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	<title>Arquivos pais e filhos - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Amor, o maior dos problemas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 22:43:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas meu pai não me entende. &#8211; Exato. &#8211; Exato? &#8211; Sim. Ele não o entende. Então, qual o problema? &#8211; Eu queria que ele entendesse? &#8211; Não é isso? &#8211; É&#8230; pensando bem é. &#8211; E te dói ver que ele não entende e mesmo que o fizesse, provavelmente não concordaria com você. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/08/amor-o-maior-dos-problemas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amor, o maior dos problemas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas meu pai não me entende.</p>
<p>&#8211; Exato.</p>
<p>&#8211; Exato?</p>
<p>&#8211; Sim. Ele não o entende. Então, qual o problema?</p>
<p>&#8211; Eu queria que ele entendesse?</p>
<p>&#8211; Não é isso?</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando bem é.</p>
<p>&#8211; E te dói ver que ele não entende e mesmo que o fizesse, provavelmente não concordaria com você.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Então, lhe dói ver que está &#8220;sozinho&#8221; nessa?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230;</p>
<p>Muitos clientes, quando tratam das relações com pessoas importantes, falam sobre raiva, medo, infelicidade e mágoa como os problemas mais dolorosos. Porém, nem sempre isso se mostra verdadeiro, essas emoções, embora importantes, muitas vezes são apenas a superfície de um problema muito maior: o amor.</p>
<p><span id="more-6768"></span></p>
<p>Falar do amor como um problema é chocante em nossa sociedade. &#8220;All we need is love&#8221;, cantam os Beatles, mostrando que ele é solução e não problema. Porém os versos adocicados das músicas de amor, não falam sobre tudo o que o amor é capaz de fazer. Quando pensamos na expressão &#8220;crime passional&#8221;, temos algo relacionado à paixão e ao amor que o expulsa dessa categoria de emoção &#8220;soft&#8221;. O amor, meus caros pós românticos, mata, segura, e impede a vida de continuar plenamente. Ele não é, como diz a expressão: &#8220;apenas flores&#8221;.</p>
<p>Porém, não se trata de mostrar o amor como um vilão, longe disso. Tratar do amor como &#8220;o maior do problemas&#8221;, como diz o título do post, significa olhar para sua dinâmica de uma maneira mais ampla que aquela oferecida pelo romantismo. Raiva, medo ou mágoa são emoções importantes. Porém, no contexto de um relacionamento afetivo, elas, em geral, vem após o amor. Não é difícil compreender que dificilmente ficaríamos magoados com alguém se não amássemos essa pessoa.</p>
<p>O problema mais profundo quando ficamos com raiva de alguém é: como lidar com o amor e a raiva ao mesmo tempo? Em relações afetivas, principalmente naquelas que são importantes, este é sempre o dilema. Então vem o problema do amor. Pois se ele é pequeno ou cego, tendemos a ser românticos e sofrer por amor. Se ele se torna maior, se ele enxerga o outro e seus próprios limites, então amamos verdadeiramente. Amar dessa maneira, no entanto, exige de nós. Nos faz perder a inocência e enfrentar a realidade.</p>
<p>Por exemplo, muitas pessoas tem o anseio em se abrir com seus familiares. Porém não o fazem. Dizem que não o fazem por temer uma reprimenda ou porque seus familiares não dão tanta atenção. Então a pergunta: qual o problema com isso? A verdadeira questão reside em: eu gostaria que aqueles que amo não me dessem limites ou me dessem mais atenção que eu recebo. Essa é a dor verdadeira. Uma dor relativa ao amor. Este também é um amor pequeno. Ele não consegue ver, por exemplo, que cada um dá aquilo que tem. Nem todos &#8211; mesmo os que amamos &#8211; vão sempre concordar conosco.</p>
<p>O amor maduro, que nos faz crescer, olha para este fato. Ele não pretende receber mais atenção do que recebe. Ele compreende o limite e aceita. Ama, dentro desses limites e não fora deles. Não ama no ideal, ama no real. Nesse sentido, amar se torna algo &#8220;menor&#8221;, pois está ligado diretamente à realidade e não aquilo que &#8220;deveria ser&#8221;, ao ideal (e, afinal de contas, quem define o ideal?). Porém é &#8220;menor&#8221; e real. Este amor de fato cria as coisas tal como podem ser criadas. Sem conformismo, mas com os pés no chão. Então o amor passa a ser solução e não mais problema.</p>
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		<title>Se não posso dizer adeus, não posso voar</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2021 22:30:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar. &#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir. &#8211; Tem diferença é? &#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece? &#8211; Eu fico meio mal na verdade. &#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Se não posso dizer adeus, não posso voar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar.</p>
<p>&#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir.</p>
<p>&#8211; Tem diferença é?</p>
<p>&#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece?</p>
<p>&#8211; Eu fico meio mal na verdade.</p>
<p>&#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, sustenta-se sozinha.</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; mas é difícil dizer adeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há um preço a ser pago para crescer. Muitos, no entanto, querem crescer sem pagar o preço, acreditam que é um &#8220;direito&#8221;. Por este motivo muitas que tentam sair  de casa não conseguem. Outros nem sequer conseguem se conectar com a energia do crescimento, e por este motivo mantém-se pequenos. Fatores emocionais, psicológicos e familiares estão por detrás desta dinâmica.</p>
<p><span id="more-6743"></span></p>
<p>Um dos fatores que contribui para este cenário é o comodismo. Crescer é uma atitude incômoda, pois nos coloca no limite do nosso conhecimento e competências. A famosa cena da águia que joga seu filhote ninho abaixo revela o que é crescer: enfrentar os requisitos necessários para se manter vivo. Isso incomoda, angustia e nem sempre as pessoas estão prontas para deixar o calor do ninho. Ao comodismo, somam-se pais cada vez mais dependentes dos filhos que não conseguem incentivar o desejo pelo crescimento.</p>
<p>Outro fator se refere à inteligência emocional. Como já disse, crescer é uma atividade que envolve muitas emoções &#8220;negativas&#8221; como frustração, ansiedade e angústia. As pessoas que tendem a não conseguir (e/ou querer) lidar com estas emoções não saem de casa. Tornar-se adulto envolve lidar com suas emoções. Suportar estados emocionais contraditórios, saber acessar emoções positivas e lidar com as negativas é uma tarefa que faz parte de &#8220;sustentar-se&#8221;. Aqueles que se acomodam em lidar com sentimentos de terceiros ao invés dos seus, que sempre precisam de apoio e não querem responsabilizar-se por suas respostas emocionais não saem de casa.</p>
<p>Algumas pessoas desejam sair, mas não se permitem. Este é outro tipo de dinâmica. Sentimentos de culpa são comuns nesse tipo de situação. É quando a pessoa possui as capacidades para alçar seus vôos, mas sente-se, de alguma maneira, presa à família. Uma dinâmica familiar típica são pais dependentes do papel de pais. O casal com problemas, muitas vezes sobrecarrega a função paternal sobre a marital. Quando os filhos podem alçar vôos tendem a reprimir ou intervir afim de que o filho saia de casa, o desejo deles é não ter que lidar com seus problemas. O filho, de outro lado, assume o papel de protetor dos pais e não sai.</p>
<p>Cada vez mais típica em nossa cultura, esta dinâmica traz muitos problemas para todos os envolvidos. O filho, termina no papel de pai dos pais, afinal de contas, os protege. Ao mesmo tempo, sente-se deslocado, pois os pais não o obedecem, afinal de contas, são pais. Estes sentem-se cobrados pelos filhos que desejam que eles sejam diferentes, ao mesmo tempo em que sentem medo dos filhos irem embora. A situação vira um cabo de guerra e ninguém consegue direcionar esta energia para algo, de fato, construtivo.</p>
<p>Ao filho, por fim, cabe dizer adeus. Aprender a deixar os pais com os seus problemas ao invés de buscar resolvê-los. Por incrível que pareça esta é uma atitude humilde, pois o filho se coloca no seu devido lugar e deixa seus pais no deles. Aos pais cabe aprender a dizer adeus. Reconhecer seus problemas e permitir ao filho sair de cena é fundamental para que o casal enquanto marido e mulher possa ter uma chance de se resolver. Por fim, cabe à ambos dizer &#8220;eu te amo&#8221;. Os pais abençoarem a saída do filho é fundamental ao filho reconhecer e amar os pais tal como são também. Apenas com estes atos este tipo de dinâmica encontra novo equilíbrio.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Sobre aquilo que não podemos ver</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2021 21:00:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo trabalhar direito com essa ansiedade Akim. &#8211; Sim, depois do nosso último trabalho ficou claro isso para mim. &#8211; E o que eu faço então, não tem solução? &#8211; Bem, a questão é que isso está além de você. &#8211; Além de mim? &#8211; Sim, eu acredito que precisamos não apenas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sobre aquilo que não podemos ver</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo trabalhar direito com essa ansiedade Akim.</p>
<p>&#8211; Sim, depois do nosso último trabalho ficou claro isso para mim.</p>
<p>&#8211; E o que eu faço então, não tem solução?</p>
<p>&#8211; Bem, a questão é que isso está além de você.</p>
<p>&#8211; Além de mim?</p>
<p>&#8211; Sim, eu acredito que precisamos não apenas trabalhar a sua relação com seu pai e com o trabalho, mas precisamos de seu pai aqui na sessão.</p>
<p>&#8211; Do meu pai?</p>
<p>&#8211; É, ele faz parte desse processo, ficou claro semana passada.</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando bem, falei mais dele do que de qualquer outra coisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É comum a psicoterapia de alguém &#8220;estagnar&#8221;, ou seja, o avanço ser interrompido. Cabe aos psicólogos buscarem maneiras de compreender o que ocorreu. Muitas vezes isso pode ser um problema que envolve a relação terapêutica. Em outros casos envolve problemas familiares e, em alguns também envolve problemas que vão além da família de origem de cada um.</p>
<p><span id="more-6732"></span></p>
<p>Gosto de perceber o desenvolvimento da psicologia não da maneira tradicional, onde cada linha é uma coisa separada da outra. Percebo os movimentos como complementares. A análise das pessoas é muito importante, o foco no indivíduo e seus problemas alavancou todas as escolas de psicologia e, em última instância, continua sendo o foco dela como um todo. Porém desde o desenvolvimento das terapias sistêmicas, um novo foco emergiu: a família, o grupo, o social. Olhar para o indivíduo sem prestar atenção nesses níveis pode estagnar um processo e não dar a devida atenção à alguns problemas e questões fundamentais.</p>
<p>A teoria dos sistemas nos mostrou que o sintoma de uma pessoa pode, em muitos casos, ser reflexo de um arranjo da família. Em outras palavras, podemos dizer que a depressão &#8220;de uma pessoa&#8221; é, na verdade, uma manifestação de um problema da família. É como se ao invés da família resolver um problema, ela criasse um sintoma em uma pessoa. da mesma forma que ocorre em doenças psicossomáticas. O que é fantástico neste tipo de análise é que em alguns casos o sintoma familiar pode se referir à uma geração anterior, por exemplo, o sintoma pode passar de um bisavô à um bisneto e o contato entre essas duas pessoas não é necessário para isso ocorrer.</p>
<p>Fantástico e perturbador, visto que isso significa que nem sempre podemos resolver sozinhos todos os problemas de nossas vidas. Ou então, pensando de outra maneira: aquilo que trazemos em nossa mente e personalidade nem sempre se refere ao presente imediato, ao que conseguimos ver aqui e agora. Lembro-me de um cliente que, simplesmente, não conseguia sentir-se bem com ele mesmo. Fomos em várias direções, todas furadas. Por fim, indaguei sobre seus avós e bisavós. Ele não tinha muitas informações, porém tinha impressões sobre a família. Em uma de nossas sessões, a partir da observação do comportamento dele e do conteúdo e forma da fala, percebi que havia algo relacionado ao seu lugar na família de origem que não o permitia sentir-se bem.  Quando lhe disse que ele não tinha um lugar próprio, desatou a chorar, depois disse que fazia sentido e não ao mesmo tempo, pois ele sempre foi bem quisto na família. Ao perguntar para os pais sobre alguém que não havia tido lugar, os mesmos lhe contaram de um irmão que faleceu, ele nunca soube dessa história.</p>
<p>Aquilo que não podemos ver nos afeta. Freud trouxe a ideia de inconsciente, agora nos vemos com a noção de heranças familiares. Explorar esse caminho é, no entanto, entrar em contato com nossas raízes e alma. Não se trata de algo impossível de acessar, mas sim, de algo que precisamos atentar. Sem atenção não é possível ver. Em muitos casos a ajuda se faz necessária, nem sempre conseguimos ver tudo sozinhos, faz parte do jogo que seja assim.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Os defeitos do outro não são culpa minha!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2021 21:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe Akim&#8230; eu não consigo não falar nada. &#8211; Eu sei, por isso é que vocês tem tantos problemas. &#8211; Então não tenho que falar nada? Deixar ele assim? &#8211; Se não fosse ele, como você reagiria à este tipo de comportamento? &#8211; Ah, eu daria uns belos de uns limites&#8230; &#8211; Porque, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/20/os-defeitos-do-outro-nao-sao-culpa-minha/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Os defeitos do outro não são culpa minha!</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe Akim&#8230; eu não consigo não falar nada.</p>
<p>&#8211; Eu sei, por isso é que vocês tem tantos problemas.</p>
<p>&#8211; Então não tenho que falar nada? Deixar ele assim?</p>
<p>&#8211; Se não fosse ele, como você reagiria à este tipo de comportamento?</p>
<p>&#8211; Ah, eu daria uns belos de uns limites&#8230;</p>
<p>&#8211; Porque, então, ao invés de ficar &#8220;falando&#8221; porque na verdade você está cobrando ele, você não dá os limites?</p>
<p>&#8211; Não tenho coragem.</p>
<p>&#8211; Entendo, mas veja, isso é a sua verdade, os limites. A conversa é apenas uma fuga do medo que sente. Medo do que?</p>
<p>&#8211; Se eu der os limites, temo que ele fique brabo e a gente brigue.</p>
<p>&#8211; Mas vocês já estão brigando&#8230; não seria bom brigarem pelos motivos certos pelo menos?</p>
<p>&#8211; Pensando assim&#8230;</p>
<p>Muitas pessoas se importam demais com as outras. Demais mesmo. Um dos pontos importantes para se refletir sobre isso é que elas se culpam ao ver os defeitos dos outros. Será possível aceitar que o outro é o outro?</p>
<p><span id="more-6207"></span></p>
<p>Algo comum em terapia é ver pessoas que &#8220;precisam&#8221; concertar as outras. Não conseguem ver alguém com algum problema ou característica incômoda que logo se colocam a arrumar esta pessoa. É comum que essas pessoas carreguem dentro de si um sentimento deslocado de culpa ou responsabilidade perante o outro e seus problemas. No entanto, é importante verificar se essa responsabilidade é verdadeira ou não.</p>
<p>Adentrando no raciocínio que é criado por essas pessoas, temos que muitas delas, na verdade, não conseguem lidar com os limites dos outros. É algo normal dar limites à uma pessoa folgada, porém, muitas pessoas não conseguem fazer. Assim, ao invés de entenderem que o outro é folgado e que elas precisam dar-lhe um limite, terminam por culpar-se e tentar &#8220;ajudar&#8221; o ouro a mudar. O intuito dessa mudança é, na verdade, uma fuga. Ao invés de aprender a dar limites, essa pessoa quer mudar o folgado.</p>
<p>A fuga do conflito é o que as torna confusas. Aceitar o defeito do outro e reagir ao defeito é mais justo do que tentar mudá-lo. Porém, se não sei como lidar com o defeito do outro, isso pode se tornar difícil. Aí começam as fantasias de &#8220;medo do conflito&#8221;. O medo doo conflito, muitas vezes, é, simplesmente o desejo de que o outro mude para que não ter que lidar com ele.</p>
<p>A origem desse desejo pode estar em uma auto estima mal formada, na arrogância de se achar melhor que os outros (logo nunca darei bronca em ninguém, sou melhor que isso), incompetência social e em percepções de relacionamento que não são funcionais. É importante para a relação permitir o defeito do outro. Também é importante deixar este defeito claro assim como a sua reação à isso.</p>
<p>Trocando em miúdos é simplesmente o fato de mostrar ao outro como você lida e pensa com o defeito que ele tem. Se o outro é ciumento e você não gosta disso, por exemplo, pode deixar claro que não vai ficar se explicando por situações que ele considera perigosas.Este fato deixa claro que o outro pode ser ciumento, mas que você não precisa assumir a responsabilidade por algo que é dele.</p>
<p>Ao contrário do que parece este é o sinal de amor que tantos precisam. Não se trata de ser egoísta e não levar em conta as necessidades do outro. Pelo contrário, é assim que a pessoa consegue ver aquilo que realmente precisa ver. Do contrário um fica alimentando a neurose do outro o que não é nada saudável e, por isso, um sinal torto de &#8220;amor&#8221; (melhor seria chamar co-dependência).</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Onde está o seu lugar?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/08/18/onde-esta-o-seu-lugar/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 21:00:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe Akim&#8230; eu não sou bem vindo lá. &#8211; Como sabe? &#8211; As pessoas não me tratam da mesma forma que tratam meu irmão, por exemplo. &#8211; Entendo. O que te faz saber que isso é uma evidência de não ser bem vindo? &#8211; Não entendi. &#8211; Será que eles tratam você diferente &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/18/onde-esta-o-seu-lugar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Onde está o seu lugar?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe Akim&#8230; eu não sou bem vindo lá.</p>
<p>&#8211; Como sabe?</p>
<p>&#8211; As pessoas não me tratam da mesma forma que tratam meu irmão, por exemplo.</p>
<p>&#8211; Entendo. O que te faz saber que isso é uma evidência de não ser bem vindo?</p>
<p>&#8211; Não entendi.</p>
<p>&#8211; Será que eles tratam você diferente por não quererem você lá ou por outro motivo?</p>
<p>&#8211; Não saberia dizer, nunca perguntei isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O sentimento de pertencimento é básico ao desenvolvimento de uma boa saúde mental. Porém compreender qual o nosso lugar nem sempre é uma tarefa simples de resolver.</p>
<p><span id="more-6109"></span></p>
<p>O primeiro grupo no qual buscamos pertencimento é nossa família. Tratamos como &#8220;família&#8221; num primeiro momento as pessoas que estão perto de nós e oferecem abrigo, proteção e alimento. O sentimento de pertencer tem a ver com um determinado lugar que sentimos nos oferecer garantias em relação à nossa sobrevivência e depois à nossa auto estima.</p>
<p>Algumas vezes, para compreender o lugar que temos, é necessário abrir nossa visão e olhar além de nossa família nuclear. Nosso lugar pode estar compreendido quando olhamos a família ampla que inclui nossos tios e avós. O lugar de pertencimento nem sempre está onde achamos que está ou da forma que achamos que deveria estar. O que mascara isso são os conflitos que vão se colocando nas nossas relações ao longo da vida.</p>
<p>O lugar é conquistado de certa forma, pois envolve nosso esforço ativo em buscá-lo. Esta busca não é uma guerra aberta contra a família, pois nada tem a ver com isso. O conhecimento do lugar que ocupamos se dá pelos sentimentos reais sentidos e não por ideias pre concebidas do que deveria ou não ser.</p>
<p>Ao mesmo tempo o lugar é sentido e introjetado. Ao mesmo tempo que precisamos nos esforçar para ver onde estamos, também é importante relaxar para conseguir sentir o que precisa ser sentido. Este trabalho não é sempre fácil. Os conflitos mascaram as nossas intenções assim como a de outras pessoas. É comum que a verdade esteja logo diante de nossos olhos, mas lealdades mal empregadas e sentimentos possam nos impedir de vê-la.</p>
<p>A verdade é que o lugar é algo um tanto selvagem. Não se trata de ideologias ou conceitos sobre como ou o que deve ser feito, mas sim sobre o lugar que é possível se ter dentro de uma família. Olhar a família sem preconceitos é observar a maneira pela qual tudo está estruturado. Isso nos ajuda a compreender onde há lugar.</p>
<p>Um exemplo clássico é quando um filho morre. O próximo filho, quase que invariavelmente, irá ocupar o lugar deste que morreu. É uma questão de estrutura, não de conceitos. É o lugar que está disponível. Outro exemplo é o do primogênito, quando uma família não tem filhos, o primeiro que vier será o primogênito, não existe outro lugar para ele. Todas as expectativas sobre primogênitos recairão sobre ele.</p>
<p>Olhando a família como ela é, também eximimos de culpas aqueles que nela habitam ao nos darem o lugar que temos. Em muitos casos o lugar que recebemos era o único que poderíamos receber. Nosso desenvolvimento posterior reforça ou enfraquece o lugar e as características dele, mas é de lá que viemos. Agradecer o lugar e honrá-lo mesmo quando não gostamos dele é fundamental, pois este é o lugar de onde você veio, este, é o seu lugar.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Amores cegos</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/07/28/amores-cegos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jul 2021 22:00:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Não acredito que você está me dizendo isso&#8230; você quer que eu abandone ele? &#8211; Não&#8230; eu não quero nada. &#8211; Então porque me diz &#8220;ele tem que enfrentar o que fez&#8221;? &#8211; Porque é um fato: não há ação sem consequência. &#8211; Isso é física, a física nem sempre está certa. &#8211; Então &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/07/28/amores-cegos/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amores cegos</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Não acredito que você está me dizendo isso&#8230; você quer que eu abandone ele?</p>
<p>&#8211; Não&#8230; eu não quero nada.</p>
<p>&#8211; Então porque me diz &#8220;ele tem que enfrentar o que fez&#8221;?</p>
<p>&#8211; Porque é um fato: não há ação sem consequência.</p>
<p>&#8211; Isso é física, a física nem sempre está certa.</p>
<p>&#8211; Então talvez você deva poupá-lo disso.</p>
<p>&#8211; Claro que sim! Quer que o deixe se ferrar?</p>
<p>&#8211; Como eu disse: não quero nada. Apenas estou dizendo que algo vai ocorrer&#8230; talvez você não goste disso, mas algo vai ocorrer.</p>
<p>&#8211; Eu não vou deixar.</p>
<p>&#8211; Então algo não vai chegar até seu filho. Mas essa falta também é algo que vai ocorrer. E ele vai colher isso.</p>
<p>&#8211; Melhor isso que ele se ferrar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É verdade dizer que muito é feito em nome do amor. Porém, dizer que este &#8220;muito&#8221; é sempre saudável ou desejável é outra história. Nem sempre aquilo que é feito em nome do amor é algo bom. Aceitar isso é o que pode nos ajudar a viver o amor de maneira realista e saudável.</p>
<p><span id="more-6656"></span></p>
<p>Qual o problema com o que se chama de &#8220;amor cego&#8221;? Simples: ele não está ligado na realidade. Quando digo isso, um romântico de plantão poderá desejar questionar: o que é a realidade? Ou até que ponto aquilo que queremos não pode ser tornar real? São perguntas boas e desafiadoras, porém, elas não retiram a questão da realidade de vista. Essas duas perguntas são, na verdade, os argumentos mais comuns daqueles que possuem um amor cego, então, vamos à elas.</p>
<p>Ao questionar &#8220;o que é a realidade?&#8221; o amor cego busca mostrar que o mundo não é tal como é, que ele pode ser diferente. Assim sendo cria-se a ilusão de que aquilo que a pessoa quer pode se realizar porque o mundo não é &#8220;tão concreto assim&#8221;, como me disse um cliente, certa vez. Inicialmente começamos distinguindo aquilo que a pessoa deseja daquilo que o mundo está oferecendo. O amor cego confunde a &#8220;realidade&#8221; com o &#8220;desejo&#8221; da pessoa e toma um pelo outro.</p>
<p>Esta atitude faz com que a pessoa jamais abandone aquilo que quer mesmo que seja algo inadequado para ela ou irrealista. São as pessoas que se tornam obcecadas com uma ideia, seja ela qual for: alguém me ama e não sabe, ele (a/s) (filhos, esposa, marido, família) vai (vão) mudar, as pessoas vão aprender a gostar disso. A questão sempre recai no ponto acima: distinguir o desejo da pessoa daquilo que ela de fato vê e vive.</p>
<p>O desafio para o amor cego em relação à este ponto é abrir mão do desejo tal como ele é. Muitas vezes aquilo que queremos é muito belo, porém, não é o que o outro quer ou não é algo executável no mundo. Então é importante saber fazer esta distinção para adequar o desejo e amar de maneira proporcional ao que é possível. O amor cego não vê limites, o amor maduro vê e os respeita. E, afinal de contas, respeito é a base do amor e só podemos respeitar o outro quando o vemos como ele é e não como queremos que ele seja.</p>
<p>A onipotência é o desafio da outra frase: &#8220;aquilo que queremos pode se tornar real&#8221;. Quando temos um amor cego, esta frase é melhor escrita assim: &#8220;o que eu quero vai se tornar realidade&#8221;. Não há espaço para acordos ou mudanças, não há um &#8220;estudo de viabilidade&#8221;, a pessoa está tão convicta de que o seu desejo vai acontecer que ela nem pensa em outras alternativas. Esta é a prisão da onipotência.</p>
<p>Porque a onipotência prende? Porque ninguém é onipotente. Porém ao se crer dessa forma a pessoa se pune cada vez que percebe que a realidade &#8220;saiu diferente&#8221; do se desejo. Ela percebe esta realidade diferente como uma falha pessoal e não como uma realidade. Então ela começa a buscar novas formas de executar o que não é executável ou frustra-se e fica abatida.</p>
<p>A onipotência também faz com que a pessoa crie metas inadequadas. Ela não se importa, por exemplo, com aquilo que as pessoas querem, ela só percebe o que ela vê como adequado para elas. E se põe à serviço disso. Mantém uma imagem rígida de como tudo deve ser em mente e a segue o tempo todo. Como ela se percebe capaz de executar tudo, ela se cobra o tempo todo. Ela também pode cobrar os outros o que, geralmente, causa grandes problemas nas famílias e relações.</p>
<p>Aceitar a realidade e os nossos limites assim como os limites da realidade é o que nos abre à um amor que enxerga. Não se força a barra, não se cria ilusões com base em desejos puramente pessoais, não se deixa enganar e nem escravizar por ilusões de grandeza e onipotência. Se lida com o que há. Isso, talvez seja o mais difícil de fazer, mas também o mais humano e é nesse campo &#8211; do humano &#8211; que o amor pode ocorrer.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Vamos ter um neném?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/06/21/vamos-ter-um-nenem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jun 2021 22:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Estou louca pra ter um filho. &#8211; Porque? &#8211; Ah&#8230; que chegou a hora sabe? &#8211; O que te faz ter essa sensação? &#8211; Eu estou bem profissionalmente, meu marido também. A gente se olha de vez em quando e falamos quase que juntos: quero algo mais. &#8211; Sei&#8230; que bacana, estão em uma &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/06/21/vamos-ter-um-nenem/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vamos ter um neném?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Estou louca pra ter um filho.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Ah&#8230; que chegou a hora sabe?</p>
<p>&#8211; O que te faz ter essa sensação?</p>
<p>&#8211; Eu estou bem profissionalmente, meu marido também. A gente se olha de vez em quando e falamos quase que juntos: quero algo mais.</p>
<p>&#8211; Sei&#8230; que bacana, estão em uma sintonia bem boa não é?</p>
<p>&#8211; Sim! E eu sempre quis ser mãe, acho que está na hora por causa disso sabe?</p>
<p>&#8211; Perfeito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A cena acima é um dos poucos momentos, enquanto terapeuta, que vi alguém fazendo a escolha de ter um filho com critérios bons e bem definidos. Em geral, as pessoas escolhem ter filhos por motivos como &#8220;quero companhia&#8221; ou &#8220;algo para agitar a relação&#8221;. Que critérios você julga interessantes para ter um filho?</p>
<p><span id="more-5907"></span></p>
<p>Crianças não são soluções para os nossos problemas, pelo contrário, trazem os problemas de desenvolvimento delas para que nós, adultos, encontremos soluções. Assim sendo, qualquer critério que envolva a criança na solução de qualquer tipo de problema do adulto é um critério negativo. O motivo pelo qual ele se torna negativo é que coloca uma expectativa completamente descabida sobre a criança que está vindo ao mundo (quem gostaria de começar sua vida na função de solucionar um problema que você nem sabe se será capaz?).</p>
<p>Todo pai gera expectativas sobre um filho, isso é esperado. A questão é se estas expectativas são adequadas ou não. Pensar em uma criança, é pensar no desenvolvimento de um ser, nesse sentido cada pessoa terá uma versão da realidade. Porém, dizer isso não significa que todas são válidas ou adequadas, pelo contrário existem visões que são muito perniciosas para as crianças, outras que podem ser muito interessantes.</p>
<p>Uma percepção não muito comum, mas que tem ganho certo lugar de destaque em minhas percepções sobre criação de filhos é o de &#8220;conhecer a criança&#8221;. Pode parecer estranho, mas o fato é que o filho é um desconhecido. O temperamento, o desenvolvimento da criança não poderão ser antecipados pelos pais que vão descobrir quem a criança é. Pais que tem mais de um filho tendem a ver isso com mais clareza ainda. Assim, na verdade criar um filho é, também, descobrir esse filho, entender com a experiência quem é a criança.</p>
<p>Será a criança mais quieta ou extrovertida? Mais atenta ao mundo ou mais introspectiva? Muito do comportamento de uma criança é aprendido e muito há de componente genético. O temperamento é uma dessas características. Ao longo do tempo aprendemos a ver isso nas crianças e aprendemos a lidar com elas. Este critério (o de conhecer o filho) é um dos que considero interessantes sobre ter um filho porque ele se adapta maravilhosamente nos &#8220;trabalhos&#8221; de ser pai e mãe.</p>
<p>Responsabilidade também é um critério que julgo importante. A ideia de programar o momento da vinda de um filho me parece adequado principalmente se você percebe que não tem condições adequadas (quando digo isso, me refiro a condições econômicas, psicológicas, sociais e emocionais). Ser responsável nesse contexto significa preparar-se minimamente para ter um filho, entender as necessidades emocionais e físicas de uma criança para sentir o mínimo de segurança para conhecer quem será seu filho.</p>
<p>Estes dois critérios acima são bem básicos, mas são um norteador. Acredito que muitas questões podem ser transformadas se as pessoas desejarem filhos, ao invés de acharem que devem ter filhos. Crianças são novos humanos em desenvolvimento por isso merecem nosso respeito antes de virem ao mundo e quando nele chegam.</p>
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		<title>Me perdoe, sou quem sou</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/05/14/me-perdoe-sou-quem-sou/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 May 2021 21:30:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E porque ele não me aceita como eu sou? &#8211; Porque ele deveria? &#8211; Porque ele é meu pai oras! &#8211; E você aceita a tristeza dele em ver o seu desenvolvimento? &#8211; Como é que eu posso aceitar que ele fique triste? Eu só estou fazendo o que é melhor para mim! &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/05/14/me-perdoe-sou-quem-sou/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Me perdoe, sou quem sou</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E porque ele não me aceita como eu sou?</p>
<p>&#8211; Porque ele deveria?</p>
<p>&#8211; Porque ele é meu pai oras!</p>
<p>&#8211; E você aceita a tristeza dele em ver o seu desenvolvimento?</p>
<p>&#8211; Como é que eu posso aceitar que ele fique triste? Eu só estou fazendo o que é melhor para mim!</p>
<p>&#8211; Então você também não reconhece o eu dele. O eu dele está ferido ao ver as suas escolhas.</p>
<p>&#8211; Mas isso não interessa para ele!</p>
<p>&#8211; Se não interessasse, ele não teria ficado triste e se não te interessasse a emoção dele, você não estaria chateado.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; Você ama seu pai?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Porque não lhe diz que sente muito pelo fato das suas escolhas causarem dor nele?</p>
<p>&#8211; Porque eu faria isso?</p>
<p>&#8211; Porque é a sua escolha não é? E essa é uma das consequências que ela está trazendo e os adultos &#8211; como você gosta de dizer &#8211; são responsáveis pelas consequências de suas escolhas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aceitar-se tal como é não se trata apenas de sentimentos de orgulho e mais valia. Ser um indivíduo, nos apresenta situações que podem parecer paradoxais, mas mesmo assim, necessárias.</p>
<p><span id="more-6234"></span></p>
<p>Nossa sociedade cultua o mito do rebelde, do quebrador de correntes. Esta noção está diretamente ligada à questão da liberdade, auto estima e individualização. É como se, no Ocidente, para tornar-se adulto, você precisasse se rebelar contra alguma coisa. Se não há rebeldia, não existe indivíduo. Obviamente, existe uma certa parte de verdade nesse discurso, muitas vezes é necessário colocar alguns limites e provocar mudanças em nosso ambiente. Porém, isso não é tudo.</p>
<p>Outro fator importantíssimo que também se relaciona com as questões de maturidade e individualização e que é notoriamente ignorado por nossa cultura são as lealdades que temos em relação à família de origem. O título deste post, deixa claro um tema tabu hoje em dia: pedir perdão por ser quem se é. Em geral entendemos que precisamos afirmar quem somos e que os outros tem que aceitar quem somos.</p>
<p>Embora esse discurso soe muito bem de um certo ponto de vista ideológico (quebra correntes), do ponto de vista emocional, nem sempre ele é adequado. Ocorre que muitas pessoas possuem um laço estreito com seus familiares e o desejo de manter boas relações com eles (nada mais natural). Assim, o fato de tornar-se um adulto com identidade própria, muitas vezes, fere esta relação.</p>
<p>Ao tornar-se um adulto individualizado, mostramos nossas preferências e nossos caminhos individuais. Muitos deles podem ferir as antigas lealdades e padrões de relações que temos com nossas famílias. O status quo da emancipação diz que você não deve se importar com isso e seguir seu caminho, porém, não vejo isso como algo possível em meu consultório. Não creio que seja viável pedir à alguém que nutriu anos de uma relação simplesmente dizer &#8220;tchau&#8221; e sentir-se muito bem com isso.</p>
<p>Ao invés de fazer isso, tenho mostrado que as pessoas podem pedir perdão por serem quem são. O processo de maturidade, muitas vezes nos traz desafios estranhos e esse é um deles. Porque não pedir perdão por ser quem se é? Este perdão não significa que seu eu está certo ou errado, portanto, não é uma questão de culpa. O perdão que trago à tona é pedido às lealdades e alianças que foram (sim) quebradas por causa da maturação.</p>
<p>A frase seria algo como: &#8220;Eu sei quem eu sou. Sei que este eu que sou modifica, ou até mesmo causa certa dor e tristeza aos que amo. Por este motivo peço perdão, pela dor que o meu processo lhe traz&#8221;. Este perdão é dirigido ao outro e, principalmente para si: &#8220;eu me perdoo por estar, com o meu desenvolvimento, causando esta dor&#8221;. O motivo do perdão é que ele não visa ferir ao outro, porém, é uma consequência do processo. Assim, pedimos perdão à emoção causada, apenas para confirmar que ela é algo inerente à um processo bom.</p>
<p>Os carrascos tinham o costume (creio que ainda o tenham) de pedir perdão à vítima. Carrasco é aquela pessoa que lhe trará a morte, porém, não é nada pessoal, ele apenas é o carrasco, esta é a função dele. Olhando de um ponto de vista puramente técnico, ele não precisaria pedir perdão, porém o faz. Porque? Justamente para deixar clara esta linha entre as funções e a pessoa. Ele pede, enquanto função, perdão à pessoa que será morta por ele. Essa delicadeza foi perdida nos dias de hoje.</p>
<p>E é ela que imagino ser retomada quando digo às pessoas para pedirem perdão por serem quem são. Novamente, vale lembrar que este perdão não nos coloca como certos ou errados. Ele é um perdão da emoção. O indivíduo que sou, pede desculpas as pessoas que amo pela dor e tristeza que o meu processo de ser quem sou lhe causa. Isso não implica em parar o seu processo, pelo contrário, o liberta para de fato vivê-lo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Independência e autonomia</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2021 11:00:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não posso pedir a ajuda deles. &#8211; Porque? &#8211; Porque eu preciso fazer isso sozinho! &#8211; Hum&#8230; o que é importante em fazer isso sozinho? &#8211; Preciso me provar entende? &#8211; Claro que sim. E você entende o que quer provar? &#8211; Que posso fazer sozinho, sem eles! &#8211; Não, esta é a &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/02/12/independencia-e-autonomia/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Independência e autonomia</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não posso pedir a ajuda deles.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Porque eu preciso fazer isso sozinho!</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; o que é importante em fazer isso sozinho?</p>
<p>&#8211; Preciso me provar entende?</p>
<p>&#8211; Claro que sim. E você entende o que quer provar?</p>
<p>&#8211; Que posso fazer sozinho, sem eles!</p>
<p>&#8211; Não, esta é a circunstância&#8230; o que de fato você quer provar?</p>
<p>&#8211; Não entendo.</p>
<p>&#8211; Vamos imaginar que eles morreram&#8230; pronto. Sem pai e sem mãe. E aí, o que você vai &#8220;provar&#8221;?</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; seria bem diferente&#8230; eu não teria eles&#8230;</p>
<p>&#8211; Exato, que é o que você quer&#8230;</p>
<p>&#8211; Eu não sei o que ia querer provar&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas confundem ser independente com não poder contar com a ajuda de terceiros. A independência, nesse sentido, é encarada como &#8220;the self made person&#8221;, a pessoa feita por si mesma. Porém, embora os movimentos individuais sejam importantes, ninguém é uma ilha, sempre tem outros envolvidos na nossa &#8220;independência&#8221;.</p>
<p><span id="more-7563"></span></p>
<p>O termo autonomia, reflete essa noção. Autonomia é a capacidade de usar os seus recursos em busca dos seus propósitos e finalidades. A confusão se dá porque geralmente as pessoas se colocam em uma guerra pessoal contra a família para buscarem sua independência ao invés de simplesmente se certificarem de que são, de fato, autônomas. O fato de se perceberem endividadas com a família pelos anos de dedicação, em geral, faz muitas pessoas sentirem-se culpadas em desejar sair de casa, muitas ao invés de lidar com a culpa, projetam ela na família e ficam com raiva dos familiares por &#8220;cobrarem&#8221; fidelidade deles.</p>
<p>Aprender a fazer por si só, não envolve o fato de não contar com ajuda. Entender que a autonomia trata da maneira pela qual estabelecemos nossas relações e usamos nossas forças é fundamental. É como em um jogo em equipe: é inegável que cada um precisa saber fazer a sua parte, ao mesmo tempo, é apenas uma parte, o restante do time não pode ficar imobilizado enquanto apenas um age. A vida funciona assim, se de um lado sou um grande gerente, de outro tem pessoas que executam o trabalho. Se de um lado sou um grande vendedor é porque também existem compradores.</p>
<p>A autonomia, lida com as competências pessoais. É necessário saber vender, jogar ou gerenciar. Mas sabemos os limites de cada uma dessas tarefas e de nossas competências. O &#8220;independente&#8221; quer se acreditar capaz de tudo sozinho. Como dizem no futebol: cobra o escanteio, cabeceia e ainda defende o gol. Não é viável alguém se creditar a força e perícia para ser tudo ao mesmo tempo. Se eu for o produtor do carro, vendedor e comprador, na verdade estou apenas montando um carro para eu mesmo usar. Ninguém é uma ilha.</p>
<p>Em geral o sentimento de dívida e culpa se estabelece nas relações em que o desejo de independência surge. Para não se sentir &#8220;devedor&#8221; da família, a pessoa projeta uma imagem muito poderosa na qual ela não precisa de mais ninguém, então caso perca a família, não sentirá nenhum problema. A independência é um desejo narcísico e infantil, que visa a fuga da frustração, do medo de separação e dívida. Se a pessoa, por outro lado encontra respostas em que não é independente, mas, apenas grata de tudo o que lhe foi feito, a autonomia pode surgir de forma mais clara.</p>
<p>O problema é justamente este, aceitar a &#8220;dívida&#8221;, no sentido de reconhecer o que foi feito. Aceitar a dor da separação no sentido de que é uma separação mesmo e entender que mesmo que você tenha ótimos planos, eles podem não dar certo, então você começa de novo, ou seja, lida com a frustração no sentido de te manter em pé. Estas são atitudes fundamentais no desenvolvimento da autonomia, pois cuida da pessoa e das relações da pessoas sem dar crédito demais e nem de menos para nenhum elemento.</p>
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