<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos passado - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
	<atom:link href="https://akimneto.com.br/tag/passado/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://akimneto.com.br/tag/passado/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 25 Mar 2022 19:51:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.0.9</generator>
<div class="fcbkbttn_buttons_block fcbkbttn_arhiv" id="fcbkbttn_left"><div class="fcbkbttn_like fcbkbttn_large_button"><fb:like href="https://akimneto.com.br/tag/passado/feed" action="like" colorscheme="light" layout="standard"  width="225px" size="large"></fb:like></div></div>	<item>
		<title>Olhar para o passado, olhar para o futuro</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 22:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[confrontar]]></category>
		<category><![CDATA[conquistas]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[expressar]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6755</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje. &#8211; E em que conclusão chegou? &#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230; &#8211; Que? &#8211; Que eu não fiz algo por mim. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado, olhar para o futuro</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/">Olhar para o passado, olhar para o futuro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje.</p>
<p>&#8211; E em que conclusão chegou?</p>
<p>&#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230;</p>
<p>&#8211; Que?</p>
<p>&#8211; Que eu não fiz algo por mim.</p>
<p>&#8211; Ok. Agora a pergunta importante: o que você vai fazer com isso?</p>
<p>&#8211; Pois é, não sei&#8230; fiquei pensando no que eu fiz sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. E eu gostaria de te convidar para pensar no que você vai fazer.</p>
<p>&#8211; Pra mim sempre foi difícil fazer isso entende?</p>
<p>&#8211; Sim, por isso mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos entender o passado. Entramos em terapia e o entendemos. Perfeito. O que fazemos agora? Passado resolvido, o que nos resta? O futuro. Muitas pessoas fazem grande confusão entre entender o passado e construir o futuro, tomando um como sinônimo do outro. Infelizmente a coisa não funciona assim.</p>
<p><span id="more-6755"></span></p>
<p>A psicoterapia tradicional aprendeu a focar no passado. A premissa é que olhando para o passado compreendemos o presente. Esta premissa é válida para muitas situações, obviamente, porém ela não é um referencial estático para tudo o que ocorre em nossas vidas. Muitas vezes nosso comportamento presente distingue-se do passado em detrimento de uma motivação nova que surge. A adolescência é um exemplo de como o comportamento passado nem sempre é a melhor referência para o comportamento futuro e presente.</p>
<p>Além disso, existe outro fator importante entre o passado e o futuro. O passado é dado, o futuro é possibilidade. Enquanto podemos &#8220;saber&#8221; o que aconteceu no passado, não podemos fazer o mesmo com o futuro. O passado pode ser compreendido (e existem muitas formas de &#8220;entender&#8221; o passado), o futuro, por sua vez, é construído. Dizer isso não é apenas estabelecer um jogo de palavras, mas sim mostrar que o comportamento entre estes dois tempos são diferentes. O passado é interpretativo, serve como referência, o futuro exige ação, pois ele será construído.</p>
<p>Assim sendo, muitas pessoas desejam criar o futuro refletindo sobre seu passado. Não funciona. Obviamente existem situações em que a pessoa repete no presente comportamentos passados que são inadequados para construir o futuro. Este é um dos casos em que é necessário mudar a relação que a pessoa mantém com o passado. Porém, em muitos outros isso não se faz necessário. Em outros casos o grande &#8220;problema&#8221; é que a pessoa não consegue olhar para o futuro, arregaçar as mangas e começar a construir. É uma atitude diferente e ousada em relação à contemplar o passado &#8220;imutável&#8221;.</p>
<p>Olhar para o futuro exige tomar decisões também. Enquanto o passado é reflexivo, ou seja, permite várias interpretações, o futuro não permite. Não é possível ir para a praia, campo e dar uma passadinha na cidade ao mesmo tempo. É preciso definir para onde se deseja ir e ir. Assumir a responsabilidade em relação aos meios e formas de chegar nesse futuro também é uma tarefa de &#8220;olhar para frente&#8221;. Essas são atitudes importantes que nem sempre as pessoas tem. Assim sendo torna-se mais seguro olhar para trás.</p>
<p>Muitas vezes a dificuldade é ainda outra. Alguns se apegam ao passado. Um cena que define suas vidas e frente à qual não se sentem aptos, merecedores ou interessados em deixar para trás. Nesse caso o passado não define apenas o futuro, ele define a essência da pessoa. Manter-se no passado é dizer não à vida, pois ela acontece no presente e segue em direção ao futuro. Assim sendo é importante sempre saber olhar em ambas as direções de maneira saudável: o passado como referência e aprendizado e o futuro como construção do &#8220;por vir&#8221;. Assim os tempos se integram ao invés de competirem entre si.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/">Olhar para o passado, olhar para o futuro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O valor da memória</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/05/o-valor-da-memoria/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2021/11/05/o-valor-da-memoria/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Nov 2021 21:35:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[conquistas]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Objetivos]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6434</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí, quando eu penso em tentar, me dá uma coisa ruim. &#8211; Que &#8220;coisa ruim&#8221;? &#8211; Ah, eu me lembro do que eu já fiz e não consegui fazer direito sabe? &#8211; Sim. O que te motiva a lembrar dos seus fracassos passados quando quer construir o futuro? &#8211; Não sei direito &#160; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/05/o-valor-da-memoria/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O valor da memória</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/11/05/o-valor-da-memoria/">O valor da memória</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí, quando eu penso em tentar, me dá uma coisa ruim.</p>
<p>&#8211; Que &#8220;coisa ruim&#8221;?</p>
<p>&#8211; Ah, eu me lembro do que eu já fiz e não consegui fazer direito sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. O que te motiva a lembrar dos seus fracassos passados quando quer construir o futuro?</p>
<p>&#8211; Não sei direito</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A memória não é apenas um banco de dados que ficam parados sem fazer nada em nossa mente. A memória tem função ativa em muitas atividades cognitivas e psicológicas. Planejar o futuro é uma delas.</p>
<p><span id="more-6434"></span></p>
<p>Nossa memória é muito mais que um banco de dados. As informações que guardamos vivem de maneira ativa dentro de nós, caso contrário acabam sendo esquecidas. É um fato curioso sobre a memória que, de forma geral, apenas aquelas informações que são utilizadas se mantém. Assim sendo, memórias sobre dias bons, ruins, conversas, situações precisam ser ativadas com constância para se manterem.</p>
<p>Como fazemos isso? O ser humano é um contador nato de histórias. A principal história que ele se conta todos os dias é sobre &#8220;quem ele é&#8221;. Todos os dias reforçamos a auto imagem que temos de nós através das situações que vivemos e das lembranças que temos de situações semelhantes. É o famoso &#8220;ah, viu só, tinha que ser! Isso sempre acontece comigo&#8221;. Quando falamos isso, não estamos apenas confirmando o que aconteceu conosco, mas, também, nossa auto imagem.</p>
<p>Desta forma a memória nos lembra do que ocorreu e de quem somos. Ela ajuda a definir nossa identidade. A memória, dessa maneira, assume &#8220;valores&#8221;. Valores podem ser negativos ou positivos. Os negativos são aqueles que nos afastam de alguma coisa. Por exemplo, diante de uma situação onde terei que confrontar alguém, me recordo das situações em que tive medo de fazer isso ou nas quais não fiz isso adequadamente. Esta memória tenderá a me afastar da situação atual ou futura de confronto. A memória de valor positivo funciona ao contrário dessa, nos impelindo à ação.</p>
<p>Ela pode edificar ou denegrir a auto imagem. Diante de uma situação em que falhei, por exemplo, posso empregar a memória para me lembrar de outras situações nas quais cumpri com minhas metas e dizer-me: &#8220;foi só dessa vez, em geral, cumpro com o que me comprometo&#8221;. Ou posso me lembrar de todas as vezes em que falhei e concluir: &#8220;eu não sirvo para nada mesmo, nunca faço nada direito&#8221;.</p>
<p>Desta maneira, ao lembrar de alguma coisa o importante não é apenas o fato que é lembrado, mas todas as emoções que emergem junto com a lembrança e o efeito que ela tem sobre nossa auto estima e comportamento. Aprender a usar a memória significa compreender quais são os impactos que ela tem sobre nós. Desta maneira a memória poderá ter um valor geral positivo nos ajudando a compreender nosso passado para projetar nossa futuro de maneira construtiva.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/11/05/o-valor-da-memoria/">O valor da memória</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2021/11/05/o-valor-da-memoria/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Onde está o seu lugar?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/08/18/onde-esta-o-seu-lugar/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2021/08/18/onde-esta-o-seu-lugar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 21:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Companheirismo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[pais e filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[Pertencimento]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Vida social]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6109</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe Akim&#8230; eu não sou bem vindo lá. &#8211; Como sabe? &#8211; As pessoas não me tratam da mesma forma que tratam meu irmão, por exemplo. &#8211; Entendo. O que te faz saber que isso é uma evidência de não ser bem vindo? &#8211; Não entendi. &#8211; Será que eles tratam você diferente &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/18/onde-esta-o-seu-lugar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Onde está o seu lugar?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/08/18/onde-esta-o-seu-lugar/">Onde está o seu lugar?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe Akim&#8230; eu não sou bem vindo lá.</p>
<p>&#8211; Como sabe?</p>
<p>&#8211; As pessoas não me tratam da mesma forma que tratam meu irmão, por exemplo.</p>
<p>&#8211; Entendo. O que te faz saber que isso é uma evidência de não ser bem vindo?</p>
<p>&#8211; Não entendi.</p>
<p>&#8211; Será que eles tratam você diferente por não quererem você lá ou por outro motivo?</p>
<p>&#8211; Não saberia dizer, nunca perguntei isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O sentimento de pertencimento é básico ao desenvolvimento de uma boa saúde mental. Porém compreender qual o nosso lugar nem sempre é uma tarefa simples de resolver.</p>
<p><span id="more-6109"></span></p>
<p>O primeiro grupo no qual buscamos pertencimento é nossa família. Tratamos como &#8220;família&#8221; num primeiro momento as pessoas que estão perto de nós e oferecem abrigo, proteção e alimento. O sentimento de pertencer tem a ver com um determinado lugar que sentimos nos oferecer garantias em relação à nossa sobrevivência e depois à nossa auto estima.</p>
<p>Algumas vezes, para compreender o lugar que temos, é necessário abrir nossa visão e olhar além de nossa família nuclear. Nosso lugar pode estar compreendido quando olhamos a família ampla que inclui nossos tios e avós. O lugar de pertencimento nem sempre está onde achamos que está ou da forma que achamos que deveria estar. O que mascara isso são os conflitos que vão se colocando nas nossas relações ao longo da vida.</p>
<p>O lugar é conquistado de certa forma, pois envolve nosso esforço ativo em buscá-lo. Esta busca não é uma guerra aberta contra a família, pois nada tem a ver com isso. O conhecimento do lugar que ocupamos se dá pelos sentimentos reais sentidos e não por ideias pre concebidas do que deveria ou não ser.</p>
<p>Ao mesmo tempo o lugar é sentido e introjetado. Ao mesmo tempo que precisamos nos esforçar para ver onde estamos, também é importante relaxar para conseguir sentir o que precisa ser sentido. Este trabalho não é sempre fácil. Os conflitos mascaram as nossas intenções assim como a de outras pessoas. É comum que a verdade esteja logo diante de nossos olhos, mas lealdades mal empregadas e sentimentos possam nos impedir de vê-la.</p>
<p>A verdade é que o lugar é algo um tanto selvagem. Não se trata de ideologias ou conceitos sobre como ou o que deve ser feito, mas sim sobre o lugar que é possível se ter dentro de uma família. Olhar a família sem preconceitos é observar a maneira pela qual tudo está estruturado. Isso nos ajuda a compreender onde há lugar.</p>
<p>Um exemplo clássico é quando um filho morre. O próximo filho, quase que invariavelmente, irá ocupar o lugar deste que morreu. É uma questão de estrutura, não de conceitos. É o lugar que está disponível. Outro exemplo é o do primogênito, quando uma família não tem filhos, o primeiro que vier será o primogênito, não existe outro lugar para ele. Todas as expectativas sobre primogênitos recairão sobre ele.</p>
<p>Olhando a família como ela é, também eximimos de culpas aqueles que nela habitam ao nos darem o lugar que temos. Em muitos casos o lugar que recebemos era o único que poderíamos receber. Nosso desenvolvimento posterior reforça ou enfraquece o lugar e as características dele, mas é de lá que viemos. Agradecer o lugar e honrá-lo mesmo quando não gostamos dele é fundamental, pois este é o lugar de onde você veio, este, é o seu lugar.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/08/18/onde-esta-o-seu-lugar/">Onde está o seu lugar?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2021/08/18/onde-esta-o-seu-lugar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Não &#8220;mate&#8221; a sua saudade!</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/09/09/nao-mate-a-sua-saudade/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2020/09/09/nao-mate-a-sua-saudade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2020 11:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião do outro]]></category>
		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Tranquilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=7272</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; É difícil para mim. &#8211; O que é difícil? &#8211; Me lembro muito dele. Fico pensando nos momentos bons que passamos&#8230; daí é difícil não ligar para ele. &#8211; Ah, você fala de saudades né? &#8211; Sim, eu sinto muitas saudades dele e daí fico querendo voltar o tempo todo. &#8211; Mas porque voltar? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/09/09/nao-mate-a-sua-saudade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Não &#8220;mate&#8221; a sua saudade!</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2020/09/09/nao-mate-a-sua-saudade/">Não &#8220;mate&#8221; a sua saudade!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; É difícil para mim.</p>
<p>&#8211; O que é difícil?</p>
<p>&#8211; Me lembro muito dele. Fico pensando nos momentos bons que passamos&#8230; daí é difícil não ligar para ele.</p>
<p>&#8211; Ah, você fala de saudades né?</p>
<p>&#8211; Sim, eu sinto muitas saudades dele e daí fico querendo voltar o tempo todo.</p>
<p>&#8211; Mas porque voltar?</p>
<p>&#8211; Porque sinto saudades.</p>
<p>&#8211; Pois é. Porque você não sente as saudades ao invés de &#8220;matar a saudade&#8221;?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas emoções são mal compreendidas tanto em sua forma de aparecer quanto no que tange as ações que ajudam a &#8220;resolver&#8221; a emoção. A saudades, emoção típica dos povos latinos é uma delas. Uma emoção que confunde os sentidos entre separações e voltas e pode causar muita confusão.</p>
<p><span id="more-7272"></span></p>
<p>Um dos elementos mais difíceis de compreender sobre a saudade se refere a maneira pela qual a pessoa percebe o prazer. A maior parte das pessoas acreditam que sentir saudades é o mesmo que &#8220;matar as saudades&#8221;. Em outras palavras: que sentir saudades pressupõe buscar aquilo que &#8220;causa&#8221; a saudade. Pessoas que tem forte relação com o prazer e o tomam como a parte mais importante de suas vidas, ao sentirem saudades, geralmente tendem a acreditar que precisam se aproximar de quem sentem saudades.</p>
<p>Assim, surge a crença: &#8220;se sinto saudades de alguém é porque (necessariamente) ainda gosto dessa pessoa e, portanto, preciso estar ao lado dela&#8221;. A saudade, porém, não é uma referência ou convite à ação, pelo contrário: sua função é nos mostrar aquilo que se foi. Assim, lembrarmos dos bons momentos é uma forma de registrar em nossa mente aquilo que tivemos de positivo em relação à alguém. O desejo de matar a saudades é contrário ao que esta emoção se propõe.</p>
<p>Ao &#8220;matarmos a saudade&#8221;, a intenção é reviver um momento passado, porém este momento se foi. Não é possível recriá-lo (como todos que tentam matar a saudade acabam entendendo). Assim cria-se uma ilusão: de que se eu estiver com a pessoa, terei aquela sensação novamente. Isso não tem a ver com a saudade e sim com a dificuldade que a pessoa tem em lidar com o prazer. Ela imagina uma situação prazerosa e a quer à todo custo (e logo).</p>
<p>O comportamento mais adequado em relação à saudade é justamente sentir o quão bom foi o passado. Saudade não se trata de futuro, mas sim de passado. Logo a atitude não é ativa e sim contemplativa. É claro que por vezes sentimos dor e tristeza ao lembrar de que algo bom não voltará mais, porém é exatamente este o exercício que a saudade determina: aprender que o passado se foi. A sensação nostálgica é importante para imprimir em nós a certeza de que o passado foi bom e que, portanto, &#8220;há esperança para o futuro&#8221;.</p>
<p>Ao tomarmos o passado bom como um passado bom, é possível sentir gratidão pelo que se foi. Com isso em mente, é possível permitir que a saudade nos preencha de energia para o futuro. Não para recriar aquilo que se foi, mas, sim, para criar um novo futuro bom com alguém de alguma forma. A chave para aprender com a saudade é lembrar seu tempo de atuação: o passado. Em relação ao que se foi, a melhor alternativa é a contemplação e o desapego amoroso. Assim é possível lembrar daquilo que foi bom e se preencher com esta sensação ao invés de se esvaziar, pensando em reviver o que já foi vivido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2020/09/09/nao-mate-a-sua-saudade/">Não &#8220;mate&#8221; a sua saudade!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2020/09/09/nao-mate-a-sua-saudade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Eu não pedi pra nascer!</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/07/13/eu-nao-pedi-pra-nascer/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2020/07/13/eu-nao-pedi-pra-nascer/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2020 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[confrontar]]></category>
		<category><![CDATA[conquistas]]></category>
		<category><![CDATA[Controle]]></category>
		<category><![CDATA[julgamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[motivação]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Objetivos]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[Perfeccionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Tranquilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=7165</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, eu não pedi pra nascer entendeu? &#8211; Claro que entendi. Nem eu. &#8211; Não entendi. &#8211; Ué, você acha que alguém aqui neste planeta &#8220;pediu&#8221; para nascer? Ou seja, acha que alguém encomendou um corpo para &#8220;se jogar dentro&#8221;? &#8211; É, não&#8230; mas&#8230; não é esse o ponto. &#8211; Esse foi o ponto &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/07/13/eu-nao-pedi-pra-nascer/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Eu não pedi pra nascer!</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2020/07/13/eu-nao-pedi-pra-nascer/">Eu não pedi pra nascer!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, eu não pedi pra nascer entendeu?</p>
<p>&#8211; Claro que entendi. Nem eu.</p>
<p>&#8211; Não entendi.</p>
<p>&#8211; Ué, você acha que alguém aqui neste planeta &#8220;pediu&#8221; para nascer? Ou seja, acha que alguém encomendou um corpo para &#8220;se jogar dentro&#8221;?</p>
<p>&#8211; É, não&#8230; mas&#8230; não é esse o ponto.</p>
<p>&#8211; Esse foi o ponto que você colocou. &#8220;Não pedi para nascer&#8221;. Entendo, ninguém aqui fez isso, estamos todos no mesmo barco.</p>
<p>&#8211; Qual barco?</p>
<p>&#8211; Você sabe. A vida.</p>
<p>&#8211; Mas eu não gosto da minha!</p>
<p>&#8211; Ah, bem, isso é outro problema. O que, especificamente, você não gosta na sua vida?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos já sentiram isso: &#8220;não queria ter nascido&#8221;, &#8220;não desejava estar aqui neste mundo&#8221;. O que queremos dizer com isso? Qual a verdadeira profundidade que está atrás desta frase? Em geral, olhamos para isso apenas como uma bravata de adolescentes, brabos com o mundo como é. Embora isso também seja verdade, o fato por detrás dessa frase pode ir muito mais além.<br />
<span id="more-7165"></span></p>
<p>É certo dizer: eu não pedi para nascer. De fato o &#8220;eu&#8221;, ou seja, aquela imagem criada em nossa mente com a qual nos identificamos, não pediu para nascer. O &#8220;eu&#8221; simplesmente emerge dentro de um organismo que foi criado. A pergunta, então é: este organismo &#8220;pediu&#8221; para nascer? Acredito que não. Será que alguém pediu por isso? Neste post, não vou assumir um ponto de vista que pressupõe reencarnação, pois, dentro deste ponto, a resposta afirmativa é possível. Porém, acredito que olhar para o &#8220;nascimento&#8221; como uma questão que está além de nossa escolha, apenas torna a vida ainda mais bela.</p>
<p>Creio que ninguém pediu para nascer. Na verdade, a pessoa que somos emergiu junto com um organismo que se fez e está se fazendo a todo instante. Não creio que este organismo pediu para nascer, ele apenas seguiu seu fluxo, sua programação genética. A vida, por assim dizer, é compulsiva, ela busca continuar à qualquer custo. Então, quando alguém diz que não pediu para nascer, isso é um fato. A questão é: o que você quer fazer com a vida da qual o seu &#8220;eu&#8221; se dá conta?</p>
<p>Isso porque a &#8220;tarefa&#8221; do &#8220;eu&#8221;, não é de &#8220;querer&#8221; a vida ou não. Isso está além do seu alcance. Quando dizemos &#8220;eu não pedi para nascer&#8221;, na verdade estamos nos dando conta disso: a nossa impotência diante da &#8220;compulsão&#8221; da vida em criar mais vida. Isso é algo profundo. Perceber o quanto somos pequenos diante da vida e de sua imensa força em gerar mais vida. Isso é tão forte, que muitos suicidas em suas cartas, deixam expresso o desejo pela vida. Eles querem que o mundo seja um lugar melhor para aqueles que ficam, literalmente, dão sua vida em prol disso na crença de que ao sacrificar-se algo poderá mudar.</p>
<p>A questão é que enquanto lutamos contra a percepção da falta de controle queremos mandar na vida. Desejamos impôr as condições do pequeno eu à grande vida. Isso não funciona. Ao aceitar o fato de nossa impotência diante dos desígnios da vida, podemos olhar para a vida que habita nosso corpo. Tal como é. Essa é a parte mais difícil. Olhar tal como é e não tal como o &#8220;eu&#8221; gostaria que fosse. É como pensar em uma planta nascendo em meio às pedras, se ela pensar: &#8220;Ah, droga, nasci no lugar errado&#8221;, então está tudo acabado. O problema disso é que mesmo que o &#8220;eu&#8221; recuse a vida, ela continua atuando através dele.</p>
<p>A questão, portanto, não reside em definir o que a vida será, mas em buscar definir o que pode ser feito nesta vida que existe. Voltando ao suicídio, ele é, obviamente, uma decisão. O &#8220;eu&#8221; resolve acabar com a vida que o envolve. Esta é a decisão: eu mato essa vida. Não me cabe aqui avaliar isso. O que quero mostrar é que mesmo ali, o ponto recai sobre a decisão que o eu toma em relação à vida. O eu que deseja controlar a vida e submetê-la aos seus comandos, em geral, se relaciona mal com ela. Não vai gostar de ter nascido. Aquele que aceita os limites impostos consegue olhá-la com carinho e ser olhado da mesma forma.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2020/07/13/eu-nao-pedi-pra-nascer/">Eu não pedi pra nascer!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2020/07/13/eu-nao-pedi-pra-nascer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O problema do controle</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/01/03/o-problema-do-controle/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2020/01/03/o-problema-do-controle/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jan 2020 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[expressar]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Rejeição]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Tranquilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=7015</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, eu não consigo entender porque você insiste em dizer que está tudo bem! &#8211; Ok, vou explicar: você queria que a festa fosse boa não queria? &#8211; Sim. &#8211; O que os convidados falaram? &#8211; Que ela foi. &#8211; Tá aí. &#8211; Mas não foi o que eu planejei! &#8211; Eu sei. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/01/03/o-problema-do-controle/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O problema do controle</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2020/01/03/o-problema-do-controle/">O problema do controle</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, eu não consigo entender porque você insiste em dizer que está tudo bem!</p>
<p>&#8211; Ok, vou explicar: você queria que a festa fosse boa não queria?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; O que os convidados falaram?</p>
<p>&#8211; Que ela foi.</p>
<p>&#8211; Tá aí.</p>
<p>&#8211; Mas não foi o que eu planejei!</p>
<p>&#8211; Eu sei. E foi bom.</p>
<p>&#8211; Não entendo.</p>
<p>&#8211; É porque na sua mente está a seguinte frase: não foi como planejei, logo, foi ruim. Porém, será que isso é verdade?</p>
<p>&#8211; Hum&#8230;</p>
<p>Nem sempre o que planejamos se mostra a melhor solução. Outras vezes, algo inesperado se torna melhor do que aquilo que planejamos. O desejo de controlar o mundo à nossa volta e concretizar o que queremos tal como queremos existe e é muito arraigando em nós. Porém, a falta de controle e de garantias é que se mostra a verdade de nossa prática. Como lidar com este difícil paradoxo?</p>
<p><span id="more-7015"></span></p>
<p>Que não controlamos tudo, todos sabemos. Pelo menos à nível intelectual, é compreensível a ideia de que exitem mais variáveis do que nossa mente é capaz de suportar. Porém, em nossa realidade psíquica, nem sempre a realidade é tão clara. Desejamos o controle. Por este motivo, buscamos criar em nossa mente formas de controlar o mundo e nossa vida. Nem sempre elas funcionam ou são realistas, porém nos mantemos apegados à elas.</p>
<p>O desejo de controlar como os eventos vão se desenvolver nos faz entender que esta é a única forma possível de termos algo bom para nós. É óbvio que isso não é verdadeiro, porém a ilusão se mantém. O problema, então, com a percepção de perder o controle é que, junto com ela, em geral surgem medos grandes de perdas. A sensação de fracasso e frustração também acompanham o &#8220;pacote&#8221;, afinal de contas, a pessoa sente que &#8220;não conseguiu&#8221; dar conta do recado.</p>
<p>O interessante é que, para muitos, mesmo que tudo termine bem a sensação é de fracasso. O ponto não está no resultado, mas sim, no controle. Confunde-se, neste caso, controle com garantias. A primeira ilusão é que a maneira pensada pela pessoa é a única que fará tudo ficar bem. A segunda é que dará, com certeza tudo bem pelo fato do planejamento. Ou seja, o controle torna-se bom &#8220;por si só&#8221;. E nada é assim. tudo vem dentro de um contexto e envolve resultados e expectativas. Assim sendo, é um desafio tentar abrir mão de determinar a maneira pela qual os eventos se sucedem e buscar &#8220;curtir a onda&#8221;.</p>
<p>Isso não significa não planejar e levar tudo à esmo. Pelo contrário, significa apenas, dar ao controle o seu tamanho adequado e valor proporcional. Não ter controle não significa perder algo, muito menos deixar de ganhar. É importante aprender a lidar com o acaso, pois ele preenche nossas vidas nas mais variadas áreas. Sendo assim, é possível dizer que vivemos muito mais fora de controle do que dentro dele. Contando quantas coisas mudam ao longo de uma semana de vida, é possível ver que é necessário ser flexível.</p>
<p>Além de flexibilizar na realidade, buscando dar conta de nossas tarefas, é importante flexibilizar na mente e emoções para dar conta destas mudanças imprevistas com um &#8220;sorriso no rosto&#8221;. Aceitar o acaso não significa deixar de lado foco e atenção. Muito menos planejar. É importante saber para onde desejamos ir, mesmo que seja necessário mudar isso mais tarde. Aquilo que é garantido, nem sempre é o que precisamos. Aquilo que é controlado, nem sempre nos faz tão bem quanto pensamos. Então aprender a olhar para o que acontece ao invés de se entristecer por perder o controle se torna parte de uma vida mental saudável.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2020/01/03/o-problema-do-controle/">O problema do controle</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2020/01/03/o-problema-do-controle/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ser livre é encarar a morte</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2017/11/24/ser-livre-e-encarar-a-morte/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2017/11/24/ser-livre-e-encarar-a-morte/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Nov 2017 10:54:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[expressar]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6866</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas porque eu não consigo escolher? &#8211; Porque você não quer. &#8211; Não quero? &#8211; Não, o que você quer é ter acesso a todas as escolhas. &#8211; Sim, é verdade não seria ótimo isso? &#8211; Não. &#8211; Não? &#8211; Não. Quero ver você dar conta de todas as escolhas ao mesmo tempo. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2017/11/24/ser-livre-e-encarar-a-morte/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Ser livre é encarar a morte</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2017/11/24/ser-livre-e-encarar-a-morte/">Ser livre é encarar a morte</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas porque eu não consigo escolher?</p>
<p>&#8211; Porque você não quer.</p>
<p>&#8211; Não quero?</p>
<p>&#8211; Não, o que você quer é ter acesso a todas as escolhas.</p>
<p>&#8211; Sim, é verdade não seria ótimo isso?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Não?</p>
<p>&#8211; Não. Quero ver você dar conta de todas as escolhas ao mesmo tempo.</p>
<p>&#8211; É&#8230; verdade. Mas então eu não quero escolher porque eu quero tudo, é isso?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; E o que eu faço com isso?</p>
<p>&#8211; Como você lida com perdas?</p>
<p>&#8211; Não gosto delas.</p>
<p>&#8211; Para escolher é necessário saber perder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos ser livres. Queremos fazer aquilo que queremos tal como queremos. A verdadeira liberdade não reside na possibilidade de fazer tudo, mas sim, na capacidade de escolher dentro daquilo que é possível. A liberdade tem limites bem definidos, embora isso soe paradoxal. E a expressão máxima da liberdade, que é viver a vida, tem como seu limite mais definido a morte.</p>
<p><span id="more-6866"></span></p>
<p>Em outros posts já falei que a noção de liberdade como a possibilidade de fazer tudo e não sofrer nenhuma consequência é uma concepção enganosa, pois não leva o real como base da liberdade. Esse desejo é, na verdade, o desejo de onipotência disfarçado de liberdade. Assim sendo, não serve à nós, meros mortais. A liberdade reside na capacidade de escolher e não em ter todos os nossos desejos atendidos. Toda escolha, como o nome já diz, implica em limites e em renúncia. Apenas o que pode ser escolhido nos é possível.</p>
<p>Assim sendo, temos na realidade os limites definidos para a nossa liberdade. Faz parte de nossa realidade sermos mortais. A liberdade, então, passa pela morte enquanto um limite. Porém, nem sempre é fácil encarar a morte, quem dirá percebê-la como limite das nossas escolhas. Perceber a morte pode ser incômodo. Para a maior parte das pessoas, este incômodo se dá porque ela representa a &#8220;falta eterna&#8221;. Ao olhar para a morte, as pessoas, em geral, pensam naquilo que ainda não fizeram em vida. Aquilo que foi deixado para trás, incomoda, porque foi potencial de vida não usado. O que incomoda, na verdade, não é a morte e sim o estilo de vida.</p>
<p>Porém olhar para a mortalidade enquanto o estabelecimento concreto da vida, faz com que o viver se torne mais real. Surfar na ilusão de que somos eternos, tira a força da vida. Mesmo uma crença reencarnacionista diz que cada vida é única. Assim sendo, a morte continua valendo como limite. Entender que a vida termina nos faz prestar atenção à ela. Muitas vezes digo aos meus clientes: &#8220;seu problema é que não está sentido medo o suficiente&#8221;. A frase, em contextos específicos, desperta a pessoa para essa face da morte que nos desperta para a vida.</p>
<p>Então se a percepção da mortalidade é tida de forma plena, a vida também é aceita de forma plena. Esta aceitação faz com que os limites de estar vivo sejam inclusos em nossa maneira de pensar, ver e viver a vida. Ao fazer isso, abrem-se as opções da realidade e, apenas nela é que podemos ser livres. Encarar a morte, nos faz livres de toda a ilusão de sermos eternos. A pessoa iludida entenderá esta percepção como uma &#8220;redução&#8221; de opções, porém a verdade é que não temos as opções que não são possíveis. Em outras palavras: aquilo que não pode ocorrer não é uma opção, apenas uma ilusão.</p>
<p>Despertar desta ilusão coloca na mesa a realidade. Ela pode não ser tão &#8220;interessante&#8221;, quanto algumas ilusões, porém, ao ser real, nos dá força. A falta desta força é que muitas pessoas reclamam hoje em dia. Em um universo social que prega que &#8220;tudo é possível&#8221;, as pessoas tem se sentido mais enfraquecidas. Porque? Ora, acreditar em ilusões nos enfraquece, nos faz aceitar como possíveis escolhas impossíveis e isso apenas nos leva ao cansaço e frustração contínuos. Um belo motivo para perder as forças. No entanto, aqueles poucos que aceitam que &#8220;apenas o que é possível ocorre&#8221;, olham para a vida de forma mais calma e parcimoniosa. Com isso conseguem perceber o que realmente é essencial e trilhar seus caminhos com base nesta sabedoria. Encarar a morte, não nos faz apenas livres, nos faz sábios.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2017/11/24/ser-livre-e-encarar-a-morte/">Ser livre é encarar a morte</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2017/11/24/ser-livre-e-encarar-a-morte/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Protetores da mamãe</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2017/11/13/protetores-da-mamae/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2017/11/13/protetores-da-mamae/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Nov 2017 09:07:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião do outro]]></category>
		<category><![CDATA[pais e filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6800</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim&#8230; é minha mãe! &#8211; Eu sei. &#8211; Então, como que eu vou dizer para ela: &#8220;não&#8221;. &#8211; Eu me lembro de que na última sessão você disse algo sobre a separação deles, você se lembra? &#8211; Sim, que eu não entendo porque eles não se separam. Ela até pode viver sozinha ou &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2017/11/13/protetores-da-mamae/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Protetores da mamãe</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2017/11/13/protetores-da-mamae/">Protetores da mamãe</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim&#8230; é minha mãe!</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Então, como que eu vou dizer para ela: &#8220;não&#8221;.</p>
<p>&#8211; Eu me lembro de que na última sessão você disse algo sobre a separação deles, você se lembra?</p>
<p>&#8211; Sim, que eu não entendo porque eles não se separam. Ela até pode viver sozinha ou comigo se quiser, já falei isso para ela.</p>
<p>&#8211; Então&#8230; porque ela não se separa? Ela tem tudo o que precisa não tem?</p>
<p>&#8211; Essa pergunta parece pegadinha.</p>
<p>&#8211; E é. Ela tem tudo o que precisa.</p>
<p>&#8211; Ela só não quer?</p>
<p>&#8211; É.</p>
<p>&#8211; Porque Akim, não consigo entender.</p>
<p>&#8211; Consegue. Você não consegue aceitar.</p>
<p>&#8211; Porque ela escolheu meu pai&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os filhos sempre desejam servir à família. As crianças assumem fardos, culpas e obrigações por seus pais e irmãos porque os amam. Elas não tem outras referências e desejam pertencer ao grupo familiar. O amor, unido à estes elementos faz um &#8220;amar cego&#8221; e cria emaranhamentos fortes. Uma dinâmica comum são os &#8220;protetores da mamãe&#8221;.</p>
<p><span id="more-6800"></span></p>
<p>Filhos que protegem a mãe não evoluem. Esta frase dura precisa ser adequadamente entendida. Refere-se à uma dinâmica emocional e psicológica que coloca o filho como o protetor da mãe. Ora, se lhe cabe proteger a mãe, como ele poderá deixá-la? Como poderá &#8220;sair do ninho&#8221;? Não poderá. Esta é a verdade. A criança abdica de seu desenvolvimento para manter-se fiel à mãe protegendo-a contra o aquilo que julga lhe causar mal. A realidade deste &#8220;mal&#8221; ou a incapacidade da mãe em proteger-se são fatores que não são avaliados, ele se tornam inerentes à crença de que a mãe precisa ser protegida. A criança se arroga e se coloca acima da mãe e, muitas vezes, contra o pai.</p>
<p>Algumas vezes não e apenas a criança quem faz o movimento. A mãe também se coloca como vítima de sua própria vida e escolhas e deseja o filho como seu protetor. Desta forma o ciclo se fecha. Em geral, esta dinâmica traz o pai como vilão. Assim sendo, mãe e filhos precisam criar um &#8220;time&#8221; contra o pai. Aquele que protege a mãe precisa ferir e defendê-la do pai. Paradoxalmente, porém, a mãe deste tipo de dinâmica nunca deixa o convívio com o pai. Ela nunca se afasta. Mesmo em situações nas quais pode, financeiramente falando, se sustentar sozinha, ela permanece. Este dilema atordoa muitos filhos e filhas protetores. &#8220;Porque ela não se separa?&#8221;, me perguntam indignados. E ainda afirmam: &#8220;eu já disse que eles podem e até devem fazer isso&#8221;.</p>
<p>A pergunta traz à tona, de maneira disfarçada, a realidade oculta da relação entre os pais. O fato é que a busca da mãe deste tipo de dinâmica não é proteção, mas sim poder. Ela não deseja afastar-se do homem, deseja controlá-lo afim de que ele lhe sirva tal como quer. O controle e disputa pelo poder é o tema da relação entre eles. Nenhum dos dois cede, porém a mãe tenta trazer os filhos ao embate afim de &#8220;ganhar&#8221; a disputa. Obviamente, nenhum dos dois lado vence. O que ocorre é que o pai se afasta ainda mais, cria-se uma barreira de gelo entre a mãe e os filhos e o pai. As agressões podem ser tornar quentes ou frias, mas a distância se mantém. Paradoxalmente, esta distância é o que mantém a relação.</p>
<p>Assim sendo, os filhos protetores precisam ficar em guarda o tempo todo como guardiões dessa distância. Eles se intrometem no meio dos pais achando que vão mudar alguma coisa. Nunca o fazem. Com isso também não conseguem se desprender para viver a sua própria vida. O senso de culpa que guardam em segredo por atacar o pai os impede. Quando realizam a noção de que a mãe escolheu o pai e que é ela quem deve lidar com a relação, podem se libertar. A arrogância vivida até então se mostra em culpa por ter ido além de seu domínio como filho. Se a pessoa consegue assumir a culpa e sai do meio dos pais aceitando ambos como são e a relação deles tal como é, pode aceitar a vida que eles lhe deram. Com isso, pode partir.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2017/11/13/protetores-da-mamae/">Protetores da mamãe</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2017/11/13/protetores-da-mamae/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sobre deixar o passado morrer</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2017/09/15/sobre-deixar-o-passado-morrer/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2017/09/15/sobre-deixar-o-passado-morrer/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2017 11:03:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[confrontar]]></category>
		<category><![CDATA[Crises]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6779</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu quero esquecer. &#8211; Entendo você, mas é difícil fazer isso. Difícil apagar toda esta história da sua mente para sempre. &#8211; Mas o que eu faço então? Deixo isso assim? &#8211; Não sei, o que te parece &#8220;deixar isso assim&#8221;? &#8211; Horrível, fico lembrando dela, do que aconteceu entre nós&#8230; &#8211; E? &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2017/09/15/sobre-deixar-o-passado-morrer/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sobre deixar o passado morrer</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2017/09/15/sobre-deixar-o-passado-morrer/">Sobre deixar o passado morrer</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu quero esquecer.</p>
<p>&#8211; Entendo você, mas é difícil fazer isso. Difícil apagar toda esta história da sua mente para sempre.</p>
<p>&#8211; Mas o que eu faço então? Deixo isso assim?</p>
<p>&#8211; Não sei, o que te parece &#8220;deixar isso assim&#8221;?</p>
<p>&#8211; Horrível, fico lembrando dela, do que aconteceu entre nós&#8230;</p>
<p>&#8211; E?</p>
<p>&#8211; E? Como assim&#8230; &#8220;e&#8221;? É uma droga! porque eu não posso ter isso?</p>
<p>&#8211; Porque não.</p>
<p>&#8211; Mas eu quero ter!</p>
<p>&#8211; Entendo, mas não será possível. É difícil aceitar isso?</p>
<p>&#8211; É uma droga!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O passado tem sua importância para nós. Conhecer quem fomos é fundamental para nossa concepção de eu. O mesmo vale para aquilo que vivemos, as situações que, de uma forma ou de outra, nos moldaram. Porém, aceitar que o passado &#8220;foi&#8221;, se faz fundamental para &#8220;ir&#8221; adiante.</p>
<p><span id="more-6779"></span></p>
<p>Um dos pontos mais interessantes à respeito da memória é que, além de seletiva, ela também é esperta. A memória não é um retrato fiel daquilo que nos aconteceu. Assemelha-se mais à uma colcha de retalhos com os quais construímos uma narrativa que faça sentido para nós. Com o tempo, alguns detalhes somem, outros assumem uma importância maior e a história vai mudando de acordo com isso. Nossa capacidade de lembrar não serve para nos manter prisioneiros do passado, mas sim para nos capacitar a ir em direção ao futuro. A memória e seu conteúdo é muito mais plástica do que pensamos ser, assim sendo, a história que criamos a partir dela é de fundamental importância para nossa saúde psíquica.</p>
<p>O problema com o fim de algo é que, muitas vezes, não queremos seu fim. Embora pareça óbvio, na dinâmica emocional, isso se confunde com a necessidade de algo novo, raiva ou indiferença. Enquanto mantemos uma história que terminou ativa em nossa mente, a memória a deixa viva, nos faz coletar dados da realidade para corroborar nossa história, mesmo que inconscientemente. Este tipo de atitude é normal nos primeiros momentos do luto (&#8220;primeiros momentos&#8221; não faz uma referência temporal e sim processual, ou seja, em termos daquilo que ocorre antes e depois do evento). Quando mantida, no entanto, ela torna-se melancólica. A questão é que reagimos à melancolia, alguns lutando bravamente &#8220;não posso me entregar&#8221;, outros sucumbindo &#8220;não consigo mais viver&#8221;. Ambos são exageros da forma &#8211; e mantém o passado vivo.</p>
<p>Portanto, muitas vezes é importante aprender a abrir mão daquilo que se passou. Abir mão não é esquecer, mas sim, aceitar a perda de maneira integral. &#8220;Deixar o passado morrer&#8221;, como gosto de falar, é deixar o passado pertencer ao passado. Buscar tornar o passado presente é uma maneira de tirar sua dignidade. Afinal, tudo o que é vivo, mais cedo ou mais tarde, morre. Aceitar a passagem do tempo, a perda daquilo que foi bom e importante é honrar de forma digna aquilo que foi. A tentativa de manter o passado vivo é a recusa em aceitar que a vida passou e continua sem aquilo que aconteceu, isso não dignifica os momentos vividos, pois os transforma em marcos definitivos da vida.</p>
<p>Ao permitir que o passado lá fique, assumimos a passagem do tempo e o fato de que permanecemos vivos. Embora a dor da perda seja difícil em ser superada, a emoção de sentir-se vivo apesar de tudo é muito mais complexa de ser sentida. A noção de que é possível ser feliz novamente, amedronta muito mais do que a percepção de nunca mais ser feliz. Esta leva à morte e todos sabemos que morreremos um dia, passamos, apenas a querer antecipar o momento. A primeira, nos faz olhar para a vida e entender que ela pode ser ainda mais surpreendente do que já foi. Como dizer que um momento mágico e maravilhoso, ao longo do tempo, apenas cedeu lugar para um ainda mais maravilhoso?</p>
<p>O importante, nesse momento, é a vida. Se concebemos a vida, torna-se fácil se desapegar daquilo que foi. Manter-se vivo também é estar diante das surpresas da vida. Não sabemos o que ela nos reserva, porém sabemos que há algo reservado. Quando deixamos o passado morrer, nos levantamos e podemos olhar o horizonte. Olhamos e sentimos esperança, desejo e medo. Tudo aquilo que já vivemos antes, sabemos que poderemos viver novamente. Deixar o passado morrer significa dizer &#8220;sim, vou viver isso novamente&#8221; e ir. Quem fica, morre com o passado. Quem vai, deixa seu passado e vive o futuro, que mais tarde torna-se um novo passado.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2017/09/15/sobre-deixar-o-passado-morrer/">Sobre deixar o passado morrer</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2017/09/15/sobre-deixar-o-passado-morrer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
