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	<title>Arquivos Perfeccionismo - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Se não posso dizer adeus, não posso voar</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2021 22:30:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar. &#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir. &#8211; Tem diferença é? &#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece? &#8211; Eu fico meio mal na verdade. &#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Se não posso dizer adeus, não posso voar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar.</p>
<p>&#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir.</p>
<p>&#8211; Tem diferença é?</p>
<p>&#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece?</p>
<p>&#8211; Eu fico meio mal na verdade.</p>
<p>&#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, sustenta-se sozinha.</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; mas é difícil dizer adeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há um preço a ser pago para crescer. Muitos, no entanto, querem crescer sem pagar o preço, acreditam que é um &#8220;direito&#8221;. Por este motivo muitas que tentam sair  de casa não conseguem. Outros nem sequer conseguem se conectar com a energia do crescimento, e por este motivo mantém-se pequenos. Fatores emocionais, psicológicos e familiares estão por detrás desta dinâmica.</p>
<p><span id="more-6743"></span></p>
<p>Um dos fatores que contribui para este cenário é o comodismo. Crescer é uma atitude incômoda, pois nos coloca no limite do nosso conhecimento e competências. A famosa cena da águia que joga seu filhote ninho abaixo revela o que é crescer: enfrentar os requisitos necessários para se manter vivo. Isso incomoda, angustia e nem sempre as pessoas estão prontas para deixar o calor do ninho. Ao comodismo, somam-se pais cada vez mais dependentes dos filhos que não conseguem incentivar o desejo pelo crescimento.</p>
<p>Outro fator se refere à inteligência emocional. Como já disse, crescer é uma atividade que envolve muitas emoções &#8220;negativas&#8221; como frustração, ansiedade e angústia. As pessoas que tendem a não conseguir (e/ou querer) lidar com estas emoções não saem de casa. Tornar-se adulto envolve lidar com suas emoções. Suportar estados emocionais contraditórios, saber acessar emoções positivas e lidar com as negativas é uma tarefa que faz parte de &#8220;sustentar-se&#8221;. Aqueles que se acomodam em lidar com sentimentos de terceiros ao invés dos seus, que sempre precisam de apoio e não querem responsabilizar-se por suas respostas emocionais não saem de casa.</p>
<p>Algumas pessoas desejam sair, mas não se permitem. Este é outro tipo de dinâmica. Sentimentos de culpa são comuns nesse tipo de situação. É quando a pessoa possui as capacidades para alçar seus vôos, mas sente-se, de alguma maneira, presa à família. Uma dinâmica familiar típica são pais dependentes do papel de pais. O casal com problemas, muitas vezes sobrecarrega a função paternal sobre a marital. Quando os filhos podem alçar vôos tendem a reprimir ou intervir afim de que o filho saia de casa, o desejo deles é não ter que lidar com seus problemas. O filho, de outro lado, assume o papel de protetor dos pais e não sai.</p>
<p>Cada vez mais típica em nossa cultura, esta dinâmica traz muitos problemas para todos os envolvidos. O filho, termina no papel de pai dos pais, afinal de contas, os protege. Ao mesmo tempo, sente-se deslocado, pois os pais não o obedecem, afinal de contas, são pais. Estes sentem-se cobrados pelos filhos que desejam que eles sejam diferentes, ao mesmo tempo em que sentem medo dos filhos irem embora. A situação vira um cabo de guerra e ninguém consegue direcionar esta energia para algo, de fato, construtivo.</p>
<p>Ao filho, por fim, cabe dizer adeus. Aprender a deixar os pais com os seus problemas ao invés de buscar resolvê-los. Por incrível que pareça esta é uma atitude humilde, pois o filho se coloca no seu devido lugar e deixa seus pais no deles. Aos pais cabe aprender a dizer adeus. Reconhecer seus problemas e permitir ao filho sair de cena é fundamental para que o casal enquanto marido e mulher possa ter uma chance de se resolver. Por fim, cabe à ambos dizer &#8220;eu te amo&#8221;. Os pais abençoarem a saída do filho é fundamental ao filho reconhecer e amar os pais tal como são também. Apenas com estes atos este tipo de dinâmica encontra novo equilíbrio.</p>
<p>Abraço</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Existe auto imagem &#8220;positiva demais&#8221;?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/03/existe-auto-imagem-positiva-demais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2021 21:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim&#8230;eu não consigo deixar de fazer isso. &#8211; Para que serve isso? &#8211; Eu não sei, não consigo confiar muito em ninguém. &#8211; Como se as pessoas não fossem capazes de fazer o que você faz? &#8211; Algo assim. &#8211; Isso te coloca num patamar muito elevado não é? &#8211; Pois é&#8230; &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/03/existe-auto-imagem-positiva-demais/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Existe auto imagem &#8220;positiva demais&#8221;?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim&#8230;eu não consigo deixar de fazer isso.</p>
<p>&#8211; Para que serve isso?</p>
<p>&#8211; Eu não sei, não consigo confiar muito em ninguém.</p>
<p>&#8211; Como se as pessoas não fossem capazes de fazer o que você faz?</p>
<p>&#8211; Algo assim.</p>
<p>&#8211; Isso te coloca num patamar muito elevado não é?</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230;</p>
<p>&#8211; Mas também te deixa  muito solitário&#8230; deve ser triste não se permitir confiar em ninguém.</p>
<p>&#8211; E é&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em resumo, sim. Existe auto imagem &#8220;positiva demais&#8221;, ou seja, irrealista. Nesse sentido ela pode prejudica sua saúde mental assim como sua auto estima, entenda porque.</p>
<p><span id="more-6342"></span></p>
<p>É importante compreender qual é a função da auto imagem. Ela serve como base para avaliarmos nosso comportamento, se estamos nos dando bem ou não em nossas vidas e para alimentar nossa auto estima. A auto imagem, possui uma função de sustentação do eu, portanto, ela não pode estar distante da realidade. Por mais estranho que possa soar, quanto mais a auto imagem é objetiva, melhor.</p>
<p>A foto que coloquei no início do post ilustra bem o fato. Não ajuda em nada ter uma auto imagem que seja distorcida e distante do real. Esse artifício, inclusive, é empregue por quase todas as pessoas que tem problemas crônicos de saúde oriundos de comportamentos inadequados. Todas elas tem uma auto imagem de saúde inabalável, logo, concluem que nenhum comportamento que tem ou deixam de ter poderá influenciar isso. Pessoas com uma auto imagem de saúde mais realista, compreendem que determinados comportamentos geram mais ou menos saúde.</p>
<p>Auto imagem nos diz quem somos. Se ela for uma auto imagem muito &#8220;endeusada&#8221; irá nos causar mal visto que nos tornará negligentes ao que fazemos. Se eu sou um deus, não preciso me preocupar com a maneira que falo, por exemplo, as pessoas é quem me devem respeito e não o contrário. Não é necessário dizer quanto isso será prejudicial para a pessoa.</p>
<p>A cultura da auto ajuda deturpou a noção de auto imagem ao afirmar que você tem que ver só o que é positivo em você, ou que deve ser ver melhor do que é. Isso não funciona, o que vejo na prática são pessoas que terminam, na melhor das hipóteses, se cobrando muito mais do que conseguem realizar e, na pior, deprimindo ao ver que não conseguirão atingir seu &#8220;ideal de eu&#8221;.</p>
<p>Auto imagem &#8220;positiva&#8221; não é uma boa auto imagem, sempre insisto nesse tema. A &#8220;boa&#8221; auto estima sempre reflete a verdade. A verdade, como sabemos, nem sempre é prazerosa, mas, ainda assim, é libertadora. Quando nos vemos melhores do que somos, passamos a nos cobrar de maneira semelhante e isso nos prejudica.</p>
<p>Em termos de cultura, esse tem sido um efeito adverso das campanhas de auto estima. Hoje em dia as pessoas não buscam felicidade, se cobram, afinal de contas todos somos muito maravilhosos para não sentir felicidade o tempo todo não é? Este pensamento tem deixado muitas pessoas confusas em relação a sentimentos muito comuns como falta de motivação ou tédio. Ao sentirem isso acreditam que algo está errado &#8220;com elas&#8221;, visto que em sua auto imagem não há lugar para o tédio ou falta de motivação. Porém idealizar alguém assim é irrealista e perigoso, sem contar que estamos idealizando alguma coisa que não é, de fato, humana.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/09/03/existe-auto-imagem-positiva-demais/">Existe auto imagem &#8220;positiva demais&#8221;?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
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		<item>
		<title>Porque eu minto para eu mesmo?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/05/05/porque-eu-minto-para-eu-mesmo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 May 2021 22:00:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí terminei o curso por causa disso sabe? &#8211; &#8220;Terminou&#8221; o curso? Você desistiu, não foi? &#8211; Sim, sim&#8230; terminei foi jeito de dizer. &#8211; Hum&#8230; (silêncio) &#8211; É que&#8230; sei lá&#8230; acho que eu tenho mais coisas para dizer. &#8211; Diga. &#8211; Eu terminei com a minha namorada. &#8211; Ah é? Isso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/05/05/porque-eu-minto-para-eu-mesmo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Porque eu minto para eu mesmo?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí terminei o curso por causa disso sabe?</p>
<p>&#8211; &#8220;Terminou&#8221; o curso? Você desistiu, não foi?</p>
<p>&#8211; Sim, sim&#8230; terminei foi jeito de dizer.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; (silêncio)</p>
<p>&#8211; É que&#8230; sei lá&#8230; acho que eu tenho mais coisas para dizer.</p>
<p>&#8211; Diga.</p>
<p>&#8211; Eu terminei com a minha namorada.</p>
<p>&#8211; Ah é? Isso tem algo a ver com ter &#8220;terminado&#8221; o curso?</p>
<p>&#8211; Tipo&#8230; sim&#8230; sei lá&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quantas vezes você já disse algo que sabia que era mentira, mas, ainda assim, precisou dizer? Pior: a mentira não visava enganar ninguém, porque o tema era inócuo, apenas uma forma de mentir para você mesmo? Porque fazemos isso, porque nos enganamos?</p>
<p><span id="more-6227"></span></p>
<p>A verdade traz consequências. Nem sempre essas consequências são aquelas que queremos lidar, sabemos lidar ou que, simplesmente, gostaríamos que fossem. Ao contrário do que se diz, nem sempre tememos a verdade, muitas vezes o que é temido são as possíveis consequências dela. Coloco este fato, por perceber nos atendimento que as pessoas mantém a verdade &#8220;dentro delas&#8221;. Em outras palavras: nós sabemos da verdade, mas não dizemos a verdade.</p>
<p>Dizer implica em se comprometer. O compromisso com aquilo que falamos (seja verdade ou mentira) é o verdadeiro teste de qualquer convicção. Quando sabemos o que fazer com aquilo que é dito, em geral, é mais fácil assumir a verdade. Quando não sabemos é mais complicado. Quando se teme as consequências, é mais comum ocultar, nos enganar ou mentir.</p>
<p>A auto imagem também influencia nossa decisão sobre nos enganar. Quando alguém cria para si a auto imagem de uma pessoa inteligente, ela poderá ter dificuldades em dizer que não sabe de algo. Quando confrontada com sua falta de saber, ela poderá criar uma verborréia apenas para enrolar os outros. Esta enrolação é uma forma de mentir para si, pelo fato de não corresponder com a verdade que é: cheguei no limite do meu conhecimento.</p>
<p>Essa atitude de preferir o conformismo da mentira ao incômodo da verdade envolve uma disposição em auto confrontar-se. É comum que o ser humano se flagre em mentiras auto gestadas. Ter 100% de coerência é algo que está vetado à condição humana de perpétuo ajuste e eterna mudança. Assim sendo há necessidade em conseguir suportar o fato de que não sabemos tudo sobre nós, embora sejamos a única fonte capaz de sabê-lo.</p>
<p>O auto engano é doloroso não apenas em relação ao conteúdo da mentira que nos contamos e das consequências que ela pode nos trazer. Ela marca nossa pessoa ao nos confrontar com o fato de que não sabemos tudo de nós mesmos. Este fato é muito doloroso e causa temor: se eu não sei tudo de mim, como posso confiar em mim? Essa dúvida é o que nos faz, muitas vezes, mentir para nós mesmos.</p>
<p>Então, o melhor a fazer em relação ao auto engano é praticar o desapego com a necessidade de estar certo sobre si o tempo todo. Como diz o ditado romano: na guerra, deixe espaço para o infortúnio. Na vida, deixe espaço para descobrir algo sobre você que você nem sequer sonha. Deixe espaço para se encontrar com um pedaço seu que foi deixado para trás ou algum pedaço novo que você ainda desconhece e que já te influencia.</p>
<p>Esta atividade nos faz um pouco mais humanos em relação à nós mesmos ao deixar de exigir a perfeição. Com isso, podemos reconhecer aquilo que é estranho, obscuros e até mesmo indizível. Esse ato nos faz temer menos ou até mesmo estimular curiosidade em relação à estas partes nossas. Com isso, podemos parar de mentir e nos enganar para começar a nos conhecer.</p>
<p>Abraço</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mas eu não tenho nenhum grande problema</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/03/22/mas-eu-nao-tenho-nenhum-grande-problema/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 11:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[incapacidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Perfeccionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas a minha relação com meus pais é boa Akim. &#8211; Imagino, você sempre relata que gosta muito deles. &#8211; Então o que você fica insistindo nisso? &#8211; Porque existe uma questão sua com eles sobre este tema. &#8211; Mas a gente não tem nenhum problema grande Akim! &#8211; Claro que não, problemas não &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/03/22/mas-eu-nao-tenho-nenhum-grande-problema/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Mas eu não tenho nenhum grande problema</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas a minha relação com meus pais é boa Akim.</p>
<p>&#8211; Imagino, você sempre relata que gosta muito deles.</p>
<p>&#8211; Então o que você fica insistindo nisso?</p>
<p>&#8211; Porque existe uma questão sua com eles sobre este tema.</p>
<p>&#8211; Mas a gente não tem nenhum problema grande Akim!</p>
<p>&#8211; Claro que não, problemas não precisam ser grandes, precisam?</p>
<p>Muitas pessoas acreditam que um &#8220;problema&#8221; tem que ser algo grandioso ou que aquilo que as incomoda tem uma origem muito nefasta ou então não estariam em terapia. A questão é que os problemas que temos não precisam assumir formas dramáticas para que atrapalhem a nossa vida e também não precisam atrapalhar nossa vida ao ponto de torná-la insuportável para existirem.</p>
<p><span id="more-7836"></span></p>
<p>O ponto é que muitas vezes, as pessoas que insistem na ideia &#8220;não tenho grandes problemas&#8221;, simplesmente não querem falar sobre nada que está dando errado, ou então já possuem uma ideia pré concebida sobre o porque algum aspecto de sua vida não está dando certo, neste caso, desejam do terapeuta uma confirmação sobre sua hipótese. A compreensão de que os problemas precisam ser grandes é, em vários casos, uma  defesa contra a própria ideia de que talvez elas tenham algum tipo de problema.</p>
<p>Esta caso comum é quando a pessoa possui um ideal de perfeição ou, então, a noção de que ela é muito boa. O contrário também pode ocorrer como quando a pessoa sente muitos problemas e angústias, mas não deseja olhar para isso. Nestas dinâmicas é possível que ela crie uma imagem muita dramática de &#8220;pessoas com problemas&#8221; e, obviamente, não se identifique com elas. Mutias dessas imagens podem chegar até a serem irrealistas, de modo que ela não poderá mesmo se identificar com isso.</p>
<p>Assim sendo, o caso é compreender que os problemas, de fato, não precisam ser &#8220;grandes&#8221;. Na verdade na maior parte das vezes não são. Tratam-se de relações comuns que simplesmente geram efeitos e estes, em algum momento, podem nos atrapalhar. Quando a pessoa deseja ou percebe que seu modo de viver lhe atrapalha, ela deseja a mudança. Há medo em dizer &#8220;tenho um problema&#8221;, pode-se dizer: &#8220;quero uma mudança&#8221;. O ponto é que assumir aquilo que atrapalha é um fator estressante e que causa medo e ansiedade para a pessoa.</p>
<p>Compreender isso, nos ajuda a entender que não adianta insistir em mostrar que a pessoa possui algum problema, mas sim ir mostrando aos poucos aquilo que realmente aparece. Uma mistura entre mostrar e afastar é necessária para a pessoa conseguir superar o medo que ela tem da imagem de &#8220;pessoa problemática&#8221;. Se ela assume que tem algum problema para tratar fará uma análise tão negativa de si mesma que ela não conseguirá suportar. Assim sendo mostramos algo e mostramos o quanto isso é &#8220;normal&#8221;, e que mesmo assim ela pode querer mudar isso.</p>
<p>De certa forma este tipo de demanda também possui questões culturais bem presentes. O preconceito mais comum é em relação à depressão que é entendida como &#8220;frescura&#8221; por muitas pessoas ou &#8220;falta do que fazer&#8221;. Assim, a pessoa, sem perceber, assume para si este preconceito contra dificuldades emocionais e psicológicas e tende a não conseguir enxergar isso em si, tentando desesperadamente fazer com que tudo se torne uma questão de lógica, um problema a ser resolvido com a razão.</p>
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		<title>Queria não me importar</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/03/19/queria-nao-me-importar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2021 11:00:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Esta situação é muito difícil para mim. &#8211; Sim, eu sei. O que você quer trabalhar sobre essa situação? &#8211; Eu gostaria de poder não me importar com isso, sabe? &#8211; Sim, imagino. Qual seria a consequência disso? &#8211; Eu não estaria mal desse jeito. &#8211; Sim, e o que mais você &#8220;não estaria&#8221;? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/03/19/queria-nao-me-importar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Queria não me importar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Esta situação é muito difícil para mim.</p>
<p>&#8211; Sim, eu sei. O que você quer trabalhar sobre essa situação?</p>
<p>&#8211; Eu gostaria de poder não me importar com isso, sabe?</p>
<p>&#8211; Sim, imagino. Qual seria a consequência disso?</p>
<p>&#8211; Eu não estaria mal desse jeito.</p>
<p>&#8211; Sim, e o que mais você &#8220;não estaria&#8221;?</p>
<p>&#8211; Não entendi.</p>
<p>&#8211; Por exemplo, será que é possível não se importar apenas com a situação e continuar se importando com as pessoas envolvidas?</p>
<p>&#8211; Acho que não&#8230; porque eu só me importo com a situação porque me importo com elas.</p>
<p>&#8211; Precisamente e você acredita que seria bom para você não se importar com elas?</p>
<p>&#8211; Bem, eu não ia sofrer isso ia?</p>
<p>&#8211; Não, mas também não teria essas relações, teria?</p>
<p>&#8211; É verdade&#8230;</p>
<p>O desejo de ignorar algo parte do suposto de que se eu ignorasse, não sofreria. Portanto, não trata de um desejo genuíno em não se importar com algo, mas sim em não sentir a dor emocional. A esquiva emocional, no entanto, não traz consequências boas à longo prazo, fazendo os problemas aumentarem ao invés de diminuírem.</p>
<p><span id="more-7831"></span></p>
<p>O ato de ignorar só pode ocorrer verdadeiramente quando a pessoa nem sequer se atenta aos fatos. Ou seja, só ignoramos algo quando não sabemos dele, quando, verdadeiramente ele nem sequer chegou à nossa consciência ou percepção. A partir do momento que percebemos algo e temos consciência disso, produzimos algum tipo de sentimento ou sensação. Tentar &#8220;ignorar&#8221; é a busca de reprimir o sentimento ou sensação e moderar o comportamento com base nessa supressão. Porém isso apenas dobra o trabalho da pessoa: ela sente algo e precisa fingir que sente outra coisa.</p>
<p>O ponto, como disse acima, é a tentativa de suprimir emoções. Quando não queremos nos importar com algo que nos importamos, é porque sentimos algo desagradável com isso. Porém ir em direção da emoção é exatamente aquilo que vai nos ajudar na situação. As emoções nos trazem informações sobre a nossa relação com aquilo que estamos vivendo, com base nisso é que é possível encontrar possíveis soluções para as situações pelas quais passamos.</p>
<p>Aprender a se importar de uma maneira nova, por exemplo, ou, então, aprender a ter novos comportamentos em relação aquilo ou aqueles com quem nos importamos é uma forma de lidar com a situação. Muitas pessoas, por exemplo, acreditam que se elas se importam, elas tem que &#8220;resolver a situação&#8221;. Muitas vezes não nos é possível resolver uma situação mesmo que nos importemos muito com ela. Nesse caso é necessário aprender a reagir de uma outra maneira, reconhecendo nossos limites.</p>
<p>Neste tipo de caso, podemos pensar: o que eu posso fazer já que não posso resolver a situação? Talvez seja possível, simplesmente, mostrar empatia com ela &#8211; e muitas vezes isso é mais que suficiente. O ato de nos importarmos significa que algo é importante para nós de alguma maneira. Assim sendo também é interessante se perguntar de que maneira aquilo que lhe incomoda é importante para você. É comum que algo tenha sido importante e não seja mais, porém, pela história acabamos mantendo algo como importante para nós.</p>
<p>Por fim, muitas vezes, a solução para algo que nos incomoda é aprender a nos frustrarmos e decepcionarmos. É interessante que muitas pessoas, especialmente em relações, tentam fazer com que o outro mude ao invés de se frustrar. A frustração especialmente quando é expressa de forma adequada pode ser um &#8220;antídoto&#8221; muito melhor que a tentativa de mudança do outro. Porque ela cessa a &#8220;luta para fazer o outro mudar&#8221; e acessa a realidade do que a relação realmente é capaz de sustentar. Com isso a relação fica mais real e os ajustes possíveis podem ocorrer.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Gente perfeita não muda</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/01/27/gente-perfeita-nao-muda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2021 11:00:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não sei como fazer isso! &#8211; Você não quer, é diferente. &#8211; Como não quero? Olhe só o que isso me causou. &#8211; Sim, eu sei que você sabe da dor que isso te traz, mas saber que você está &#8220;errando&#8221; é diferente, você não acha que está errando. &#8211; Eu não &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/01/27/gente-perfeita-nao-muda/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Gente perfeita não muda</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não sei como fazer isso!</p>
<p>&#8211; Você não quer, é diferente.</p>
<p>&#8211; Como não quero? Olhe só o que isso me causou.</p>
<p>&#8211; Sim, eu sei que você sabe da dor que isso te traz, mas saber que você está &#8220;errando&#8221; é diferente, você não acha que está errando.</p>
<p>&#8211; Eu não sei&#8230; é que ela poderia&#8230; sei lá.</p>
<p>&#8211; Vê? Neste ponto, você sempre dá um passo para trás. Diga: &#8220;eu sei que errei com ela&#8221; e me diga como se sente.</p>
<p>&#8211; Preciso dizer isso?</p>
<p>&#8211; Se você realmente não vê problemas em assumir seu erro, nem me parece uma tarefa difícil. Mas me diga: o que sentiu quando te pedi para fazer isso?</p>
<p>&#8211; Como se fosse um nojo&#8230; tipo: pra que?</p>
<p>&#8211; Nojo, isso, ou seja, um sentimento de dizer aquilo é algo &#8220;tóxico&#8221;, não?</p>
<p>&#8211; Algo assim.</p>
<p>&#8211; Então você considera dizer: &#8220;sei que errei&#8221; algo tóxico?</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230;</p>
<p>&#8211; E me diz que quer mudar isso?</p>
<p>&#8211; Ai&#8230; é difícil&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A busca pela perfeição é uma corrida inglória. Em primeiro lugar porque não é possível, em segundo, porque ela nunca possui uma imagem concreta definida (o que é ser perfeito, afinal?) e em terceiro lugar porque nos coloca longe de sermos o que realmente somos: humanos.</p>
<p><span id="more-7521"></span></p>
<p>E enquanto tal, erramos muito. Muito mesmo, e talvez, por causa disso é que nós tenhamos evoluído tanto. Ao perceber nossas inúmeras necessidades criamos ferramentas e estruturas que nos ajudam, ao perceber nossos limites criamos formas de ir além deles e ao perceber nossa impotência diante de muitos fatos do mundo, aprendemos a nos enlutar. Os seres humanos não apenas olham para suas necessidades e limites, como criam formas de ir além deles. Os perfeitos não fazem isso.</p>
<p>E porque fariam? Afinal são perfeitos. Se alguém assume esta identidade, porque irá se preocupar com seus limites? Ele provavelmente não pensa que os tem, ou então se dá o luxo de negá-los. O perfeito não muda e nem evolui porque é perfeito, assim sendo, para que precisaria mudar ou evoluir? A premissa da perfeição, no entanto, oculta um medo muito grande de errar, incapacidade de lidar com a realidade e com a frustração além de expectativas muito irrealistas.</p>
<p>A perfeição, então, não é uma característica, ela assume, na verdade, a função de um mecanismo de defesa. Defende a pessoa contra o real, ou seja, a possibilidade de ser &#8220;não amada&#8221;, reprovada, de não pertencer à determinado grupo. O desejo de perfeição, quase sempre tem por detrás este componente: o desejo de ser aceito e amado por todos. Um desejo, deveras infantil, mas que se mantém com a promessa de um &#8220;trabalho bem feito&#8221;.</p>
<p>Seja um trabalho bem feito, uma personalidade boa, uma conduta assertiva, a promessa e o desejo da perfeição mostram estes limites inadequados oriundos de uma mente infantil. Ora, a criança acredita que é possível ser amada por todos, ela não reconhece os limites do afeto ou do pertencimento à um grupo. O medo de que a exclusão seja algo possível também reflete a insegurança em pertencer ao grupo que já pertence. Assim, o perfeito nunca está realmente em paz consigo.</p>
<p>A perfeição precisa ceder lugar à realidade. Este movimento doloroso para o perfeito, mostra um mundo muito maior também. Embora a exclusão seja possível, a inclusão também é. O perfeito crê que precisa ser aceito por todos, o humano se &#8220;contenta&#8221; com aqueles que ama. Com isso, o mundo assume contornos mais realistas e a pessoa consegue, então na realidade ao invés de viver na fantasia da busca da aprovação universal.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mas comigo não funciona!</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/01/20/mas-comigo-nao-funciona/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2021 11:12:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas só comigo que não dá certo! &#8211; O que acontece? &#8211; Eu fiz como falamos, mas na hora não deu certo. E eu sei que fiz tudo certo. &#8211; Entendo, qual foi o resultado? &#8211; Ah, minha mãe ao invés de me ouvir ficou reclamando de mim. &#8211; Sim. E como você se &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/01/20/mas-comigo-nao-funciona/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Mas comigo não funciona!</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas só comigo que não dá certo!</p>
<p>&#8211; O que acontece?</p>
<p>&#8211; Eu fiz como falamos, mas na hora não deu certo. E eu sei que fiz tudo certo.</p>
<p>&#8211; Entendo, qual foi o resultado?</p>
<p>&#8211; Ah, minha mãe ao invés de me ouvir ficou reclamando de mim.</p>
<p>&#8211; Sim. E como você se sentiu com isso?</p>
<p>&#8211; Me senti rejeitado, como sempre.</p>
<p>&#8211; Perfeito, o que será que temos que trabalhar ainda mais para melhorar a comunicação?</p>
<p>&#8211; Ah não sei&#8230; não entendo porque ela não consegue me ouvir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A comunicação humana é um fenômenos muito complexo. Em geral, atribuímos imenso valor às palavras, acreditando que tudo o que precisamos é uma boa dose de lógica, palavras &#8220;certas&#8221; e argumentos bem montados. Porém inúmeros pesquisadores já demonstraram um fato: na comunicação o que realmente manda são as emoções.</p>
<p><span id="more-7584"></span></p>
<p>Este é um dos motivos pelos quais tantas pessoas munidas &#8211; de fato &#8211; com ótimos argumentos, frases bem estruturadas e uma ótima intenção não conseguem &#8220;convencer&#8221; alguém sobre algum argumento. Ocorre que existe, sempre, um fator emocional envolvido ao qual quase nunca prestamos atenção. Este é um fator tão sutil que não é levado em conta, porém sua presença determina algo que a lógica não percebe: o tom com o qual conversamos com alguém.</p>
<p>Este &#8220;tom&#8221; é experienciado na vocalização da palavra, nos gestos que a pessoa faz ou não faz e, principalmente, na expectativa inconsciente do resultado daquela comunicação. Um cliente com quem trabalhei era uma ótima pessoa, com ideias muito boas que eram sempre batidas por um &#8220;adversário&#8221; no local onde ele tinha emprego. Meu cliente, embora tivesse boas ideias, tinha outro fator: ele desejava desesperadamente aprovação de suas ideias. Na comunicação com seus pares, este desejo acabava criando uma sensação de desconfiança em relação ao que meu cliente dizia.</p>
<p>Soube disso porque assim que ele aprendeu a tomar conta de seu desejo por aprovação, mudou sua maneira da falar. Agora ele não queria mais que seus colegas aceitassem e aprovassem sua ideia. Ele se dirigia à essas pessoas detentor de um conhecimento e realmente convicto de que o caminho a seguir era aquele que ele apresentava. Não tinha mais as dúvidas oriundas da necessidade de aprovação. Seus colegas começaram a dizer isso para ele: &#8220;agora dá para sentir firmeza no que você fala&#8221;.</p>
<p>&#8220;Sentir firmeza&#8221;, ora, isso nada tem a ver com as ideias &#8211; que  eram as mesmas do começo ao fim da terapia dele &#8211; mas sim com este sentimento interno que meu cliente tinha sobre si. Ele era uma boa pessoa e queria que os outros vissem isso nele. Quando conseguiu aceitar-se como uma boa pessoa e fazer coisas boas para si, conseguiu, enfim dar outra ênfase à sua maneira de se comunicar. Então veja que não é um processo de &#8220;me diga como faz para ter esse jeito de falar&#8221;, mas, sim, uma verdadeira mudança de atitude interna em relação à quem você é.</p>
<p>Muitas pessoas que &#8220;não dão certo&#8221; possuem exatamente esse problema. Não se trata de uma competência a qual elas buscam desesperadamente fora de si, mas sim, de perceber a fragilidade interna que já possuem e de aprender a cuidar disso. Este cuidado permite que elas sintam-se seguras em relação à quem são e com isso a comunicação muda. Nem é preciso esforço em mudar palavras, porque o que realmente importa, neste caso, é a emoção com a qual as palavras são ditas.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>A força que vem da impotência</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/12/28/a-forca-que-vem-da-impotencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 10:00:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei. &#8211; Sabe sim. Mas teme isso. &#8211; Porque? &#8211; Você sabe. Se parar de tentar arrumar a vida deles, o que acontece com você? &#8211; Vou ter que cuidar da minha. &#8211; Percebe que diz isso com um tom triste? &#8211; Sim. &#8211; Essa tristeza é algo de que você foge. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/12/28/a-forca-que-vem-da-impotencia/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A força que vem da impotência</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei.</p>
<p>&#8211; Sabe sim. Mas teme isso.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Você sabe. Se parar de tentar arrumar a vida deles, o que acontece com você?</p>
<p>&#8211; Vou ter que cuidar da minha.</p>
<p>&#8211; Percebe que diz isso com um tom triste?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Essa tristeza é algo de que você foge. Que tal aceitar isso?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos ser fortes e potentes, &#8220;dar conta&#8221; de tudo o que aparecer na nossa frente. Porém, a realidade humana é muito diferente desse desejo. A onipotência não é uma característica humana, logo, é impossível estar &#8220;preparado para tudo&#8221;. A impotência, embora odiada, é parte fundamental da experiência humana, aprender a aceitá-la, por incrível que pareça, nos dá grande força.</p>
<p><span id="more-7501"></span></p>
<p>O grande problema com o desejo de onipotência é que ele não foca algumas questões importantes, fundamentais à experiência humana e de solução de problemas, por exemplo: este é um problema que eu devo resolver? Eu tenho tudo o que preciso para resolver esse problema? Eu quero resolver isso? Estas perguntas ficam respondidas com um imperativo: &#8220;você tem que&#8221; ou &#8220;você deve&#8221;. Então a pessoa acredita que precisa dar conta de alguma coisa, mesmo sem se fazer essas perguntas tão importantes.</p>
<p>A impotência é um sentimento importante porque nos alerta para nossos limites. Hoje em dia não gostamos dessa palavra porque também não gostamos de limites. Buscamos negar algo básico em nossa condição existencial que é ser limitado. Porém, quando aceitamos a impotência, ou seja, quando percebemos que temos limites, algo novo se abre para nós. As frases &#8220;você tem que&#8221; e &#8220;você deve&#8221; perdem seu valor. O foco da mente muda daquilo que é impossível para aquilo que é possível. E aí encontramos força.</p>
<p>É paradoxal, mas verdadeiro. O encontro com a impotência também nos empresta força. Isso ocorre por causa de uma ilusão que criamos em nossa mente. Nesta ilusão, somos capazes de fazer aquilo que não somos ou que nem sequer nos cabe como arrumar o destino dos pais, ou mudar o pensamento de outra pessoa. Achamos que temos uma força que não temos, esta é a ilusão. Ao sentir a impotência, vemos a ilusão e podemos compreendê-la. Ao ver a ilusão, ganhamos a realidade e com ela, nossa verdadeira força, dentro dos nossos verdadeiros limites.</p>
<p>Isso não tem nada a ver com estagnar-se. Aceitar nossos limites e impotência não e sinônimo de estagnação. Pelo contrário, vejo pessoas que passam anos estagnadas buscando serem algo que não são. Apenas quando aceitamos nossos limites é que podemos evoluir e crescer, justamente porque percebemos onde podemos agir e o quanto podemos agir. Não nos cabe uma evolução infinita, apenas evoluir dentro daquilo que podemos evoluir. Reconhecer isso é, também, reconhecer o sentido de nossa vida. Você quer evoluir &#8220;tudo o que há para evoluir&#8221; ou evoluir aquilo que dá sentido à sua vida? São coisas bem diferentes.</p>
<p>Então, ao tomar para nós a impotência, também tomamos a vida com limites e com a força que vem destes limites. A impotência nos dá a força dentro do que podemos. Muitas vezes isso pode ser doloroso, como perceber-se incapaz de mudar a doença de alguém e apenas acompanhar esta pessoa para a morte. Em outros casos, libertador, como quando deixamos os pais viverem o destino deles sem nos responsabilizar mais por isso e em outros casos isso nos lembra do sentido de nossas vidas, como quando deixamos para trás responsabilidades que assumimos pelos outros e pela sociedade.</p>
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		<title>A relação começa com a frustração</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2020 10:00:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei Akim, não vejo mais que é uma boa ficar na relação&#8230; estou frustrado. &#8211; Sim, assim como nas duas últimas relações, percebe? &#8211; Você falou isso da última vez, o que vê de tão igual? &#8211; Acabou a relação ou o que acabou é a paixão? &#8211; Ah&#8230; agora ela reclama &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/12/23/a-relacao-comeca-com-a-frustracao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A relação começa com a frustração</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei Akim, não vejo mais que é uma boa ficar na relação&#8230; estou frustrado.</p>
<p>&#8211; Sim, assim como nas duas últimas relações, percebe?</p>
<p>&#8211; Você falou isso da última vez, o que vê de tão igual?</p>
<p>&#8211; Acabou a relação ou o que acabou é a paixão?</p>
<p>&#8211; Ah&#8230; agora ela reclama de algumas coisas e não quer mais fazer tudo sempre.</p>
<p>&#8211; E você, não reclamou de nada? Está super disposto para tudo o tempo todo?</p>
<p>&#8211; Não&#8230; mas&#8230; ah, sei lá, não!</p>
<p>&#8211; A paixão se foi, agora, novamente, vem a realidade diante de você, a pergunta é: vai encarar o real ou fugir dele novamente?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Costumamos associar o começo de nossas relações com aqueles momentos maravilhosos aos quais chamamos de paixão. O desejo ardente e forte de cada um pelo outro e as inúmeras juras e planos que são feitos nesse momento nos dizem que é assim que a vida deveria ser vivida. Porém as relações não ficam aí para sempre e logo vem a realidade com as diferenças, cobranças e, sim, a relação de verdade.</p>
<p><span id="more-7487"></span></p>
<p>Relacionar-se é, em primeiro lugar, encontrar com aquilo que não sou eu. Só podemos nos relacionar com o que é diferente e está distante do eu, senão não seria uma &#8220;relação com alguém&#8221;, seria apenas &#8220;eu&#8221;. Quando estamos apaixonados esta distinção entre quem somos e quem é o outro torna-se pequena. Esta é a &#8220;função&#8221; da aixão, criar um momento em que duas pessoas estão tão vinculadas que não sentem esta separação entre os seres. Isso é importante para criar os vínculos iniciais.</p>
<p>Porém, a medida que o tempo passa o estado de paixão cessa. Neste momento é que as duas pessoas começam a se observar, encontrar defeitos e características um no outro e perceber este outro com um pouco mais de realidade e imparcialidade. Este também é o momento em que as frustrações começam. Claro, pois é neste momento em que o outro e os limites desta=e também surgem. Porém, como disse anteriormente, neste momento é que o outro começa a ser o outro e, portanto é neste cenário que a relação pode começar a ocorrer de verdade.</p>
<p>Queremos alguém que seja perfeito para nós, ora pessoas não são produtos de supermercado, elas não estão aqui para atender a demanda do freguês. Estão aqui para ser quem são, por assim dizer. A percepção dessa realidade nem sempre é fácil e muitas pessoas, ao saírem da paixão não dão conta de um relacionamento. Conseguir sustentar a frustração de que o outro é o outro (e não a varinha mágica que fará de sua vida melhor) é um importante fator para manter um bom relacionamento.</p>
<p>É óbvio que isso não pode se tornar uma desculpa para aguentar mal tratos ou permanecer indefinidamente em uma relação que não irá para frente. Porém, com estas excessões, a frustração marca o começo das relações porque é ela quem nos mostra sem sombra de dúvida que ali, diante de nós, existe outra pessoa que é, até, capaz de nos frustrar. Enquantto permanecemos no delicioso abraço da paixão, não temos o outro com quem nos relacionar, o sentimos apenas enquanto uma extensão do eu, mas é preciso mais que isso para a relação fluir.</p>
<p>Esta percepção de alteridade (diferença entre um e outro), de separação e distância, regras e limites de um e do outro são os primórdios daquilo que chamamos de relacionamentos. Queremos deixar de ter com isso, pelo desejo infantil de ficar apenas com o prazer dos relacionamentos. O desejo é infantil pelo fato de não corresponder com o real, pessoas não são uma fonte infinita de prazer interminável, são pessoas. Assim sendo elas &#8220;vem com&#8221; seus limites, assim como nós temos os nossos. Realizar isso é fundamental para relacionamentos verdadeiramente maduros.</p>
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