)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/05/09/vida-sem-sentido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 May 2016 10:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Existencialismo]]></category>
		<category><![CDATA[percepção]]></category>
		<category><![CDATA[Sentido da vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mestre, qual o sentido da vida? &#8211; O cheiro de uma flor. &#8211; Entendo, entendo, mas eu preciso de algo mais concreto e não dessas metáforas. &#8211; Ah entendi, você quer uma resposta mais concreta para entender? &#8211; Sim, isso mesmo. &#8211; Ah, ok. Então, preste atenção: o sentido da vida é o cheiro &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/05/09/vida-sem-sentido/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vida sem sentido (?)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mestre, qual o sentido da vida?</p>
<p>&#8211; O cheiro de uma flor.</p>
<p>&#8211; Entendo, entendo, mas eu preciso de algo mais concreto e não dessas metáforas.</p>
<p>&#8211; Ah entendi, você quer uma resposta mais concreta para entender?</p>
<p>&#8211; Sim, isso mesmo.</p>
<p>&#8211; Ah, ok. Então, preste atenção: o sentido da vida é o cheiro de uma flor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Adoro quando um cliente me diz que as coisas que ele faz não tem sentido. Adoro porque ele está absolutamente certo, as coisas, em si não tem sentido mesmo, somos nós quem damos sentido à elas, porém experienciar isso pode ser muito desorientador, porque será?</p>
<p><span id="more-5255"></span></p>
<p>Queremos que a vida tenha sentido. Pensamos durante muito tempo que isso vinha de uma necessidade de organizar o mundo de várias maneiras e que encontrar um sentido para a vida era algo importante para completar esta tarefa. Porém, de um outro ponto de vista, pode-se pensar que o desejo do sentido da vida seja, na verdade, uma questão de dependência que temos para com a existência.</p>
<p>Queremos que a vida tenha sentido para termos ondo nos apoiar, não no sentido de organizar nossa vida, mas no sentido de nos dar motivação. A necessidade da vida ter algum sentido não organiza a experiência, organiza a motivação, diz o que pode e o que não pode ser desejado, assim, queremos que a vida tenha sentido para sabermos como lidar com o nosso desejo.</p>
<p>A experiência desorientadora que várias pessoas tem em relação a darem sentido as suas existências se dá pelo fato de não conseguirem organizar o seu próprio desejo. Em termos mais simples, a percepção de que elas podem desejar &#8220;à vontade&#8221; e com isso organizarem seus próprio mundo é por demais expansiva para elas. O desejo, neste momento é &#8220;leve&#8221; demais.</p>
<p>Não se trata de fazer o que se quer, mas sim de desejar aquilo que o desejo traz. É comum que nossa ligação com o nosso desejo seja repleta de armadilhas psíquicas e sentimentos conflitantes, por este motivo, quando o desejo se mostra e percebe-se que é possível desejá-lo a pessoa entra em uma espécie de colapso. Fazendo uma metáfora tosca é como se depois de 80 anos gastando só 3000 por mês, alguém lhe dissesse que os outros 5000 que ficam na conta também são seus para gastar como quiser.</p>
<p>Queremos que a vida tenha sentido para não assumirmos o sentido que queremos dar à vida. É mais fácil jogar nas costas da &#8220;vida&#8221; (o que é isso mesmo?) o peso daquilo que sentimos. Assumir o sentido que vemos na nossa experiência é uma vivência de fascínio.</p>
<p>Porém, minha percepção de &#8220;fascínio&#8221; não é romântica, é trágica. A fascinação envolve dois elementos ao mesmo tempo: o terror e a admiração. Percebo como isso faz sentido quando meus clientes me dizem que entenderam o sentido que querem dar às suas vidas, que se sentem bem com isso, felizes e mais calmos&#8230; &#8220;mas ao mesmo tempo Akim, dá um medo isso sabe?&#8221;.</p>
<p>Sim, claro que sei, porque você está fascinado, e fascínio nos coloca diante de uma maravilha que é, ao mesmo tempo, admirável e aterrorizante. A admiração provém da beleza e das capacidades da coisa que é vista, o terror vem pelo fato de que o que é visto está além da compreensão, nos mostra algo além do nosso cotidiano.</p>
<p>O monstro é um &#8220;abridor de portas&#8221;, em uma das raízes da palavra encontramos que monstro é &#8220;aquele que mostra&#8221;, em outra delas que é &#8220;aquele que mostra o caminho&#8221;. Por isso ele é admirável, ele mostra as maravilhas do universo, nos apresenta à algo desconhecido e, ao mesmo tempo, é aterrorizador pelo fato de nos fazer perceber que há este universo, que o desconhecido existe.</p>
<p>Trazendo a analogia para o tema do sentido da vida, é monstruoso perceber que a vida, em si, não tem sentido, não chega nem a ser uma tábula em branco para escrevermos, pois isso já diz que ela precisa ser escrita. Não, ela é ainda mais cruel e nos aponta que nem mesmo é necessário um sentido para a vida. Ela mostra aquilo que não desejamos ver: que a existência é tão absurdamente infinita que você pode olhar à ela e apreender aquilo que desejar, ao mesmo tempo o horror de perceber que existir exige esforço.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Não há substituto</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/02/24/nao-ha-substituto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2016 10:54:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O noviço pergunta ao monge: &#8211; Qual o significado do zen? &#8211; Gostaria de lhe dizer&#8230; mas agora preciso ir ao banheiro. &#8211; Responde o monge. &#8211; Pense sobre isso, algo tão insignificante que ninguém pode fazer por mim. Continua o monge e, olhando para o discípulo, fecha a conversa: &#8211; Pode fazer por mim? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/02/24/nao-ha-substituto/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Não há substituto</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O noviço pergunta ao monge:</p>
<p>&#8211; Qual o significado do zen?</p>
<p>&#8211; Gostaria de lhe dizer&#8230; mas agora preciso ir ao banheiro. &#8211; Responde o monge.</p>
<p>&#8211; Pense sobre isso, algo tão insignificante que ninguém pode fazer por mim.</p>
<p>Continua o monge e, olhando para o discípulo, fecha a conversa:</p>
<p>&#8211; Pode fazer por mim?</p>
<p>&#8220;Ninguém pode entender as grandes questões da vida por você. Repetir as ideias dos outro é agir como um papagaio, que fala sem saber o que diz.&#8221; (do livro Zen em Quadrinhos de Tsai Chih Chung)</p>
<p><span id="more-4871"></span></p>
<p>Terapia é um processo interessante. Muitas vezes precisamos estar em contato com um terapeuta para, simplesmente, falar, perceber o que já percebemos sobre nós. É quase como se fosse um test drive de realidade: você percebe algo sobre você, matuta, sente-se inseguro ou não consegue acreditar; vai para a terapia, oscila e diz, confirma, afirma, se compromete e, quando faz isso, testa a sua verdade no mundo. Por vezes é o primeiro contato que temos com a nossa própria verdade.</p>
<p>É comum que no início do processo a pessoa sinta que é o terapeuta quem deve lhe dizer as coisas, as verdades, ajudá-la a desvendar o seu mistério, afinal de contas, é para isso que ela o está pagando certo? Ocorre que sem o que sai da boca da pessoa e sem a entrega dela nenhum processo anda. É como comprar um televisor mas não ligá-lo ou pagar uma academia sem ir à academia.</p>
<p>Este primeiro momento é quando nossas expectativas ainda estão na salvação que vem de fora. Obviamente o terapeuta é uma pessoa que vai ajudar com perguntas e com exercícios porém é exercitando aquilo que acontece na terapia que a pessoa começa a se perceber e poder perceber suas verdades. Um fenômeno interessante sobre isso é que o terapeuta fala a mesma coisa muitas vezes para somente algum tempo depois a pessoa sacar aquilo que já havia sido dito.</p>
<p>Isso não é perda de tempo, isso é o processo. Nem sempre compreendemos as coisas de pronto, precisamos de um tempo para nos habituar ao saber, ao conhecimento de nós mesmos. Nesse sentido, ninguém pode nos ajuda, ninguém pode nos salvar. Neste segundo momento a pessoa deixa de colocar no terapeuta a responsabilidade pelo seu processo e assume para si isso. Ao começar a buscar suas próprias respostas a terapia &#8211; paradoxalmente &#8211; torna-se mais interessante ainda.</p>
<p>É nesse momento que se partilham descobertas e percepções ao invés de apenas dúvidas e projeções. Ao assumir que sua verdade pode ser compartilhada é que a pessoa aprende a compartilhá-la. Com isso é que ela pode, finalmente, ter um diálogo e não um monólogo com seu terapeuta. Por que nesse momento? Porque, a partir daí, ela &#8220;torna-se pessoa&#8221;.</p>
<p>O interessante sobre as histórias zen é que em sua essência elas dizem que descobrir o zen é descobrir &#8220;nada&#8221;. Descobrir quem somos é algo parecido. Não se descobre &#8220;algo importante&#8221;, ou tem-se uma radiante e profunda revelação cósmica que muda a sua vida. Não é um grande show de fogos de artifício, muitas vezes é apenas a sensação tranquila de respirar e sentir-se em casa, o momento em que a inquietação some, que percebe-se que não há nada a descobrir porque, de uma forma estranha, &#8220;tudo está bem&#8221;.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que é liberdade?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/01/22/o-que-e-liberdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2016 11:19:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Existencialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Ser livre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Quero fazer o que eu quero, quando eu quero e do jeito que eu quero&#8221;. Isso é liberdade? Pense novamente. Analise, de fato, a frase acima &#8211; muito empregada pelas pessoas quando pensam em liberdade. Ela não demonstra a qualidade de um ser &#8220;livre&#8221; e sim de um ser onipotente, como Deus que tudo pode, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/01/22/o-que-e-liberdade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O que é liberdade?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Quero fazer o que eu quero, quando eu quero e do jeito que eu quero&#8221;. Isso é liberdade? Pense novamente.</p>
<p>Analise, de fato, a frase acima &#8211; muito empregada pelas pessoas quando pensam em liberdade. Ela não demonstra a qualidade de um ser &#8220;livre&#8221; e sim de um ser onipotente, como Deus que tudo pode, tudo sabe e está em tudo. Fazer o que quero (desejo ilimitado), quando eu quero (tempo ilimitado) e do jeito que eu quero (potência ilimitada) não são características de um ser livre e sim de um ser onipotente.</p>
<p>Mas ser livre não é ser capaz de tudo fazer? Não seria a liberdade um sinônimo de onipotência? Não. Seres onipotentes estão deslocados de um fator fundamental para a liberdade: a escolha. Seres livres são seres que escolhem, seres onipotentes não. Embora isso possa soar estranho o raciocínio é simples: seres onipotentes não precisam de escolhas, como eles &#8220;tudo podem&#8221;, eles simplesmente não precisam optar entre uma coisa e outra, eles simplesmente fazem, caso desejem outra coisa eles fazem porque são onipotentes e ilimitados.</p>
<p>Uma outra consequência acompanha seres que tudo podem. Esta consequência é, inclusive, um tema interessante dentro da filosofia e da mitologia. Ocorre que se o ser tudo pode, ele não precisa escolher, na verdade ele é &#8220;incapaz&#8221; de escolha quando esta vem acompanhada da noção de consequência. Se o ser tudo pode ele dominaria a escolha assim como a consequência da escolha, porém se isso ocorre não é uma escolha de fato, mas sim uma criação, uma determinação.</p>
<p>&#8220;Os deuses não escolhem, agem&#8221;. Por outro lado, estão presos à isso. Existem histórias na mitologia sobre a inveja dos deuses em relação aos humanos. A &#8220;inveja dos deuses&#8221; é a de que nós não sabemos do futuro, não sabemos o que vai ocorrer e, por isso, fazemos escolhas e mais tarde morremos. A ideia de que a vida é uma só e que tudo é momentâneo, que cada momento tem uma beleza específica é a inveja dos deuses, pois eles, pelo fato de tudo poderem, podem sentir todos os momentos em todos os momentos. Nós não e isso é algo que os deuses não tem.</p>
<p>Embora possa parecer paradoxal ao Ocidental padrão, quando você se dota de onipotência, você se abstém da escolha e, por este motivo, está distante, também da liberdade. Esta é a compreensão maior sobre a inveja dos deuses: os seres humanos são livres, os deuses não. A escolha é a essência da liberdade e não o poder ou o desejo. Ser livre é ser um ser de escolhas. Isso é diferente de ser um ser de desejos. A escolha pode estar motivada por um desejo, porém também pode estar motivada por uma razão ou uma situação e, mesmo assim, continua sendo uma escolha.</p>
<p>A liberdade, então, tem como base a escolha e esta tem como base o limite. Seres limitados precisam de escolhas justamente por não poderem fazer tudo o que querem, quando e como querem. A liberdade é uma característica do limite. O fato de que você não pode fazer tudo o que quer é justamente o fato que o torna livre e essa percepção vai na completa contramão do pensamento cotidiano do Ocidental.</p>
<p>Ser livre é fazer escolhas o que não significa nada em relação às consequências das escolhas (elas acontecerem ou não) e às motivações das escolhas (por desejo, por emoção, por razão ou situação). Alguns autores também compreendem que absorver as consequências da escolha que se faz é parte do atributo do &#8220;livre&#8221;, ou seja, seria livre aquele que além de escolher vivesse as consequências de suas escolhas. Para que eu concorde com tal colocação teríamos que falar em níveis de consequência: posso escolher casar e estar muito feliz com isso, à caminho do meu jantar romântico onde irei pedir minha futura esposa eu morro. Como não vivi o casamento não fui livre para escolher? Creio que não, a pessoa foi livre, escolheu e viveu a consequência de ter sentido uma emoção forte, por exemplo. Se isso for considerado como um &#8220;nível&#8221; (por falta de expressão melhor) concordo com o adendo.</p>
<p>Para finalizar esta reflexão me é importante porque, ao entender a liberdade como a capacidade de ser limitado e de, por este motivo, ter que fazer escolhas, compreendo mais sobre a minha ação no mundo e da amplitude doo meu poder neste mundo. Também relaxo mais sobre a liberdade que tenho e passo a perceber até onde é possível &#8220;ser livre&#8221;, ou seja, até onde me é possível escolher? Reflexão aguda que não abarca apenas o termo de quantidade, integra, também, a noção de qualidade: qual a qualidade da liberdade que tenho? Ela se reflete apenas no quanto consigo fazer alterações no mundo ou ela também se aplica a elementos sutis que afetam o meu ser e estar no mundo?</p>
<p>E, para você, o que é ser livre?</p>
<p>Abraço</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dor e infelicidade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/12/09/dor-e-infelicidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2015 09:58:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Psicólogo Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Sentido da vida]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas&#8230; porque comigo? &#8211; Porque, o que? &#8211; Ah Akim&#8230; isso tudo sabe? &#8211; Porque não com você? &#8211; Nossa&#8230; como assim? &#8211; Ora&#8230; tem algo que te prive de viver algo ruim? &#8211; Não, mas sei lá&#8230; &#8211; Entendo que é difícil, mas é isso&#8230; faz parte da vida a dor. &#8211; Eu &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/12/09/dor-e-infelicidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Dor e infelicidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas&#8230; porque comigo?</p>
<p>&#8211; Porque, o que?</p>
<p>&#8211; Ah Akim&#8230; isso tudo sabe?</p>
<p>&#8211; Porque não com você?</p>
<p>&#8211; Nossa&#8230; como assim?</p>
<p>&#8211; Ora&#8230; tem algo que te prive de viver algo ruim?</p>
<p>&#8211; Não, mas sei lá&#8230;</p>
<p>&#8211; Entendo que é difícil, mas é isso&#8230; faz parte da vida a dor.</p>
<p>&#8211; Eu sei&#8230; mas é dolorida.</p>
<p>&#8211; É. Mas lembre-se: é &#8220;só&#8221; isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nenhuma religião ou escola filosófica nega a dor. Todas ensinam maneiras de como lidar com ela. A tragédia, a tristeza e a dor são fatos da vida, como você lida com isso?</p>
<p><span id="more-4860"></span></p>
<p>O término de uma relação ou a morte de uma pessoa querida são exemplos de eventos que consideramos trágicos e dolorosos. Perder um emprego ou ficar doente, passar necessidade ou buscar por algo que é necessário, mas que não se encontra são outros exemplos de problemas doloridos que enfrentamos. Todos os seres deste planeta passam por dificuldades e privações, não sendo a espécie humana a única privilegiada com a emoção da tristeza e a sensação de dor.</p>
<p>A percepção da dor no mundo é um &#8220;senso comum&#8221; em todas as culturas, mitologias, religiões e sistemas filosóficos. O trabalho destes sistemas é buscar uma maneira de compreender ou de justificar a dor que nos ajude a suportá-la e forneça ferramentas para lidar com ela tanto &#8220;na prática&#8221; quanto internamente.</p>
<p>Saber que a dor existe não é um grande feito você pode pensar, porém, a percepção da dor como parte da nossa realidade o é. Não significa apenas em saber &#8211; intelectualmente &#8211; que a dor existe, mas sim em processar esta realidade psicologicamente. Compreender que a dor, a tristeza existirão em sua vida, não importa o que você faça é algo que pode ser tanto (ou mais) assustador que a própria morte.</p>
<p>A aceitação da dor e da tristeza parece ser, então, um ponto fundamental para o desenvolvimento psíquico pelo fato de que, ao aceitá-la, também aceitamos o real. Porém, frente à isso, como não esmorecer?</p>
<p>A pergunta que nos salva é, paradoxalmente, porque esmorecer? Em outras palavras: porque é necessário que, frente à percepção de que a dor e a tristeza existem, eu preciso perder minhas forças, preciso me desesperar ou temer o próximo momento em que sentirei isso? Não há ligação entre o fato de perceber a dor e evitar a vida, pelo menos, não uma ligação necessária.</p>
<p>O engodo escondido na pergunta é de que, na presença da dor, você deve evitar a vida. Isso coloca a tristeza e a dor como elementos &#8220;estranhos&#8221; à vida, como se fossem &#8220;errados&#8221;, porém a sua presença está muito além da vida humana e não é necessário que achemos uma &#8220;razão&#8221; para a dor pelo simples fato de ela não estar &#8220;errada&#8221;. Ela, apenas, é.</p>
<p>Porém, como falei acima, ela é dolorida. Aí é que está, o nosso problema: queremos evitar a dor e viver a vida. É um paradoxo visto que faz parte da natureza da vida ser dolorida vez ou outra. Negar a tristeza e a dor é, também, negar a vida. Por outro lado afundar-se na dor também é negar a vida porque retira dela a probabilidade do prazer e da alegria.</p>
<p>Não há nada para &#8220;fazer&#8221; com a dor e a tristeza no sentido de &#8220;concertá-las&#8221; ou arrumar suas naturezas ou a evitá-las por completo. Apenas podemos perceber aquilo que era importante e se foi, ou aprender com a dor o que ela tiver para ensinar. Não é errado sentir tristeza e nem dor, elas são a mostra que de você está vivo, assim como a alegria e o prazer. Afirmar o trágico em nossas vidas, por mais paradoxal que possa ser, também nos coloca dentro da vida. Afirmar-se mesmo durante o trágico, mesmo durante a dor é afirmar a vida que existe em você.</p>
<p>E, por fim, por mais doloroso que possa ser, saiba: isso também passará.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Existir</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/08/08/existir/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2014 12:21:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
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		<category><![CDATA[Existencialismo]]></category>
		<category><![CDATA[expressar]]></category>
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		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E então eu estava em casa sozinho. Hum&#8230; e como foi ficar sozinho dessa vez? Foi diferente. Eu coloquei uma música no pc e fiquei ouvindo. &#8211; (silêncio) E daí, eu comecei a chorar um monte sabe? Tipo&#8230; eu estava simplesmente ouvindo música e comecei a chorar muito. Havia alguma emoção presente? Sim&#8230; algo do tipo &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/08/08/existir/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Existir</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/08/download-8.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2229" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/08/download-8.jpg" alt="download (8)" width="275" height="183" /></a></p>
<ul>
<li>E então eu estava em casa sozinho.</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230; e como foi ficar sozinho dessa vez?</p>
</li>
<li>
<p>Foi diferente. Eu coloquei uma música no pc e fiquei ouvindo.</p>
</li>
</ul>
<p>&#8211; (silêncio)</p>
<ul>
<li>E daí, eu comecei a chorar um monte sabe? Tipo&#8230; eu estava simplesmente ouvindo música e comecei a chorar muito.</p>
</li>
<li>
<p>Havia alguma emoção presente?</p>
</li>
<li>
<p>Sim&#8230; algo do tipo &#8220;eu estou só ouvindo isso porra, me deixa&#8221;</p>
</li>
<li>
<p>Entendi.</p>
</li>
<li>
<p>E daí me veio aquela coisa sabe? De todo mundo me dizendo que eu sou folgado demais, chato demais e blá blá&#8230; daí aquele dia eu chorei porque eu tava meio que dizendo &#8220;tá&#8230; mas eu vou ser eu mesmo do mesmo jeito, não estou fazendo nada de errado&#8221;.</p>
</li>
<li>
<p>Entendi&#8230; qual a emoção de dizer isso?</p>
</li>
<li>
<p>Liberdade!</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Aquele que conhece a arte de viver consigo próprio ignora o aborrecimento&#8221;. Erasmo de Rotterdam</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez um dos momentos que mais gosto de ver num processo de terapia é quando a pessoa se dá a permissão para existir. Embora isto esteja assegurado pelos direitos humanos, qualquer psicólogo clínico sabe que, no fundo, somente a pessoa é quem consegue, de fato, se dar esta permissão, pois se trata de uma posição psicológica, individual de sentir que existe e que merece existir.</p>
<p>Muitas pessoas se percebem assim quando vão contra alguma regra ou bloqueio pessoal. Quando dizem &#8220;não&#8221; &#8211; sem raiva &#8211; para pais, amigos, conjugue, trabalho ou alguma regra pessoal que a limita. Geralmente vejo estas pessoas como boas pessoas que sentem-se presas por algo &#8211; ou alguém &#8211; e que mantém sempre esta pessoa ou ideia à sua frente como um guia &#8211; ou uma coleira. Quando conseguem dizer este &#8220;não&#8221;, elas aprendem a colocar-se em primeiro lugar e a se direcionar por si sós.</p>
<p>Outras pessoas encontram algo na sua vida que lhe ajuda a sentir-se íntegra. Pode ser uma atividade, um tipo de serviço, que, em geral, a conecta com suas competências pessoais e lhe faz sentir como se tivesse encontrado o sentido de sua vida. Elas são aquelas pessoas que dizemos que &#8220;se encontraram&#8221; e, depois disso, passam a ter uma vida muito diferente daquela que tinham antes.</p>
<p>Todas elas e ainda várias outras relatam duas emoções básicas: alívio (liberdade) e medo. O medo sempre vem como uma resposta natural para uma percepção de que agora existimos. Eu gosto muito deste &#8220;misto&#8221; de alívio e medo no sentido de que ele afirma as duas vertentes da vida: ela é maravilhosa e ela é terrível. Não é necessário negar nada sobre a vida, podemos viver o medo, o horror e a maravilha, o êxtase de estar vivos.</p>
<p>A sensação de alívio é a mais interessante porque é a partir deste momento que a pessoa aprende a relaxar dentro dela mesma. É como se as tensões que ela carregava por ser ela mesma não precisassem mais ser e agora ela pudesse simplesmente &#8220;ser&#8221;. Não se trata mais de pensar em erros ou acertos, mas sim em existir, em &#8220;brincar de viver&#8221; e ser &#8211; como na música &#8211; um eterno aprendiz.</p>
<p>Nietszche no prólogo de &#8220;Assim falou Zaratrusta&#8221; nos conta a metáfora do camelo, do leão e do bebe. Acredito que o bebe é este estado no qual, depois de nos livrarmos de todos os &#8220;nãos&#8221; que ouvimos para nossa auto expressão, aprendemos a ouvir aquilo que vem de dentro, sem achar que é o certo e nem que é o errado, mas sim como algo que queremos, devemos, sentimos vontade de expressar. Esta falta de necessidade de provar-se certo ou errado é o que, no final, realmente nos liberta para viver a vida que há em nós &#8211; seja ela qual for.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Identidade e processo</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2013/07/26/identidade-e-processo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jul 2013 11:56:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Existencialismo]]></category>
		<category><![CDATA[expressar]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
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		<category><![CDATA[Perfeccionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Rejeição]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Tenho pensado sobre mim &#8211; Hum, isso é bom, no que você tem pensado? &#8211; Eu acho que tenho pensado e agido, na verdade sabe? &#8211; Sei, mas fale um pouco mais sobre isso. &#8211; É que você me conhece e sabe que eu sou uma pessoa que tende à não falar o que &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2013/07/26/identidade-e-processo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Identidade e processo</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Tenho pensado sobre mim</p>
<p>&#8211; Hum, isso é bom, no que você tem pensado?</p>
<p>&#8211; Eu acho que tenho pensado e agido, na verdade sabe?</p>
<p>&#8211; Sei, mas fale um pouco mais sobre isso.</p>
<p>&#8211; É que você me conhece e sabe que eu sou uma pessoa que tende à não falar o que quer, não brigar pelo que quer e tenho pensado no que aconteceria se eu fizesse o contrário</p>
<p>&#8211; E?</p>
<p>&#8211; E daí que tenho feito&#8230; vem aquela pergunta: porque não dizer ou fazer isso agora?</p>
<p>&#8211; E como tem sido a experiência?</p>
<p>&#8211; Um tanto revigorante, um tanto frustrante e um tanto angustiante</p>
<p>&#8211; Uau, altamente intenso não é mesmo?</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230; revigorante quando eu faço e aquilo me nutre; frustrante quando não faço ou quando faço e não gostei do que fiz, quando a coisa parece que não bate entende como?</p>
<p>&#8211; Entendo</p>
<p>&#8211; E é daí que vem a angustia, porque fica aquele vazio do tipo: &#8220;tá não era isso, então o que é?&#8221;</p>
<p>&#8211; E como você tem respondido?</p>
<p>&#8211; Às vezes não respondo, às vezes vem a ideia de fazer outra coisa e algumas vezes venho a entender que não tem nada para fazer, mesmo!</p>
<p>&#8211; Que experiência rica hein? Me parece que você está buscando um profundo contato contigo mesmo, com o que você é e com o que está nascendo ai dentro.</p>
<p>&#8211; Pois é, é como eu me sinto&#8230; é ao mesmo tempo forte e frágil entende?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>Somos aquilo que consumimos, gostamos, usamos e praticamos ou somos o processo que cria isso?</p>
<p>A pergunta não vai ser respondida neste post, na verdade, quero deixar você leitor justamente com a dúvida, mas isso não me impede de fazer algumas reflexões&#8230;</p>
<p>É impossível para o ser humano viver sem estar identificado à uma imagem de si, do mundo, de como as coisas são. Esta identificação é o que nos dá senso de &#8220;eu&#8221; e nos individualiza. Porém este &#8220;eu&#8221;, longe de ser estático tem se mostrado cada vez mais  &#8211; através das pesquisas &#8211; um processo com pontos mais rígidos e alguns pontos altamente flexíveis. Assim, cabe a pergunta sobre quem realmente somos a identidade ou o processo.</p>
<p>Talvez a pergunta capciosa possa ser respondida com uma outra pergunta: seria a identificação e o processo duas entidades distintas?</p>
<p>Podemos pensar que somos aquilo que fazemos, que pensamos, que consumimos ou podemos pensar que somos o processo que cria em nós o pensamento e as ações. Também é plausível refletir que ambos são uma só coisa aparecendo de maneiras diferentes para nós ao longo do tempo. Algumas pessoas mais velhas, ao olharem em retrospectiva para suas vidas percebem que tudo o que ocorreu deveria ter ocorrido exatamente daquela forma, como se uma &#8220;orquestra invisível&#8221; estivesse tocando uma sinfonia já escrita, como se um processo grandioso estivesse presente o tempo todo, porém só perceptível em retrospecto. Esta é a hipótese que nos fala sobre a possibilidade de que aquilo com o que nos identificamos e aquilo que cria a nossa identidade sejam um só processo, com etapas diferentes. Como isso funcionaria?</p>
<p>Especulo que podemos entender que aquilo com o que nos identificamos é a parte final do processo, a cristalização na qual vamos para a experiência concreta: nossos gostos, nossos pensamentos, nossas ações são elementos tão concretos e rígidos &#8211; no sentido de que uma vez pensado, pensado está; ou uma vez tomada uma ação, tomada está &#8211; que representam o final de um processo evolutivo. O ápice de toda uma estruturação interna que culminou no que nos identificamos hoje.</p>
<p>O outro lado da moeda é algo que é mais imperceptível e tem a ver com as experiências que vamos tendo com o que nos identificamos hoje, com a repercussão que isso tem dentro de nós e com as ideias que surgem em nossa mente. Este processo está validando, questionando e pedindo por novas identificações o tempo todo. Isto é o que nos move em direção às mudanças que fazemos em nossas vidas &#8211; e estamos fazendo isso o tempo todo. Assim esta é a parte fluída, a parte onde o &#8220;eu&#8221; é algo ainda indiscriminado, algo &#8220;maior&#8221;, em ebulição buscando uma forma de ser expresso e, quando encontra, torna-se identidade.</p>
<p>O grande ponto, no entanto, é o seguinte: consigo perceber minhas identificações e meu processo e me entregar à ele? Ou boicoto aquilo que sou e aquilo que busca expressar-se em mim &#8211; note que quando coloco &#8220;aquilo em mim&#8221; quero dizer que é &#8220;algo&#8221; que não sou &#8220;eu&#8221; no sentido de que ainda não me identifiquei com aquilo, sendo assim embora esteja dentro de mim ainda não sou eu. Creio que o processo terapêutico é fundamental para ajudar a pessoa à exercitar este processo de ser e tornar-se &#8211; ou vir-a-ser como preferem os existencialistas.</p>
<p>Pergunte-se: quantas vezes você já boicotou algo que estava nascendo em você? E se você deixasse aquilo vir? Quantas vezes você menospreza aquilo que você é hoje? E se você valorizasse? Obviamente a experiência do &#8220;eu&#8221; é algo sem fim, porém isso não implica dizer que não possui finalidade. Aproveite!</p>
<p>Abraço</p>
<p>visite nosso site: www.akimneto.wordpress.com</p>
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		<title>Liberdade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2013/06/03/liberdade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2013 13:21:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[conquistas]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Existencialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Pois é Akim, mas isso tolhe a minha liberdade entende? &#8211; Ah é? Hum&#8230; na verdade eu não consigo entender direito, pode me explicar? &#8211; Pô meu! É assim ó: se eu ficar com ela e namorar com ela, não posso mais ficar com nenhuma outra mina! &#8211; Ah! E isso é tolher a &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2013/06/03/liberdade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Liberdade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Pois é Akim, mas isso tolhe a minha liberdade entende?</p>
<p>&#8211; Ah é? Hum&#8230; na verdade eu não consigo entender direito, pode me explicar?</p>
<p>&#8211; Pô meu! É assim ó: se eu ficar com ela e namorar com ela, não posso mais ficar com nenhuma outra mina!</p>
<p>&#8211; Ah! E isso é tolher a sua liberdade?</p>
<p>&#8211; Claro! Como que eu faço com o meu desejo? Se eu ficar com vontade de pegar uma mina?</p>
<p>&#8211; O que você faz, de fato?</p>
<p>&#8211; (Silêncio) Como assim?</p>
<p>&#8211; Ora, você está exercendo a sua liberdade: ninguém te apontou uma arma na cabeça para namorar com ela e muito menos disseram que você tinha que ser monogâmico, portanto se você escolhe &#8211; usando a sua liberdade &#8211; namorar ela de uma forma monogâmica, me parece que foi a escolha de um homem livre, ou você só está considerando o namoro como uma forma de &#8220;não perder ela&#8221;?</p>
<p>&#8211; (Silêncio) Porra meu&#8230; mas colocando a coisa assim você me ferra!</p>
<p>&#8211; (Risos) Porque te ferro?</p>
<p>&#8211; Porque daí eu tenho que dizer que eu escolhi namorar ela e que&#8230; eu escolhi não ficar com outras mulheres.</p>
<p>&#8211; Mas não é exatamente isso?</p>
<p>&#8211; É né?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns existencialistas dizem que o homem é totalmente livre para escolher em qual prisão deseja viver. A afirmação paradoxal deve-se por uma confusão que é cada vez mais difundida em nossa sociedade sobre o que a palavra &#8220;liberdade&#8221; realmente significa.</p>
<p>De uma forma geral quando perguntamos às pessoas o que é liberdade elas respondem: &#8220;é eu poder fazer o que eu quero&#8221;. Óbvio que liberdade tem a ver com fazer o que se deseja, mas será que a liberdade resume-se à isso? E se eu quiser algo, mas, dentro de mim, algo me disser para não fazer isso e eu escolher por não fazer? Então eu quis e não quis ao mesmo tempo; será que a escolha que fiz tem a ver com a minha liberdade de escolha ou não? E não fazer algo que se quer é sempre uma forma de não exercitar a sua liberdade?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Creio que o grande problema está na palavra &#8220;eu quero&#8221; e no significado que atribuímos à ela hoje em dia. &#8220;Eu quero&#8221; está associado ao prazer que as escolhas vão trazer, à satisfação. Somos uma sociedade de consumidores, portanto nossas escolhas tem que refletir esta realidade e escolha traduz-se por encontrar algo que me traga satisfação para uma necessidade ou impulso de consumo. Quando associamos isto à &#8220;eu quero&#8221; e &#8220;eu quero&#8221; à &#8220;liberdade&#8221; achamos que liberdade é apenas conseguir coisas que vão nos trazer satisfação. Mas, repito, será que a liberdade é somente isso?</p>
<p>Não creio, acho que ela é muito mais profunda do que realmente pensamos e que suas implicações são mais amplas que o nosso consumismo quer nos fazer entender. Entendo a liberdade não de fazer o que &#8220;eu quero&#8221; apenas, mas do que &#8220;eu posso&#8221;, do que &#8220;eu devo&#8221;, enfim, penso na liberdade muito mais como a liberdade de fazer uma escolha do que apenas escolher o que &#8220;eu quero&#8221;. E essa escolha por, muitas vezes, ir contra o que eu quero. É na escolha e na habilidade de realizá-la que se encontra a tal liberdade e isso se dá porque muitas vezes o &#8220;eu quero&#8221; não é possível ou realizável daí que confundir &#8220;eu quero&#8221; com liberdade é um erro &#8211; na minha opinião.</p>
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<p>Por entender a liberdade desta forma quando trabalho com meus clientes sobre este tema busco sempre trabalhar com a habilidade da pessoa de escolher algo e manter-se íntegra à sua escolha. Também trabalho com a habilidade de refletir sobre as escolhas que fez, que faz e perguntar o que ela deseja fazer com estas escolhas. Quando colocamos a liberdade no poder de escolher chamamos a pessoa a refletir sobre suas competências, sua integridade, seus limites e desejos isso coloca a liberdade numa perspectiva mais realista e menos consumista; a pessoa passa a entender que a liberdade não tem a ver apenas com prazer e satisfação, pelo contrário, a liberdade é, por definição, angustiante, pois é exatamente a angústia de buscar uma direção que nasce o exercício da liberdade e seus resultados.</p>
<p>Sermos livres para escolhermos nossas prisões quer dizer que cada escolha é um novo limite. No caso acima: escolher não namorar e ficar &#8220;com quem quiser&#8221; é um limite, vai te guiar para um tipo de experiência; escolher namorar de forma monogâmica vai te guiar para outro, assim sendo, o que importa é o que você pode, quer e deve fazer com isso. Usar a cabeça para fazer uma escolha e tornar o pensamento real é, na minha opinião, o que de fato resume a liberdade.</p>
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<p>Abraço</p>
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