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	<title>Arquivos Máscaras - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 21:55:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso. &#8211; Consegue sim, você fez oras! &#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso? &#8211; Ora, porque não se sentiria? &#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa! &#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não. &#8211; Como assim? &#8211; Ora, você passou por cima de &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso.</p>
<p>&#8211; Consegue sim, você fez oras!</p>
<p>&#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso?</p>
<p>&#8211; Ora, porque não se sentiria?</p>
<p>&#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa!</p>
<p>&#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Ora, você passou por cima de algumas crenças pessoais não?</p>
<p>&#8211; Sim, mas&#8230; passei&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A modernidade líquida se baseia na ideia de que toda mudança é boa &#8220;per se&#8221;. Há um ditado alemão que diz existir diferença entre mudar e melhorar. Mudanças nem sempre são positivas e nem sempre são fáceis, assim sendo, mudar envolver lidar com emoções &#8220;negativas&#8221; mesmo quando ela &#8220;é certa&#8221;. Mas dar conta disso, nem sempre é fácil.</p>
<p><span id="more-6784"></span></p>
<p>É importante distinguir entre os níveis de crença e concretude. Concretude se refere ao que vemos no mundo &#8220;tal como ele é&#8221;. Ao pensarmos de maneira &#8220;concreta&#8221;, buscamos as evidências, os resultados, as condições necessárias para realizar algo e os recursos para fazê-lo. Quando pensamos em crenças, refletimos sobre os valores disso tudo, o que achamos sobre isso e o lugar dado à isso em nossa mente e coração. E nossa vida prática, ambos universos coexistem em atrito ou harmonia. Desta coexistência e das repercussões dela é que nascem algumas escolhas que são &#8220;boas&#8221; ou &#8220;certas&#8221;.</p>
<p>Escolhas &#8220;certas&#8221; ou &#8220;evolutivas&#8221; (como prefiro chamar) tem a ver com encontrar os melhores meios para agir no mundo e conseguir extrair dele aquilo que é importante para mim. Essa percepção nasce do desejo individual sobre como existir no mundo. o que é &#8220;evolutivo&#8221; para uma pessoa não é, necessariamente, para outra. Quando se toma uma decisão baseado nisso, estamos olhando para a realidade de nossos desejos e daquilo que é necessário fazer para realizá-los.</p>
<p>Escolhas &#8220;boas&#8221;, tem a ver com as crenças que temos. Estas envolvem tanto as individuais quanto as grupais (família, amigos, trabalho e sociedade). Neste sentido a escolha que tomamos se refere às regras que seguimos sobre como o mundo é ou deve ser, sobre como somos ou devemos ser. As crenças tratam das ideias sobre o universo e não de sua realidade. Neste sentido, quando fazemos as escolhas com base em crenças, estamos falando sobre seguir ou não as regras (dos outros e nossas).</p>
<p>Portanto, algumas escolhas podem ser &#8220;evolutivas&#8221; e ao mesmo tempo &#8220;más&#8221;. Aquilo que se deseja individualmente, em termos concretos pode ser diferente daquilo que creio (ou que meu grupo crê). Assumir o risco e agir mesmo assim, implica na culpa em quebrar as regras. A sociedade nos diz que não devemos sentir a culpa, porém, não há como não senti-la. Perdemos a inocência ao infringir as regras, mesmo que isso seja &#8220;evolutivo&#8221;. Assim, muitas vezes é possível (e realista) evoluir e sentir culpa por isso. É a consequência de, ao mesmo tempo, buscar algo para si e distanciar-se das regras que você mesmo seguia. É um paradoxo na mente e coração: concretizar algo importante e necessário ao mesmo tempo que infringe regras e afasta-se do grupo que seguia estas regras.</p>
<p>Outras escolhas podem ser &#8220;boas&#8221; e &#8220;limitantes&#8221;. Estas ocorrem quando deixamos nossa percepção e desejos de lado em prol de manter as crenças. Troca-se a culpa pela inocência e fazemos jus ao status quo. Nesse sentido, fazemos uma boa escolha e nos limitamos. Não seremos punidos, mas iremos conviver com a frustração e arrependimento: &#8220;e se eu tivesse&#8230;?&#8221; Seguir as regras nos torna mais próximos daqueles com quem criamos as regras, mantém a proximidade e, para muitas pessoas, isso é essencial. O preço deste tipo de escolha, porém, é o limite e a dependência. O paradoxo, neste caso é: &#8220;eu fiquei, mas me sinto mal com isso&#8221;. A proximidade deixa de ter um gosto doce.</p>
<p>O desejo contemporâneo é sempre pelo caminho do menor esforço: porque não fazer escolhas boas e evolutivas? Porque a evolução não olha para as regras, embora elas sejam necessárias. Não há sociedade sem regras, nem mesmo um indivíduo. De outro lado, não há evolução se as regras forem seguidas o tempo todo. Assim sendo, a culpa e liberdade estão, num primeiro momento, sempre de mãos dadas. Apenas a coragem para enfrentar isso é o que nos impele em &#8220;direção ao abismo&#8221;.</p>
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		<title>A dolorosa consequência da realidade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 21:59:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela. &#8211; Eu sei. &#8211; Ela não merece. &#8211; É o contrário. &#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim! &#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;. &#8211; Então! &#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer. (silêncio) &#8211; E porque &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A dolorosa consequência da realidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Ela não merece.</p>
<p>&#8211; É o contrário.</p>
<p>&#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim!</p>
<p>&#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então!</p>
<p>&#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; E porque eu não mereço?</p>
<p>&#8211; Porque não consegue reconhecer que quer falar com ela.</p>
<p>&#8211; Odeio isso.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme &#8220;Her&#8221; tem uma frase linda: &#8220;o passado é só uma história que contamos à nós mesmos&#8221;. Porém, refletir sobre ela é um tanto chocante e exige maturidade. Dizer que o passado é &#8220;só uma história&#8221; não deve ter como foco a palavra &#8220;só&#8221;, mas sim &#8220;uma história&#8221;. Ao tomar a discussão por este lado, entramos no tema da realidade.</p>
<p><span id="more-6793"></span></p>
<p>Uma das tarefas que cabe à todo psicólogo clínico em praticamente todos os seus atendimentos é a &#8220;redefinição&#8221;. Nela, tratamos de dar um novo sentido sobre um evento ou nova definição sobre um conceito que a pessoa traz consigo. O que faz esta tarefa tão importante e comum é o fato de que muitos conceitos e significados que traçamos em algum momento de nossas vidas, se tornam disfuncionais mais tarde. Porém, como sabemos que eles se tornam disfuncionais?</p>
<p>Tomando um adolescente classe média, média alta que não precisa trabalhar, por exemplo. Talvez essa pessoa deseje, aos seus 16 anos, ter um lugar só para si, uma casa para receber os amigos e festar, dormir a hora que quer e fazer &#8220;o que bem entende&#8221;. Ao atingir isso, mais tarde, no começo ela se deleita com a execução de todos os seus desejos. Algum tempo depois, ao iniciar vida profissional e, talvez, marital percebe que há algo de errado. As crenças elaboradas na adolescência sobre o que é &#8220;ser um adulto&#8221;, não estão em harmonia com a realidade. Antes seus pais o acordavam, agora seu emprego pede que ele acorde cedo, por exemplo. &#8220;Onde está a minha liberdade?&#8221;, pergunta-se a pessoa.</p>
<p>O problema não é a &#8220;falta de liberdade&#8221; e sim a concepção que o adolescente criou sobre como deveria ser uma vida com &#8220;liberdade&#8221;. A realidade é: ele escolheu o emprego, a namorada e a casa. Escolheu crescer e tudo isso vem com limites. Porém a &#8220;história&#8221; que ele ainda tem em mente é que &#8220;estava indo tudo bem, minha vida estava tranquila e daqui a pouco eu tenho que fazer isso e fazer aquilo e não tenho mais a minha liberdade&#8221;. As histórias que contamos para nós são a interpretação que tiramos de nossas experiências, porém elas são histórias e não a realidade em si. Quando lidamos com a realidade em si, as coisas são diferentes.</p>
<p>As histórias são &#8220;boas&#8221; a realidade é cruel. Nas histórias sempre temos uma desculpa externa para nosso sofrimento, na realidade não. Então as redefinições se tornam necessárias. Sabemos que uma crença é disfuncional olhando para a realidade. Quando nossos conceitos criam histórias que nos ajudam, crescemos e eles são funcionais. Quando atrapalham nosso crescimento, se tornam disfuncionais. Uma pessoa mais amadurecida, por exemplo, diria que escolhas trazem consequências. Ela, então, pensa nas consequências, ganhos e perdas que terá com as escolhas que fará e decide se está disposta a enfrentar isso ou não. Assim sendo, ela entende o que acontece depois como &#8220;parte do jogo&#8221; e não como &#8220;perda da liberdade&#8221; como alguém mais imaturo pensa.</p>
<p>A realidade é dolorosa em relação as histórias porque ela sempre nos apresenta perdas. Sempre vamos perder algo à medida em que crescemos e o tempo passa. A realidade cobra seu preço de maneira crua e imparcial. Por outro lado, ela traz a liberdade verdadeira: aquela na qual ação e consequência caminham juntas e todos temos limites. Nela, as coisas são pequenas: apenas o que pode acontecer acontece. De outra lado, o fato das coisas acontecerem dessa forma nos faz fortes para realizá-las. As histórias, são ricas, muito pode acontecer nelas, porém, se tornam restritas, porque não somos tão potentes ou tão vítimas quanto nossas histórias gostam de nos colocar.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Problema &#8220;de verdade&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/07/19/problema-de-verdade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jul 2021 22:00:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei mais o que faço Akim, esta situação com meus pais me deixa louco. &#8211; Eu sei, eu sei. Mas também sei que você sabe o que fazer. &#8211; Eu sei, mas é tanto problema que não sei sabe? &#8211; Claro, compreendo, você prefere se perder nesses problemas ao invés de encarar &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/07/19/problema-de-verdade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Problema &#8220;de verdade&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei mais o que faço Akim, esta situação com meus pais me deixa louco.</p>
<p>&#8211; Eu sei, eu sei. Mas também sei que você sabe o que fazer.</p>
<p>&#8211; Eu sei, mas é tanto problema que não sei sabe?</p>
<p>&#8211; Claro, compreendo, você prefere se perder nesses problemas ao invés de encarar &#8220;o&#8221; problema.</p>
<p>&#8211; Que é?</p>
<p>&#8211; Você sabe qual é. Eu não posso ficar me repetindo, está na hora de você dizer e assumir&#8230; ou não.</p>
<p>&#8211; Eu entendo&#8230; é que&#8230; é difícil para mim.</p>
<p>&#8211; O que é difícil?</p>
<p>&#8211; Se eu faço o que eu penso que devo fazer vou me sentir mal frente aos meus pais.</p>
<p>&#8211; Sim, este é o problema.</p>
<p>&#8211; O que eu quero fazer?</p>
<p>&#8211; Não&#8230;</p>
<p>&#8211; Eu achar que não tenho direito de fazer aquilo que eu quero né?</p>
<p>&#8211; Você sabe&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas trazem muitos problemas para a terapia. No entanto, nem sempre desejam resolvê-los. Alguns problemas nada mais são do que esconderijos dolorosos nos quais nos escondemos dos verdadeiros problemas.</p>
<p><span id="more-6617"></span></p>
<p>Existem problemas com &#8220;p&#8221; minúsculo e maiúsculo. Na psicologia falamos em causa e sintoma. Algumas coisas são sintomáticas, incidentais. Parecem um problema, mas são apenas consequências de alguma coisa que é, esta sim, o problema. Ao contrário do que parece, este problema com &#8220;p&#8221; maiúsculo, em geral, é conhecido das pessoas. Na verdade, boa parte de nós cria os problemas com &#8220;p&#8221; minúsculo apenas para se afastar do outro, ou seja, muitos de nossos problemas não são, de fato, problemas, mas uma tentativa de solucionar o Problema.</p>
<p>Nesta vertente, temos, por exemplo, medo de encarar nossos medos. Achamos que dizer &#8220;tenho medo&#8221; é algo idiota ou que isso nos torna &#8220;fracos&#8221;. Assim, nos tornamos arrogantes e prepotentes diante de nossos medos. Sentimos a emoção, mas tratamos de escondê-la rapidamente. Não raro, sabemos que temos que fazer isso porque &#8220;ninguém mais fará por nós&#8221;. Esta sensação de desamparo nos faz buscar uma força que nem sempre temos ao custo de negar a emoção do medo.</p>
<p>O &#8220;Problema&#8221; é simples: olhar para o desamparo que sentimos. Os problemas são vários e todos oriundos da resposta que demos ao desamparo: prepotência. Ao ser prepotente minhas relações podem se tornar conturbadas, posso ter problemas em dormir à noite e questões relacionadas ao trabalho onde me dizem que sou um bom profissional, mas não sei me relacionar, o que me deixa muito bravo. Estes são os motivos pelos quais a pessoa busca a terapia.</p>
<p>Mas, no fundo ela sabe que o &#8220;x&#8221; da questão não é esse. Ao mesmo tempo, esconde isso. Nos momentos em que está sozinha em casa ou que alguém lhe diz &#8220;adeus&#8221; o medo vem, rapidamente, à tona, assim como a reação de esquiva à ele. Estes motivos se mantém escondidos dela enquanto ela não quiser vê-los. Ao mesmo tempo é aí que a resposta verdadeira reside. É neste &#8220;Problema&#8221; que se encontram as respostas porque ele é a origem dos outros que são, apenas, incidentais.</p>
<p>Muitas vezes esta dinâmica não é apenas pessoal, é familiar. Algo ainda mais enraizado e ao mesmo tempo, exposto. O problema é que vemos, mas não queremos olhar. Tenho seguido, já faz algum tempo, uma frase de Salvador Minuchin: &#8220;o problema se mostra nos cinco primeiros minutos da sessão&#8221;. É incrível o quanto isso é verdadeiro, basta ouvir, basta ver, sem preconceitos e sem medo aquilo que está diante de nós.</p>
<p>O convite que faço ao leitor é: olhe sem medo para aquilo que você sabe que é o problema. Permita-se ficar no &#8220;não sei&#8221;, para depois ir ao &#8220;talvez seja isso&#8221; e, finalmente: &#8220;é&#8230; é isso mesmo, no fundo, eu já sabia&#8221;. Permita-se esta coragem, pois a força e confiança em si, nascem apenas a partir das atitudes.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Resolvendo problemas</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/03/24/resolvendo-problemas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Mar 2021 11:00:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Resolvendo problemas&#8221; &#8211; sobre nossa necessidade em ficar resolvendo problemas e como isso pode nos prejudica &#8211; Eu não consigo relaxar. &#8211; Você não quer, é diferente. &#8211; Como assim, não quero? Eu sei que isso vai ser bom para mim. &#8211; E porque será bom? &#8211; Eu vou ficar mais focado nos estudos, vou &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/03/24/resolvendo-problemas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Resolvendo problemas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Resolvendo problemas&#8221; &#8211; sobre nossa necessidade em ficar resolvendo problemas e como isso pode nos prejudica</p>
<p>&#8211; Eu não consigo relaxar.</p>
<p>&#8211; Você não quer, é diferente.</p>
<p>&#8211; Como assim, não quero? Eu sei que isso vai ser bom para mim.</p>
<p>&#8211; E porque será bom?</p>
<p>&#8211; Eu vou ficar mais focado nos estudos, vou trabalhar e me concentrar melhor.</p>
<p>&#8211; Viu como você não quer relaxar?</p>
<p>&#8211; Como não?</p>
<p>&#8211; Você quer: ficar mais focado nos estudos, trabalhar e se concentrar melhor. Objetivos nobres, sim, mas diferentes de relaxar.</p>
<p>&#8211; Mas&#8230; é&#8230; eu quero isso sim&#8230; mas relaxar não leva à isso?</p>
<p>&#8211; Pode ser que sim, pode ser que ao relaxar você também perceba que quer fazer outras coisas com a vida ou que simplesmente quer ficar um pouco sem fazer nada. E aí?</p>
<p>&#8211; Ah&#8230; ficar sem fazer nada não dá né? Vou ficar lá&#8230; parado à toa?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tendemos a nos identificar com nossa mente. E ela é ótima, resolve muitos dos nossos problemas nesta vida. Porém o modus operandi da mente requer problemas para serem resolvidos, coisas para fazer o tempo todo, ela quer estar &#8220;em atividade&#8221;. Quando nos confundimos com isso, boa parte de nossa vida fica perdida e desvalorizada.</p>
<p><span id="more-7963"></span></p>
<p>&#8220;O tédio é uma invenção moderna&#8221;. Não sei ao certo qual foi o autor que disse isso, mas esta frase é profunda em significado. O tédio é uma emoção que nos diz que algo deveria estar ocorrendo, mas não está. Nos sentimos chateados, como que &#8220;perdendo algo&#8221; que não sabemos o que é. Porém, esta emoção também aponta, muitas vezes, para a falta de contato da pessoa para com ela mesma. &#8220;Algo não está ocorrendo&#8221; foca a atenção fora de nós, ela desvia a atenção daquilo que está acontecendo. E o que está sempre acontecendo? Nós.</p>
<p>A vida está sempre ocorrendo em nós, isso não é uma questão de escolha. Mas se nos atentamos para isso ou se permanecemos desejando que algo ocorra, isto sim é uma escolha. Há uma história, Buda, reunido com seus discípulos, pegou uma flor. Kashyappa olhou para ele e sorriu. Foi o único que compreendeu o significado daquele gesto. Qual o sentido da vida? A mente procura por &#8220;sentidos&#8221;, o corpo no qual a mente reside não. Quando nos identificamos apenas com a mente, precisamos disso, quando vemos além dela, assumimos outro compromisso com isso.</p>
<p>Então perceba, não se trata de abrir mão de crescer profissionalmente, de fazer e buscar coisas interessantes para fazer, mas de saber que isso não é o mais importante. Isto é apenas uma parte da história. Simplesmente estar com você, sem fazer nada, apenas sentir o fluxo da vida através de você. Sem problemas para resolver ou metas à alcançar é assumir, também, outro estado da vida. É entrar em contato com uma parte de nós que não precisa de sentidos, de metas, de objetivos para ser, ela é muito maior do que isso, pois ela simplesmente &#8220;é&#8221;.</p>
<p>Podemos passar uma vida toda correndo apenas atrás de problemas para resolver, ou também podemos entrar em contato com isso que é alheio à este universo, mais amplo que este universo de &#8220;problema-solução&#8221;. Contemplar, mas não contemplar &#8220;algo&#8221;, apenas contemplar o que &#8220;é&#8221; em nós. Modernos e pós modernos tem dificuldade em lidar com isso, pois toda a nossa identificação está baseada em coisas externas à nós como trabalho e entretenimento.</p>
<p>Mas mesmo sem tudo isso a vida continua fluindo e acontecendo. Ela não liga para isso. A flor não precisa saber se ela tem um sentido ou não para florescer e soltar seu perfume no ar. Nós também não. A mente, uma parte importante de nós precisa e é bom e útil ter isso, mas não ficarmos presos à isso, pois a mente nasce desta parte maior. Ela é um fruto e não a árvore. Conceber que nossa mente resolvedora de problemas é apenas o fruto de uma árvore muito maior e mais complexa nos ajuda a relaxar em nossa experiência de estarmos vivos ao invés de buscar alguma experiência lá fora.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sozinho sou outra pessoa</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/12/30/sozinho-sou-outra-pessoa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2020 10:00:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí quando estou sozinho eu não faço isso. &#8211; Por isso tem buscado ficar só? &#8211; Sim. Eu não sou uma pessoa tão boa em grupo. &#8211; Você é a mesma pessoa em ambas situações. &#8211; Mas como? Se eu mudo tanto? &#8211; Não, continua o mesmo. &#8211; Mas porque eu faço uma &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/12/30/sozinho-sou-outra-pessoa/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sozinho sou outra pessoa</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí quando estou sozinho eu não faço isso.</p>
<p>&#8211; Por isso tem buscado ficar só?</p>
<p>&#8211; Sim. Eu não sou uma pessoa tão boa em grupo.</p>
<p>&#8211; Você é a mesma pessoa em ambas situações.</p>
<p>&#8211; Mas como? Se eu mudo tanto?</p>
<p>&#8211; Não, continua o mesmo.</p>
<p>&#8211; Mas porque eu faço uma coisa sozinho e outra em grupo?</p>
<p>&#8211; Essa é uma boa pergunta. O que, quando você está em grupo, lhe faz ter atitudes tão diferentes?</p>
<p>&#8211; Talvez eu queira atenção ou me sentir importante?</p>
<p>&#8211; Pode ser, agora, percebe que isso é algo que é seu e não &#8220;de você sozinho&#8221;?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; é verdade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas confundem &#8220;ser&#8221; com &#8220;agir&#8221;. Entendem, que se na presença de outras pessoas tem uma atitude diferente daquela que tem ao estarem sós (ou vice versa), &#8220;mudam&#8221;, &#8220;são outra pessoa&#8221;. É importante aprender a reconhecer que somos um, o que varia é nosso comportamento à medida em que nos relacionamos com diferentes estímulos e contextos.</p>
<p><span id="more-7503"></span></p>
<p>A confusão entre comportamento e identidade é muito comum. Ouvimos o tempo todo &#8220;não parecia eu&#8221;. Tendemos a fundir a identidade e os comportamentos, embora se tratem de elementos diferentes. Esta fusão traz alguns problemas, como por exemplo, a clássica percepção de &#8220;se eu fizer isso, não serei eu&#8221;, muito usada como defesa em um processo de terapia. O eu é mais amplo que os comportamentos, a questão é se consigo perceber-me capaz de vários comportamentos, estando identificado com vários papéis ou não, se consigo apenas me ver identificado com poucos papéis.</p>
<p>A identidade tem a ver com uma imagem com a qual me identifico, algo que aprendo a chamar de &#8220;eu&#8221;. O comportamento é diferente, está no campo das competências e envolve algo que consigo ou não fazer. Assim sendo a diferença é grande, embora, obviamente, estas duas definições se relacionem. É comum esperarmos determinados comportamentos das pessoas, mas não porque elas são quem são e sim porque se comportam como se comportam.</p>
<p>No que tange ao comportamento dentro e fora de um grupo, ocorre o mesmo. Na presença de outras pessoas é comum assumirmos uma determinada atitude. De posse desta atitude tendemos a nos permitir ou não determinados comportamentos. Por exemplo, se, ao estar em um grupo, me coloco no lugar de ser aquele que irá manter o grupo unido, terei a tendência de agir de acordo com este papel. Porém, apenas me permito ou busco este papel por questões pessoais que antecedem o grupo.</p>
<p>Neste caso, por exemplo, posso ter nascido em uma família em que a união é supervalorizada, portanto, tento manter todos unidos sempre. Porém, posso ter vindo de uma família no extremo oposto: muito desunida, motivo pelo qual pretendo manter meus amigos próximos. Ou ainda posso acreditar que preciso ser o líder de todos os grupos que participo e, portanto, devo manter este unido. O &#8220;eu sozinho&#8221;, leva isso para o grupo e vive isso lá. É capaz, então de portar-se de várias maneiras que não usa quando está só, porque neste &#8220;contexto&#8221;, não assume o mesmo papel.</p>
<p>Porém o comportamento está lá &#8220;disponível&#8221; para ser usado. Em outras palavras, se fazemos ou não algo em grupo, é porque temos este comportamento de alguma maneira internalizado em nosso repertório. Com isso se torna possível usá-lo em outros contextos sem a necessidade de dizer que &#8220;somos outra pessoa&#8221;, por &#8220;agir&#8221; de uma forma ou de outra. Somos a mesma pessoa, com uma capacidade de assumir papéis muito maior do que pensamos e isso nos assusta às vezes, porém, nada mais é do que o reflexo de nossa imensa capacidade de se adaptar.</p>
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		<title>Ritos de transição</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/12/16/ritos-de-transicao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2020 10:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei, sabe é estranho a vida agora. &#8211; O que é estranho nesta vida &#8220;nova&#8221;? &#8211; Na faculdade eu meio que sabia o que fazer sabe? Agora, me sinto meio perdido. &#8211; Sim. Me diga uma coisa, você já entendeu o que aconteceu com você? &#8211; Como assim? &#8211; O que realmente &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/12/16/ritos-de-transicao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Ritos de transição</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei, sabe é estranho a vida agora.</p>
<p>&#8211; O que é estranho nesta vida &#8220;nova&#8221;?</p>
<p>&#8211; Na faculdade eu meio que sabia o que fazer sabe? Agora, me sinto meio perdido.</p>
<p>&#8211; Sim. Me diga uma coisa, você já entendeu o que aconteceu com você?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; O que realmente significa &#8220;ter se formado&#8221;?</p>
<p>&#8211; Eu passei né? Fechei a faculdade.</p>
<p>&#8211; Entendo. Esta é uma forma de ver. Gosto de pensar que quem entra na faculdade não é um estudante, mas sim, um profissional em formação. Se você fosse pensar nesta maneira, como olharia para o seu momento atual?</p>
<p>&#8211; Nossa&#8230; é estranho  e me dá até um medo isso.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Eu diria que&#8230; eu estou começando a minha profissão.</p>
<p>&#8211; E está? Porque talvez você ainda seja, &#8220;aí dentro&#8221;, um estudante, esperando a próxima aula.</p>
<p>&#8211; Nossa, faz muito sentido isso!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Rituais de passagem de uma fase da vida para outra, antes eram parte do cotidiano das comunidades humanas. Hoje não temos mais ritos de passagem, porém, temos as transições que permanecem, por este fato, sem sentido e muitas vezes, não sentidas. Isso cria o vácuo no qual muitos se sentem: passam de fase, mas não a sentem.</p>
<p><span id="more-7480"></span></p>
<p>Os ritos de passagem foram substituídos por comemorações comerciais como festas ou viagens. Não vejo nada de errado com isso, porém, o poder do rito e sua forma de operar em nossas mentes e corações é muito diferente. O ritual de passagem trata de um tema muito importante o qual é ignorado nas comemorações atuais: a morte. No pensamento mitológico não há como ir para uma nova fase em nossas vidas sem antes morrer para a fase anterior.</p>
<p>Este é o tema de pessoas casadas que querem manter a vida de solteiras, ou da pessoa adulta que não quer se sustentar sozinho, morando com os pais e sendo sustentado por eles. A nova vida surge em sua verdadeira glória quando a antiga morre. Essa imagem é vivenciada no rito, esta é a sua função: deixar claro para a pessoa e comunidade que algo morreu para que algo possa surgir.</p>
<p>Os ritos podem ser terríveis e não raro pessoas morriam neles. O ritual trata de uma prova, física ou espiritual, pela qual o iniciado precisa passar afim de mostrar que já consegue dar conta de uma nova forma. Embora hoje não precisemos que os ritos assumam seu caratér mais tenebroso, podemos criar formas pessoais de ritualizar algumas passagens.</p>
<p>O ponto mais importante do ritual é acionar na pessoa que o vive, uma nova mentalidade. É como se ele fosse um choque que desperta a pessoa para uma nova realidade, ao mesmo tempo que mata a antiga. Então é possível coletar alguma informação com a pessoa e compreender o que significa a vida atual e o que significa a nova vida, com isso você cria um rito no qual um significado morre e o outro pode ser conquistado.</p>
<p>Rituais não são necessariamente processos rápidos. Em sua maior parte são longos, podendo durar dias. Isso faz muito sentido até porque seu objetivo último é criar uma nova mentalidade e isso não se faz rapidamente. Porém se a pessoa que se engaja em um ritual conseguir passar pela provação, poderá ascender à uma nova mentalidade, perceber o mundo e perceber-se no mundo sob nova otica.</p>
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		<title>Qual é o seu valor?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/11/30/qual-e-o-seu-valor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2020 10:00:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas e como eu vou saber disso? Como eu vou dizer o quanto eu valho? &#8211; É uma boa pergunta e digo mais: será que é uma questão de quantidade? &#8211; Como assim? &#8211; Quando você diz: &#8220;quanto&#8221; é uma referência à quantidade não? &#8211; Sim. &#8211; E se o seu valor for algo &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/11/30/qual-e-o-seu-valor/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Qual é o seu valor?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas e como eu vou saber disso? Como eu vou dizer o quanto eu valho?</p>
<p>&#8211; É uma boa pergunta e digo mais: será que é uma questão de quantidade?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Quando você diz: &#8220;quanto&#8221; é uma referência à quantidade não?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; E se o seu valor for algo mais qualitativo ao invés de quantitativo?</p>
<p>&#8211; Nossa, nem sei se entendi isso.</p>
<p>&#8211; Talvez não. Vamos pensar um pouco sobre o tema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na sociedade de consumo as pessoas se posicionam e identificam como produtos. Precisamos ser belos, inteligentes e em &#8220;constante aprimoramento&#8221;, para sermos apreciados (comprados) pelos outros. Assim a noção de &#8220;valor pessoal&#8221; se confunde com esta perspectiva de &#8220;ser para o outro&#8221;. Porém, existe a percepção pessoal de importância que é fundamental para o desenvolvimento de saúde mental.</p>
<p><span id="more-7450"></span></p>
<p>A questão do valor pessoal é algo sempre muito difícil para pensar. Isso porque a ideia de &#8220;valor&#8221; tem como significado uma qualidade pessoal ou uma medida usada para comprar ou vender algo. Assim sendo, é muito difícil sair de uma percepção social da noção de valor, ou seja, não relacioná-lo com algo &#8220;concreto&#8221; no mundo. Em geral, quando as pessoas falam sobre o seu &#8220;valor&#8221;, elas falam sobre qualidades positivas, características com as quais os outros podem vê-la e avaliá-la de forma positiva. Isso aumenta a sensação de merecer pertencer ao grupo.</p>
<p>É óbvio que ter esta percepção é algo importante. Se a pessoa desempenha bem uma profissão, por exemplo, é importante que ela entenda o valor que isso tem diante do social. Isso também faz parte de percebermos nosso valor. Porém isso não basta. Pois existem coisas que desejamos, que nos são importantes e que não possuem relação nenhuma com esta valorização social, ou até entram em conflito com ela. Muitas pessoas, por exemplo, tem um valor de &#8220;cuidadosas&#8221; e sentem muita dificuldade em dizer aquilo que precisam ou dar limites em relações. A falta de reconhecer um valor pessoal aumenta o problema.</p>
<p>É interessante pensar que nosso corpo tem uma percepção muito clara de &#8220;valor pessoal&#8221;. Nosso organismo reage imediatamente àquilo que não faz bem à ele. Somos nós quem freamos este processo na maior parte das vezes. Nossas células possuem uma sensação nítida de valor de sobrevivência. Quando isto é ameaçado de alguma forma, elas reagem prontamente. Quando falamos em valor pessoal, nos aproximamos desta faceta do biológico. Porém isso não é diminuir a pessoa, pelo contrário, é dar-lhe a complexidade que possui.</p>
<p>Isso porque aquilo que me faz sentir-me bem é diferente daquilo que faz outra pessoa sentir-se bem. A permissão que nos damos para olhar para isso trata do &#8220;valor pessoal&#8221;. Em outras palavras: qual é o valor que você dá para aquilo que faz você crescer, sentir-se bem e respeitado? Aqui não tratamos de ideais, mas sim de uma percepção crua sobre cada um do jeito que é. Não existe a criação de &#8220;como deve ser&#8221;, mas sim a percepção daquilo que já é, que já nos faz bem ou mal. Apenas perceba essas informações já existem em você, talvez você não goste delas, ache que isso é fraqueza sua ou tenha medo, mas está aí.</p>
<p>O valor disso está ligado com a maneira pela qual avaliamos isso. Minhas necessidades são minhas &#8220;fraquezas&#8221;? Se sim, você vai buscar se fechar a elas, suplantá-las de alguma maneira, negá-las. Minhas necessidades são o que preciso para ser feliz? Se sim, você vai, ativamente, buscar saná-las e protegê-las. A avaliação que faz de sua vida está baseada nisso também. Aquilo que melhor nossa existência é algo que está ligado ao valor pessoal, mesmo que ninguém goste ou que isso não aumente o seu &#8220;valor de mercado&#8221;. Tomar isso nas mãos e fazer algo com isso é um grande ato de coragem.</p>
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		<title>Sobre &#8220;ignorar&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/11/27/sobre-ignorar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2020 10:00:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas o que eu queria é ignorar isso, sabe? &#8211; Sei, mas não dá né? &#8211; Não&#8230; &#8211; Então, o que se faz? &#8211; Não sei&#8230; eu queria mesmo não sentir isso! &#8211; Sim, eu sei. Agora, como seria não sentir algo que você sente? &#8211; Ótimo? &#8211; Não sei&#8230; no que você estaria &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/11/27/sobre-ignorar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sobre &#8220;ignorar&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas o que eu queria é ignorar isso, sabe?</p>
<p>&#8211; Sei, mas não dá né?</p>
<p>&#8211; Não&#8230;</p>
<p>&#8211; Então, o que se faz?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230; eu queria mesmo não sentir isso!</p>
<p>&#8211; Sim, eu sei. Agora, como seria não sentir algo que você sente?</p>
<p>&#8211; Ótimo?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230; no que você estaria se envolvendo se não sentisse isso?</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; eu ia ficar com ele e ficar de boa.</p>
<p>&#8211; &#8220;De boa&#8221;, bem, se você não sentisse esse menosprezo dele, estaria ficando com ele, sim, e ao mesmo tempo não percebendo que é maltratada. Agora, de que forma isso seria &#8220;de boa&#8221; para você?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O desejo de ignorar algo é a fantasia de que se eu não perceber algo, algo não existe. Com isso a pessoa se coloca numa armadilha que pensa ser um paraíso: ao não sentir ela apenas rompe o contato com sua vida e natureza, pensando que está sendo forte. Esta pseudo força tem um custo muito mais alto do que você pode imaginar.</p>
<p><span id="more-7444"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ignorar é não conhecer, não perceber a presença de algo, não ter experiência ou conhecimento sobre algo. Quem ignora dificilmente está em vantagem em relação à algo. Porém, mesmo assim, cremos no ato de ignorar como algo que nos dota de poderes especiais. Muito disso se dá pelo fato de como nos sentimos mal quando somos ignorados por alguém, porém, isso é apenas uma fantasia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ignorância só existe em forma pura, ou seja, quando de fato desconheço algo sobre alguma coisa ou alguém. Se sei não ignoro, desprezo. Para o desprezo existir é necessário haver o conhecimento de algo &#8211; que é desprezado. Assim sendo, gostaríamos de desprezar muitas pessoas e situações acreditando que, com isso, poderíamos machucá-las de alguma maneira, fazendo uma “desforra” sobre elas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, quando ignoramos algo desta maneira nos fazemos cegos. Forçamos uma cegueira que não é real. Esta cegueira provocada nos faz muito mal. Isso porque precisamos agir &#8211; afim de manter a encenação &#8211; que realmente estamos sentindo algo que está longe da verdade. Mascarar esta verdade durante muito tempo cria uma cisão em nós e isso só nos prejudica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ocorre que o desejo de ignorar é uma forma de esquiva ou fuga. Parece que aquele que despreza é forte, mas não é este o caso. A força vem de encarar uma situação e saber o que fazer com ela. Fingir desprezo é muito diferente, é forçar uma situação irreal afim de obter o afastamento do confronto com aquela situação e isso não é força, é fraqueza.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então quando nos esquivamos, não nos tornamos fortes, mas, sim, fracos. Sair de perto da realidade é o que nos enfraquece. Buscar a mentira do desprezo falso ao invés da realidade dura a ser enfrentada faz com que o investimento de nossa energia seja em algo que não cria nada, mas sim desfaz e afasta. O desprezo só é “bom” quando é verdadeiro e neste caso, a distância criada é exatamente o que a pessoa precisa, assim sendo, ele é positivo.</span></p>
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		<title>Abrir concessões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2020 10:00:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não posso dizer isso para ele! &#8211; Porque não pode? &#8211; Ah, se eu disser, ele vai ficar se achando. &#8211; E qual o seu problema com isso? O que você tem a dizer é mentira? &#8211; Não, mas&#8230; não sei como isso pode melhorar a relação. &#8211; Honestidade não é um &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/11/13/abrir-concessoes/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Abrir concessões</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não posso dizer isso para ele!</p>
<p>&#8211; Porque não pode?</p>
<p>&#8211; Ah, se eu disser, ele vai ficar se achando.</p>
<p>&#8211; E qual o seu problema com isso? O que você tem a dizer é mentira?</p>
<p>&#8211; Não, mas&#8230; não sei como isso pode melhorar a relação.</p>
<p>&#8211; Honestidade não é um dos seus valores?</p>
<p>&#8211; Sim, mas não ser tomada como otária também é.</p>
<p>&#8211; E de que maneira dizer que ele é bom em algo que ele é e você admira isso nele a fará uma otária?</p>
<p>&#8211; Se ele quiser se achar para cima de mim!</p>
<p>&#8211; Caso ele o faça, será que você não consegue dar um belo limite nele?</p>
<p>&#8211; Talvez.</p>
<p>&#8211; Bem, então talvez tenhamos que ver isso, afinal de contas você pode ser honesta e ainda se defender caso ele leve isso por um lado imaturo.</p>
<p>&#8211; É, pensando assim&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abrir concessões soa como algo de uma pessoa derrotista para muitos. Porém, longe disso, é uma habilidade que requer profundo conhecimento de nossos valores e, quando feita de maneira apropriada, pode ser uma demonstração da sabedoria de um grande tomador de decisões.</p>
<p><span id="more-7410"></span></p>
<p>Para abrir uma concessão, a pessoa precisa compreender bem a fundo os seus valores. Isso porque quando fazemos isso, estamos  abrindo mão de algo que queremos por outra coisa que também queremos. Abrir concessões significa dizer não e sim ao mesmo tempo. Suportar este paradoxo é difícil para muitas pessoas. Também envolve saber seus limites, pois é através dele que sabemos ao que e quanto podemos dizer sim e não. Assim sendo, quando alguém abre uma concessão com estes valores em mente, está afirmando sua personalidade e não negando-a.</p>
<p>Então, porque temos uma percepção tão negativa sobre abrir uma concessão? Porque olhamos apenas para aquilo que estamos perdendo. Existe uma perda sim quando se abre uma concessão, porém, o fazemos com a percepção de algo que também ganhamos. A concessão, neste sentido é uma forma de troca em que aquilo que eu troco é algo que perco. O que ocorre com muitas pessoas é que elas não sabem abrir uma concessão, pelo contrário, agem de maneira negligente com suas vidas e valores pessoais.</p>
<p>Este é outro fator que contribui para a má fama da concessão. Existe, porém, grande diferença entre fazer uma concessão de maneira responsável e ser negligente com sua saúde mental. Quando abrimos mão daquilo que é importante para nós, apenas com medo de deixar o outro triste ou bravo, por exemplo, nem sempre estamos abrindo uma concessão, estamos, apenas nos esquivando de algo que julgamos negativo. Muitas vezes abrir concessão significa encarar nosso medo de magoar o outro para lutar por algo que nos é importante.</p>
<p>Outra situação é a pessoa que nunca abre concessões. Digo que existem duas formas de escaparmos de nós: uma é sempre fazendo o que os outros querem e a outra é nunca fazendo ou ouvindo ninguém que nos cerca. Isso porque colocamos as pessoas em nossas vidas, afinal de contas. Assim, as pessoas que o rodeiam, de alguma maneira conhecem você de uma forma que você não se conhece. Negar todo e qualquer comentário e desejo dessas pessoas pode ser negar algo de você que você nem sequer conhece.</p>
<p>Por fim, para abrir uma concessão de maneira adequada, pergunte-se: quais são os valores pelos quais estou me guiando ao dizer &#8220;não&#8221; para o que quero? O que espero com isso? Se sua resposta para a segunda pergunta for evitar algo, melhor repensar, concessões são quase sempre mais interessantes quando visam criar algo a partir daquilo que estão deixando para trás e não o contrário. Além disso, preste atenção à freqüência: se você ceder muito mais do que se coloca, é hora de rever as suas &#8220;concessões&#8221;.</p>
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