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	<title>Arquivos Psicoterapia - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Olhar para o passado, olhar para o futuro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 22:00:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje. &#8211; E em que conclusão chegou? &#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230; &#8211; Que? &#8211; Que eu não fiz algo por mim. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado, olhar para o futuro</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje.</p>
<p>&#8211; E em que conclusão chegou?</p>
<p>&#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230;</p>
<p>&#8211; Que?</p>
<p>&#8211; Que eu não fiz algo por mim.</p>
<p>&#8211; Ok. Agora a pergunta importante: o que você vai fazer com isso?</p>
<p>&#8211; Pois é, não sei&#8230; fiquei pensando no que eu fiz sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. E eu gostaria de te convidar para pensar no que você vai fazer.</p>
<p>&#8211; Pra mim sempre foi difícil fazer isso entende?</p>
<p>&#8211; Sim, por isso mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos entender o passado. Entramos em terapia e o entendemos. Perfeito. O que fazemos agora? Passado resolvido, o que nos resta? O futuro. Muitas pessoas fazem grande confusão entre entender o passado e construir o futuro, tomando um como sinônimo do outro. Infelizmente a coisa não funciona assim.</p>
<p><span id="more-6755"></span></p>
<p>A psicoterapia tradicional aprendeu a focar no passado. A premissa é que olhando para o passado compreendemos o presente. Esta premissa é válida para muitas situações, obviamente, porém ela não é um referencial estático para tudo o que ocorre em nossas vidas. Muitas vezes nosso comportamento presente distingue-se do passado em detrimento de uma motivação nova que surge. A adolescência é um exemplo de como o comportamento passado nem sempre é a melhor referência para o comportamento futuro e presente.</p>
<p>Além disso, existe outro fator importante entre o passado e o futuro. O passado é dado, o futuro é possibilidade. Enquanto podemos &#8220;saber&#8221; o que aconteceu no passado, não podemos fazer o mesmo com o futuro. O passado pode ser compreendido (e existem muitas formas de &#8220;entender&#8221; o passado), o futuro, por sua vez, é construído. Dizer isso não é apenas estabelecer um jogo de palavras, mas sim mostrar que o comportamento entre estes dois tempos são diferentes. O passado é interpretativo, serve como referência, o futuro exige ação, pois ele será construído.</p>
<p>Assim sendo, muitas pessoas desejam criar o futuro refletindo sobre seu passado. Não funciona. Obviamente existem situações em que a pessoa repete no presente comportamentos passados que são inadequados para construir o futuro. Este é um dos casos em que é necessário mudar a relação que a pessoa mantém com o passado. Porém, em muitos outros isso não se faz necessário. Em outros casos o grande &#8220;problema&#8221; é que a pessoa não consegue olhar para o futuro, arregaçar as mangas e começar a construir. É uma atitude diferente e ousada em relação à contemplar o passado &#8220;imutável&#8221;.</p>
<p>Olhar para o futuro exige tomar decisões também. Enquanto o passado é reflexivo, ou seja, permite várias interpretações, o futuro não permite. Não é possível ir para a praia, campo e dar uma passadinha na cidade ao mesmo tempo. É preciso definir para onde se deseja ir e ir. Assumir a responsabilidade em relação aos meios e formas de chegar nesse futuro também é uma tarefa de &#8220;olhar para frente&#8221;. Essas são atitudes importantes que nem sempre as pessoas tem. Assim sendo torna-se mais seguro olhar para trás.</p>
<p>Muitas vezes a dificuldade é ainda outra. Alguns se apegam ao passado. Um cena que define suas vidas e frente à qual não se sentem aptos, merecedores ou interessados em deixar para trás. Nesse caso o passado não define apenas o futuro, ele define a essência da pessoa. Manter-se no passado é dizer não à vida, pois ela acontece no presente e segue em direção ao futuro. Assim sendo é importante sempre saber olhar em ambas as direções de maneira saudável: o passado como referência e aprendizado e o futuro como construção do &#8220;por vir&#8221;. Assim os tempos se integram ao invés de competirem entre si.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Olhar para o passado: tristeza e saudades</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Dec 2021 22:00:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele. &#8211; Eu sei. &#8211; Mas não era para ser assim. &#8211; Porque não? &#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação! &#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele. &#8211; Mas e daí&#8230; essa &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado: tristeza e saudades</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Mas não era para ser assim.</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação!</p>
<p>&#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele.</p>
<p>&#8211; Mas e daí&#8230; essa saudade que eu sinto&#8230; o que eu faço com ela?</p>
<p>&#8211; O que você tem feito?</p>
<p>&#8211; Fico brigando comigo&#8230; não sei se volto ou não volto&#8230; pela saudades eu volto, mas pelo passado não.</p>
<p>&#8211; Você volta pelo medo que tem da saudade e não por ela.</p>
<p>&#8211; Medo?</p>
<p>&#8211; É&#8230; porque você não pode, simplesmente, ficar com a lembrança do que passou?</p>
<p>&#8211; Não sei ao certo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fim de uma relação em geral traz tristeza consigo. Não há como negar o vínculo que foi criado. Por pior que a relação fosse, ainda assim, dois seres humanos se vincularam. Porém lidar com sentimentos como a tristeza e a saudade pode ser um desafio para muitas pessoas que desejam terminar e se manter assim.</p>
<p><span id="more-6740"></span></p>
<p>Tristeza é uma emoção sentida ao perder-se algo. Em uma relação, nem sempre fica claro o que se &#8220;perdeu&#8221;.  Mesmo quando uma relação está ruim, existe a perda, pelo fato de que havia vínculo. Muitas vezes idealizamos as pessoas através de detalhes difíceis de perceber. . Traços como &#8220;força&#8221; ou &#8220;delicadeza&#8221; podem servir como base para que se crie a imagem de uma pessoa &#8220;protetora&#8221; ou &#8220;cuidadora&#8221;. Ao fim da relação esta projeção também se rompe e nem sempre é fácil lidar com isso. Sempre existe o fim de um sonho, afinal todos imaginamos como será a relação a longo prazo.</p>
<p>Saudades é o sentimento que advém da perda. A saudade é ligada às memórias boas daquilo que tivemos com outra pessoa. Lembra-se daquilo que foi bom e sentimos saudades. Principalmente no começo do fim, pode ser algo difícil de lidar. Ela está baseada em vivências reais, ou seja, experiências e acaba sendo mais concreta e fácil de detectar do que a tristeza. A saudade é conviver com a ausência e pessoas que lidam bem com esta emoção tendem a ter em si elementos daquilo que se foi e tratam isso como algo pessoal.</p>
<p>O que mais vejo em consultório são duas reações: a negação dessas emoções ou a fuga das sensações que elas provocam. Esta segunda é tanto perniciosa para a pessoa e para a relação. Em geral, pessoas que tem problemas em terminar e manter o término acabam voltando com o conjugue ou tendo pequenas aventuras (&#8220;remembers&#8221;). Em ambos os casos o desejo é o mesmo: terminar com a dor que a saudade e a tristeza trazem. Porém ao fazer isso, terminam confusos e não conseguem &#8220;resolver&#8221; nenhuma das duas emoções.</p>
<p>Ocorre que a dor sentida ao fim de uma relação é natural. O mesmo vale com a saudade. A deturpação da emoção ocorre quando se interpreta que pelo fato de doer é necessário voltar. Isso não resolve a tristeza e nem a saudade. Esta última existe justamente para sinalizar o fim. Sentimos saudades quando aquilo que havia não está mais diante de nós. Quando dizemos &#8220;matar a saudades&#8221;, a expressão é adequada, pois ao ter novamente a pessoa &#8220;matamos&#8221; a saudade, ela não tem mais função. Ela apenas existe para mostrar o vazio. Logo, de forma geral, é mais adequado suportar a dor da saudade, pois esta é a sua função.</p>
<p>A noção de &#8220;voltar&#8221; por causa da saudade é estranha. As pessoas esperam &#8220;voltar&#8221; para uma história diferente. Porém, não é possível disso ocorrer. É como ler o mesmo livro duas vezes seguidas e esperar um final diferente. &#8220;Voltar&#8221; como o nome já diz é ir para a mesma história novamente. Mesma história, mesmo fim. O começo pode até ser interessante, visto que se está &#8220;matando a saudade&#8221;, isso traz alívio e prazer, porém, não cria estrutura &#8211; que foi o motivo da relação terminar. Com isso é necessário primeiro terminar uma história, gerar e suportar distância. Caso crie-se uma nova paixão, então é possível ir para uma nova relação com aquela pessoa.</p>
<p>Por fim, não se questionam as decisões tomadas por causa da dor da saudade e da tristeza. Essa dor faz parte do fim, logo é inadequado buscar tirá-las de cena. Suportar e compreender são as maneiras mais úteis para lidar com elas. É para isso que elas servem, não para serem retiradas de cena pela sua natureza incômoda. O incômodo sentido é justamente a força motriz da mudança, sem ela não há a possibilidade de novas relações.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 21:55:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso. &#8211; Consegue sim, você fez oras! &#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso? &#8211; Ora, porque não se sentiria? &#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa! &#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não. &#8211; Como assim? &#8211; Ora, você passou por cima de &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso.</p>
<p>&#8211; Consegue sim, você fez oras!</p>
<p>&#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso?</p>
<p>&#8211; Ora, porque não se sentiria?</p>
<p>&#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa!</p>
<p>&#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Ora, você passou por cima de algumas crenças pessoais não?</p>
<p>&#8211; Sim, mas&#8230; passei&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A modernidade líquida se baseia na ideia de que toda mudança é boa &#8220;per se&#8221;. Há um ditado alemão que diz existir diferença entre mudar e melhorar. Mudanças nem sempre são positivas e nem sempre são fáceis, assim sendo, mudar envolver lidar com emoções &#8220;negativas&#8221; mesmo quando ela &#8220;é certa&#8221;. Mas dar conta disso, nem sempre é fácil.</p>
<p><span id="more-6784"></span></p>
<p>É importante distinguir entre os níveis de crença e concretude. Concretude se refere ao que vemos no mundo &#8220;tal como ele é&#8221;. Ao pensarmos de maneira &#8220;concreta&#8221;, buscamos as evidências, os resultados, as condições necessárias para realizar algo e os recursos para fazê-lo. Quando pensamos em crenças, refletimos sobre os valores disso tudo, o que achamos sobre isso e o lugar dado à isso em nossa mente e coração. E nossa vida prática, ambos universos coexistem em atrito ou harmonia. Desta coexistência e das repercussões dela é que nascem algumas escolhas que são &#8220;boas&#8221; ou &#8220;certas&#8221;.</p>
<p>Escolhas &#8220;certas&#8221; ou &#8220;evolutivas&#8221; (como prefiro chamar) tem a ver com encontrar os melhores meios para agir no mundo e conseguir extrair dele aquilo que é importante para mim. Essa percepção nasce do desejo individual sobre como existir no mundo. o que é &#8220;evolutivo&#8221; para uma pessoa não é, necessariamente, para outra. Quando se toma uma decisão baseado nisso, estamos olhando para a realidade de nossos desejos e daquilo que é necessário fazer para realizá-los.</p>
<p>Escolhas &#8220;boas&#8221;, tem a ver com as crenças que temos. Estas envolvem tanto as individuais quanto as grupais (família, amigos, trabalho e sociedade). Neste sentido a escolha que tomamos se refere às regras que seguimos sobre como o mundo é ou deve ser, sobre como somos ou devemos ser. As crenças tratam das ideias sobre o universo e não de sua realidade. Neste sentido, quando fazemos as escolhas com base em crenças, estamos falando sobre seguir ou não as regras (dos outros e nossas).</p>
<p>Portanto, algumas escolhas podem ser &#8220;evolutivas&#8221; e ao mesmo tempo &#8220;más&#8221;. Aquilo que se deseja individualmente, em termos concretos pode ser diferente daquilo que creio (ou que meu grupo crê). Assumir o risco e agir mesmo assim, implica na culpa em quebrar as regras. A sociedade nos diz que não devemos sentir a culpa, porém, não há como não senti-la. Perdemos a inocência ao infringir as regras, mesmo que isso seja &#8220;evolutivo&#8221;. Assim, muitas vezes é possível (e realista) evoluir e sentir culpa por isso. É a consequência de, ao mesmo tempo, buscar algo para si e distanciar-se das regras que você mesmo seguia. É um paradoxo na mente e coração: concretizar algo importante e necessário ao mesmo tempo que infringe regras e afasta-se do grupo que seguia estas regras.</p>
<p>Outras escolhas podem ser &#8220;boas&#8221; e &#8220;limitantes&#8221;. Estas ocorrem quando deixamos nossa percepção e desejos de lado em prol de manter as crenças. Troca-se a culpa pela inocência e fazemos jus ao status quo. Nesse sentido, fazemos uma boa escolha e nos limitamos. Não seremos punidos, mas iremos conviver com a frustração e arrependimento: &#8220;e se eu tivesse&#8230;?&#8221; Seguir as regras nos torna mais próximos daqueles com quem criamos as regras, mantém a proximidade e, para muitas pessoas, isso é essencial. O preço deste tipo de escolha, porém, é o limite e a dependência. O paradoxo, neste caso é: &#8220;eu fiquei, mas me sinto mal com isso&#8221;. A proximidade deixa de ter um gosto doce.</p>
<p>O desejo contemporâneo é sempre pelo caminho do menor esforço: porque não fazer escolhas boas e evolutivas? Porque a evolução não olha para as regras, embora elas sejam necessárias. Não há sociedade sem regras, nem mesmo um indivíduo. De outro lado, não há evolução se as regras forem seguidas o tempo todo. Assim sendo, a culpa e liberdade estão, num primeiro momento, sempre de mãos dadas. Apenas a coragem para enfrentar isso é o que nos impele em &#8220;direção ao abismo&#8221;.</p>
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		<title>Rejeição, rejeitado e rejeitador</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 21:34:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim. &#8211; Talvez não&#8230; como é? &#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto. &#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Rejeição, rejeitado e rejeitador</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim.</p>
<p>&#8211; Talvez não&#8230; como é?</p>
<p>&#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto.</p>
<p>&#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas aceitas?</p>
<p>&#8211; Falando assim até parece exagero da minha parte.</p>
<p>&#8211; É exagero.</p>
<p>(silêncio) &#8211; Porque? Não acha que doeu.</p>
<p>&#8211; Acredito que &#8220;doeu&#8221;. No passado. E hoje, porque você ainda revive, todos os dias aquela cena? Ou seu pai lhe diz todos os dias &#8220;eu não amo você&#8221;?</p>
<p>&#8211; Não&#8230; ele não diz.</p>
<p>&#8211; Veja, sei que doeu, mas o fato é que você está construindo sua vida em cima disso. E esse não é um bom alicerce. Que tal tentar se dar outro? Um no qual sua felicidade possa florir?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas sofrem com a rejeição. Porém o sofrimento causado pela rejeição só deveria ser sentido uma vez, ao ser rejeitado. Porque as pessoas mantém este sentimento por muitos anos e até definem suas vidas com base nele?</p>
<p><span id="more-6686"></span></p>
<p>O rejeitado tem como dinâmica mental comparar o passado que foi de fato com aquele passado desejado. De um lado, visualiza aquilo que poderia ter acontecido e contrasta com o que ocorreu se atendo às partes negativas. Esta comparação gera a sensação de injustiça e impotência típicas do sentimento de rejeição. Além disso, o rejeitado também cria, muitas vezes sem perceber, um &#8220;eu&#8221; para cada versão do passado que ele cria em sua mente.</p>
<p>O sentimento de rejeição só é possível por causa deste contraste entre o que deveria ter sido e o que foi. Quando focamos na questão do &#8220;eu&#8221;, ou da identidade, a questão se torna mais complexa. O rejeitado cria para si um modelo de quem ele foi de fato (o eu rejeitado) e de quem ele poderia ter sido caso não fosse rejeitado. Em geral as pessoas se magoam ao ver quem eles são em detrimento de quem poderiam ter sido caso tudo fosse como eles esperavam que fosse.</p>
<p>Esta dinâmica, então faz com que o rejeitado lute contra o passado e também contra si. Não raro pessoas que tem problemas com rejeição também se rejeitam. O mecanismo é este citado acima: comparação entre quem são e quem deveriam ter sido. O problema repousa no fato cruel de que quem eles são ou poderiam ter sido é algo que está nas mãos de um terceiro: aquele que o rejeitou no passado. Desta forma a injustiça, impotência e desprezo se instalam.</p>
<p>A mudança está em aceitar aquilo que passou do jeito que ocorreu. Aceitar a dor pode ser mais difícil do que lutar contra ela e boa parte das pessoas que são rejeitadas não querem aceitar isso. A aceitação faz com que a pessoa tenha que se fazer uma pergunta: o que farei com o que fizeram de mim? Esse questionamento faz com que ela retome a responsabilidade por sua existência e destino, em geral, algo que os rejeitados jogam para cima dos rejeitadores.</p>
<p>Uma das perguntas que faço é: você pode ser rejeitado? Pode parecer estranha, porém leva à uma reflexão profunda. Boa parte das pessoas reclamam da rejeição e sabemos que ela pode ter efeitos nocivos. Por outro lado trata-se de um fenômeno super comum pelo qual todos os seres humanos passam ao longo de suas vidas. Sem a rejeição não existiriam grupos, afinal de contas rejeitar é escolher também. Logo, perceber que não há nada de pessoal em uma rejeição é fundamental para aceitar o passado (e a si mesmo).</p>
<p>Se a pessoa entende a rejeição como algo normal e entende que seu passado foi real ela poderá abrir-se para o futuro. É algo como dizer-se: &#8220;ok, não consegui exatamente o que quis, mas o que vou fazer comigo daqui em diante?&#8221;. Não podemos mudar o passado, isso é um fato. Logo não adiante brigarmos com ele e nem com quem nos tornamos a partir dele. Tudo o que nos resta, no presente, é buscar como iremos ao futuro de uma maneira melhor.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Amor, o maior dos problemas</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/08/amor-o-maior-dos-problemas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 22:43:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas meu pai não me entende. &#8211; Exato. &#8211; Exato? &#8211; Sim. Ele não o entende. Então, qual o problema? &#8211; Eu queria que ele entendesse? &#8211; Não é isso? &#8211; É&#8230; pensando bem é. &#8211; E te dói ver que ele não entende e mesmo que o fizesse, provavelmente não concordaria com você. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/08/amor-o-maior-dos-problemas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amor, o maior dos problemas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas meu pai não me entende.</p>
<p>&#8211; Exato.</p>
<p>&#8211; Exato?</p>
<p>&#8211; Sim. Ele não o entende. Então, qual o problema?</p>
<p>&#8211; Eu queria que ele entendesse?</p>
<p>&#8211; Não é isso?</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando bem é.</p>
<p>&#8211; E te dói ver que ele não entende e mesmo que o fizesse, provavelmente não concordaria com você.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Então, lhe dói ver que está &#8220;sozinho&#8221; nessa?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230;</p>
<p>Muitos clientes, quando tratam das relações com pessoas importantes, falam sobre raiva, medo, infelicidade e mágoa como os problemas mais dolorosos. Porém, nem sempre isso se mostra verdadeiro, essas emoções, embora importantes, muitas vezes são apenas a superfície de um problema muito maior: o amor.</p>
<p><span id="more-6768"></span></p>
<p>Falar do amor como um problema é chocante em nossa sociedade. &#8220;All we need is love&#8221;, cantam os Beatles, mostrando que ele é solução e não problema. Porém os versos adocicados das músicas de amor, não falam sobre tudo o que o amor é capaz de fazer. Quando pensamos na expressão &#8220;crime passional&#8221;, temos algo relacionado à paixão e ao amor que o expulsa dessa categoria de emoção &#8220;soft&#8221;. O amor, meus caros pós românticos, mata, segura, e impede a vida de continuar plenamente. Ele não é, como diz a expressão: &#8220;apenas flores&#8221;.</p>
<p>Porém, não se trata de mostrar o amor como um vilão, longe disso. Tratar do amor como &#8220;o maior do problemas&#8221;, como diz o título do post, significa olhar para sua dinâmica de uma maneira mais ampla que aquela oferecida pelo romantismo. Raiva, medo ou mágoa são emoções importantes. Porém, no contexto de um relacionamento afetivo, elas, em geral, vem após o amor. Não é difícil compreender que dificilmente ficaríamos magoados com alguém se não amássemos essa pessoa.</p>
<p>O problema mais profundo quando ficamos com raiva de alguém é: como lidar com o amor e a raiva ao mesmo tempo? Em relações afetivas, principalmente naquelas que são importantes, este é sempre o dilema. Então vem o problema do amor. Pois se ele é pequeno ou cego, tendemos a ser românticos e sofrer por amor. Se ele se torna maior, se ele enxerga o outro e seus próprios limites, então amamos verdadeiramente. Amar dessa maneira, no entanto, exige de nós. Nos faz perder a inocência e enfrentar a realidade.</p>
<p>Por exemplo, muitas pessoas tem o anseio em se abrir com seus familiares. Porém não o fazem. Dizem que não o fazem por temer uma reprimenda ou porque seus familiares não dão tanta atenção. Então a pergunta: qual o problema com isso? A verdadeira questão reside em: eu gostaria que aqueles que amo não me dessem limites ou me dessem mais atenção que eu recebo. Essa é a dor verdadeira. Uma dor relativa ao amor. Este também é um amor pequeno. Ele não consegue ver, por exemplo, que cada um dá aquilo que tem. Nem todos &#8211; mesmo os que amamos &#8211; vão sempre concordar conosco.</p>
<p>O amor maduro, que nos faz crescer, olha para este fato. Ele não pretende receber mais atenção do que recebe. Ele compreende o limite e aceita. Ama, dentro desses limites e não fora deles. Não ama no ideal, ama no real. Nesse sentido, amar se torna algo &#8220;menor&#8221;, pois está ligado diretamente à realidade e não aquilo que &#8220;deveria ser&#8221;, ao ideal (e, afinal de contas, quem define o ideal?). Porém é &#8220;menor&#8221; e real. Este amor de fato cria as coisas tal como podem ser criadas. Sem conformismo, mas com os pés no chão. Então o amor passa a ser solução e não mais problema.</p>
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		<title>Se não posso dizer adeus, não posso voar</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2021 22:30:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar. &#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir. &#8211; Tem diferença é? &#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece? &#8211; Eu fico meio mal na verdade. &#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Se não posso dizer adeus, não posso voar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar.</p>
<p>&#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir.</p>
<p>&#8211; Tem diferença é?</p>
<p>&#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece?</p>
<p>&#8211; Eu fico meio mal na verdade.</p>
<p>&#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, sustenta-se sozinha.</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; mas é difícil dizer adeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há um preço a ser pago para crescer. Muitos, no entanto, querem crescer sem pagar o preço, acreditam que é um &#8220;direito&#8221;. Por este motivo muitas que tentam sair  de casa não conseguem. Outros nem sequer conseguem se conectar com a energia do crescimento, e por este motivo mantém-se pequenos. Fatores emocionais, psicológicos e familiares estão por detrás desta dinâmica.</p>
<p><span id="more-6743"></span></p>
<p>Um dos fatores que contribui para este cenário é o comodismo. Crescer é uma atitude incômoda, pois nos coloca no limite do nosso conhecimento e competências. A famosa cena da águia que joga seu filhote ninho abaixo revela o que é crescer: enfrentar os requisitos necessários para se manter vivo. Isso incomoda, angustia e nem sempre as pessoas estão prontas para deixar o calor do ninho. Ao comodismo, somam-se pais cada vez mais dependentes dos filhos que não conseguem incentivar o desejo pelo crescimento.</p>
<p>Outro fator se refere à inteligência emocional. Como já disse, crescer é uma atividade que envolve muitas emoções &#8220;negativas&#8221; como frustração, ansiedade e angústia. As pessoas que tendem a não conseguir (e/ou querer) lidar com estas emoções não saem de casa. Tornar-se adulto envolve lidar com suas emoções. Suportar estados emocionais contraditórios, saber acessar emoções positivas e lidar com as negativas é uma tarefa que faz parte de &#8220;sustentar-se&#8221;. Aqueles que se acomodam em lidar com sentimentos de terceiros ao invés dos seus, que sempre precisam de apoio e não querem responsabilizar-se por suas respostas emocionais não saem de casa.</p>
<p>Algumas pessoas desejam sair, mas não se permitem. Este é outro tipo de dinâmica. Sentimentos de culpa são comuns nesse tipo de situação. É quando a pessoa possui as capacidades para alçar seus vôos, mas sente-se, de alguma maneira, presa à família. Uma dinâmica familiar típica são pais dependentes do papel de pais. O casal com problemas, muitas vezes sobrecarrega a função paternal sobre a marital. Quando os filhos podem alçar vôos tendem a reprimir ou intervir afim de que o filho saia de casa, o desejo deles é não ter que lidar com seus problemas. O filho, de outro lado, assume o papel de protetor dos pais e não sai.</p>
<p>Cada vez mais típica em nossa cultura, esta dinâmica traz muitos problemas para todos os envolvidos. O filho, termina no papel de pai dos pais, afinal de contas, os protege. Ao mesmo tempo, sente-se deslocado, pois os pais não o obedecem, afinal de contas, são pais. Estes sentem-se cobrados pelos filhos que desejam que eles sejam diferentes, ao mesmo tempo em que sentem medo dos filhos irem embora. A situação vira um cabo de guerra e ninguém consegue direcionar esta energia para algo, de fato, construtivo.</p>
<p>Ao filho, por fim, cabe dizer adeus. Aprender a deixar os pais com os seus problemas ao invés de buscar resolvê-los. Por incrível que pareça esta é uma atitude humilde, pois o filho se coloca no seu devido lugar e deixa seus pais no deles. Aos pais cabe aprender a dizer adeus. Reconhecer seus problemas e permitir ao filho sair de cena é fundamental para que o casal enquanto marido e mulher possa ter uma chance de se resolver. Por fim, cabe à ambos dizer &#8220;eu te amo&#8221;. Os pais abençoarem a saída do filho é fundamental ao filho reconhecer e amar os pais tal como são também. Apenas com estes atos este tipo de dinâmica encontra novo equilíbrio.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Sobre aquilo que não podemos ver</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2021 21:00:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo trabalhar direito com essa ansiedade Akim. &#8211; Sim, depois do nosso último trabalho ficou claro isso para mim. &#8211; E o que eu faço então, não tem solução? &#8211; Bem, a questão é que isso está além de você. &#8211; Além de mim? &#8211; Sim, eu acredito que precisamos não apenas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sobre aquilo que não podemos ver</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo trabalhar direito com essa ansiedade Akim.</p>
<p>&#8211; Sim, depois do nosso último trabalho ficou claro isso para mim.</p>
<p>&#8211; E o que eu faço então, não tem solução?</p>
<p>&#8211; Bem, a questão é que isso está além de você.</p>
<p>&#8211; Além de mim?</p>
<p>&#8211; Sim, eu acredito que precisamos não apenas trabalhar a sua relação com seu pai e com o trabalho, mas precisamos de seu pai aqui na sessão.</p>
<p>&#8211; Do meu pai?</p>
<p>&#8211; É, ele faz parte desse processo, ficou claro semana passada.</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando bem, falei mais dele do que de qualquer outra coisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É comum a psicoterapia de alguém &#8220;estagnar&#8221;, ou seja, o avanço ser interrompido. Cabe aos psicólogos buscarem maneiras de compreender o que ocorreu. Muitas vezes isso pode ser um problema que envolve a relação terapêutica. Em outros casos envolve problemas familiares e, em alguns também envolve problemas que vão além da família de origem de cada um.</p>
<p><span id="more-6732"></span></p>
<p>Gosto de perceber o desenvolvimento da psicologia não da maneira tradicional, onde cada linha é uma coisa separada da outra. Percebo os movimentos como complementares. A análise das pessoas é muito importante, o foco no indivíduo e seus problemas alavancou todas as escolas de psicologia e, em última instância, continua sendo o foco dela como um todo. Porém desde o desenvolvimento das terapias sistêmicas, um novo foco emergiu: a família, o grupo, o social. Olhar para o indivíduo sem prestar atenção nesses níveis pode estagnar um processo e não dar a devida atenção à alguns problemas e questões fundamentais.</p>
<p>A teoria dos sistemas nos mostrou que o sintoma de uma pessoa pode, em muitos casos, ser reflexo de um arranjo da família. Em outras palavras, podemos dizer que a depressão &#8220;de uma pessoa&#8221; é, na verdade, uma manifestação de um problema da família. É como se ao invés da família resolver um problema, ela criasse um sintoma em uma pessoa. da mesma forma que ocorre em doenças psicossomáticas. O que é fantástico neste tipo de análise é que em alguns casos o sintoma familiar pode se referir à uma geração anterior, por exemplo, o sintoma pode passar de um bisavô à um bisneto e o contato entre essas duas pessoas não é necessário para isso ocorrer.</p>
<p>Fantástico e perturbador, visto que isso significa que nem sempre podemos resolver sozinhos todos os problemas de nossas vidas. Ou então, pensando de outra maneira: aquilo que trazemos em nossa mente e personalidade nem sempre se refere ao presente imediato, ao que conseguimos ver aqui e agora. Lembro-me de um cliente que, simplesmente, não conseguia sentir-se bem com ele mesmo. Fomos em várias direções, todas furadas. Por fim, indaguei sobre seus avós e bisavós. Ele não tinha muitas informações, porém tinha impressões sobre a família. Em uma de nossas sessões, a partir da observação do comportamento dele e do conteúdo e forma da fala, percebi que havia algo relacionado ao seu lugar na família de origem que não o permitia sentir-se bem.  Quando lhe disse que ele não tinha um lugar próprio, desatou a chorar, depois disse que fazia sentido e não ao mesmo tempo, pois ele sempre foi bem quisto na família. Ao perguntar para os pais sobre alguém que não havia tido lugar, os mesmos lhe contaram de um irmão que faleceu, ele nunca soube dessa história.</p>
<p>Aquilo que não podemos ver nos afeta. Freud trouxe a ideia de inconsciente, agora nos vemos com a noção de heranças familiares. Explorar esse caminho é, no entanto, entrar em contato com nossas raízes e alma. Não se trata de algo impossível de acessar, mas sim, de algo que precisamos atentar. Sem atenção não é possível ver. Em muitos casos a ajuda se faz necessária, nem sempre conseguimos ver tudo sozinhos, faz parte do jogo que seja assim.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/">Sobre aquilo que não podemos ver</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
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		<title>A dolorosa consequência da realidade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 21:59:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela. &#8211; Eu sei. &#8211; Ela não merece. &#8211; É o contrário. &#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim! &#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;. &#8211; Então! &#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer. (silêncio) &#8211; E porque &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A dolorosa consequência da realidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Ela não merece.</p>
<p>&#8211; É o contrário.</p>
<p>&#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim!</p>
<p>&#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então!</p>
<p>&#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; E porque eu não mereço?</p>
<p>&#8211; Porque não consegue reconhecer que quer falar com ela.</p>
<p>&#8211; Odeio isso.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme &#8220;Her&#8221; tem uma frase linda: &#8220;o passado é só uma história que contamos à nós mesmos&#8221;. Porém, refletir sobre ela é um tanto chocante e exige maturidade. Dizer que o passado é &#8220;só uma história&#8221; não deve ter como foco a palavra &#8220;só&#8221;, mas sim &#8220;uma história&#8221;. Ao tomar a discussão por este lado, entramos no tema da realidade.</p>
<p><span id="more-6793"></span></p>
<p>Uma das tarefas que cabe à todo psicólogo clínico em praticamente todos os seus atendimentos é a &#8220;redefinição&#8221;. Nela, tratamos de dar um novo sentido sobre um evento ou nova definição sobre um conceito que a pessoa traz consigo. O que faz esta tarefa tão importante e comum é o fato de que muitos conceitos e significados que traçamos em algum momento de nossas vidas, se tornam disfuncionais mais tarde. Porém, como sabemos que eles se tornam disfuncionais?</p>
<p>Tomando um adolescente classe média, média alta que não precisa trabalhar, por exemplo. Talvez essa pessoa deseje, aos seus 16 anos, ter um lugar só para si, uma casa para receber os amigos e festar, dormir a hora que quer e fazer &#8220;o que bem entende&#8221;. Ao atingir isso, mais tarde, no começo ela se deleita com a execução de todos os seus desejos. Algum tempo depois, ao iniciar vida profissional e, talvez, marital percebe que há algo de errado. As crenças elaboradas na adolescência sobre o que é &#8220;ser um adulto&#8221;, não estão em harmonia com a realidade. Antes seus pais o acordavam, agora seu emprego pede que ele acorde cedo, por exemplo. &#8220;Onde está a minha liberdade?&#8221;, pergunta-se a pessoa.</p>
<p>O problema não é a &#8220;falta de liberdade&#8221; e sim a concepção que o adolescente criou sobre como deveria ser uma vida com &#8220;liberdade&#8221;. A realidade é: ele escolheu o emprego, a namorada e a casa. Escolheu crescer e tudo isso vem com limites. Porém a &#8220;história&#8221; que ele ainda tem em mente é que &#8220;estava indo tudo bem, minha vida estava tranquila e daqui a pouco eu tenho que fazer isso e fazer aquilo e não tenho mais a minha liberdade&#8221;. As histórias que contamos para nós são a interpretação que tiramos de nossas experiências, porém elas são histórias e não a realidade em si. Quando lidamos com a realidade em si, as coisas são diferentes.</p>
<p>As histórias são &#8220;boas&#8221; a realidade é cruel. Nas histórias sempre temos uma desculpa externa para nosso sofrimento, na realidade não. Então as redefinições se tornam necessárias. Sabemos que uma crença é disfuncional olhando para a realidade. Quando nossos conceitos criam histórias que nos ajudam, crescemos e eles são funcionais. Quando atrapalham nosso crescimento, se tornam disfuncionais. Uma pessoa mais amadurecida, por exemplo, diria que escolhas trazem consequências. Ela, então, pensa nas consequências, ganhos e perdas que terá com as escolhas que fará e decide se está disposta a enfrentar isso ou não. Assim sendo, ela entende o que acontece depois como &#8220;parte do jogo&#8221; e não como &#8220;perda da liberdade&#8221; como alguém mais imaturo pensa.</p>
<p>A realidade é dolorosa em relação as histórias porque ela sempre nos apresenta perdas. Sempre vamos perder algo à medida em que crescemos e o tempo passa. A realidade cobra seu preço de maneira crua e imparcial. Por outro lado, ela traz a liberdade verdadeira: aquela na qual ação e consequência caminham juntas e todos temos limites. Nela, as coisas são pequenas: apenas o que pode acontecer acontece. De outra lado, o fato das coisas acontecerem dessa forma nos faz fortes para realizá-las. As histórias, são ricas, muito pode acontecer nelas, porém, se tornam restritas, porque não somos tão potentes ou tão vítimas quanto nossas histórias gostam de nos colocar.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>&#8220;Dois culpados se entendem melhor&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/12/dois-culpados-se-entendem-melhor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2021 21:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[conquistas]]></category>
		<category><![CDATA[Crises]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Rejeição]]></category>
		<category><![CDATA[Rejeição Amorosa]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Tranquilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E o que eu faço com ele? &#8211; Qual o problema com ele? &#8211; O que eu faço se terminar com ele e ele ficar mal, por exemplo? &#8211; Qual o problema com isso? &#8211; Ai Akim, não quero isso. &#8211; Ninguém quer, mas isso não é algo seu para definir. Consegue deixar isso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/12/dois-culpados-se-entendem-melhor/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">&#8220;Dois culpados se entendem melhor&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E o que eu faço com ele?</p>
<p>&#8211; Qual o problema com ele?</p>
<p>&#8211; O que eu faço se terminar com ele e ele ficar mal, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Qual o problema com isso?</p>
<p>&#8211; Ai Akim, não quero isso.</p>
<p>&#8211; Ninguém quer, mas isso não é algo seu para definir. Consegue deixar isso à encargo dele?</p>
<p>&#8211; Não. Não consigo.</p>
<p>&#8211; Então além de terminar ainda quer &#8220;sair por cima&#8221; não é?</p>
<p>&#8211; Não sei se é isso.</p>
<p>&#8211; Me parece que é, sabe: &#8220;dois culpados se entendem melhor&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A frase é do terapeuta Bert Hellinger. Embora o trabalho deste autor seja ainda novo para mim, a frase fez perfeito sentido desde a primeira vez em que a li. O sentido tem a ver com as relações onde um é muito bom e o outro muito ruim. Este tipo de relação está fadada à brigas intermináveis e, possivelmente, ao fracasso.</p>
<p><span id="more-6588"></span></p>
<p>Porque &#8220;dois culpados&#8221; se entendem melhor? Em geral, numa relação, ambos cometem erros. Dificilmente em um relacionamento as pessoas são completamente certas de um lado e completamente erradas do outro. Assim sendo, aquele que deseja buscar &#8220;inocência&#8221; completa, geralmente quer estar num patamar moral maior. Isso dificulta a relação ao invés de ajudar. É muito complicado para uma pessoa &#8220;inferior&#8221; conversar com uma &#8220;superior&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estar por cima&#8221; é perceber-se como alguém &#8220;certo&#8221;, enquanto o outro está &#8220;errado&#8221;. Embora seja muito difícil achar alguém que afirme que faz isso, as palavras e atitudes não deixam dúvidas de quando alguém quer estar por cima. É uma atitude de superioridade moral, colocando-se como alguém que detém um saber que o outro não tem ou desdenha. Quando a pessoa precisa desse lugar, ela está querendo, voluntariamente, se afastar da relação.</p>
<p>Este afastamento se dá porque não é possível conviver com alguém em superioridade, apenas em igualdade. Quando a diferença se instala numa relação começam as brigas pelo poder. A percepção de superioridade é psicológica e emocional. As pessoa se sentem de uma forma ou de outra. A luta pelo poder visa o controle e subordinação. Se um dos conjugues afirma que é inferior ao outro, a relação está fadada ao fracasso. Ou quando se luta avidamente contra isso, afinal de contas, a relação se torna um campo de guerra.</p>
<p>A questão é que ambos são iguais querendo regalias. Ambos são seres humanos imperfeitos, desejando arrogar-se como detentores de verdades que o outro não pode assumir. Quando se reconhece esta verdade é que se pode ver a relação com mais realismo. Este é importante porque possibilita perceber como cada um contribui para os resultados que a relação está atingindo. Nesse sentido é que Hellinger traz a frase: dois culpados se entendem melhor.</p>
<p>Uma situação típica é quando um quer terminar a relação, mas deixar o outro &#8220;bem&#8221;. Isso é desejar estar em superioridade moral. Ora, você quer dar um fim à relação e ainda sair como o mocinho? Porque não afirmar que o término é doloroso e vivenciar isso? Simples, por afirmar isso gera a sensação de culpa, que é natural, mas ao invés de se lidar com isso, a pessoa prefere &#8220;ser melhor&#8221; e procurar formas de fazer o outro não sofrer. E nessa busca vão-se longos anos tentando convencer ou manipular o parceiro a terminar.</p>
<p>Quando é possível assumir nossos erros e acertos, podemos compreender que escolhemos pessoas que tem, assim como nós, qualidades e virtudes. Ao conseguirmos aceitar ambas, aproveitar as virtudes e nos defender dos defeitos é que podemos dizer &#8220;muito obrigado por tudo&#8221;. Nesse momento não é necessário ser superior, apenas humano.</p>
<p>&nbsp;</p>
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