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	<title>Arquivos Companheirismo - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Não peça perdão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Sep 2021 22:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu disse: &#8220;desculpe&#8221;. &#8211; Porque? &#8211; Como assim porque? Ela ficou chateada. &#8211; Sim, mas até onde te conheço, você não viu que fez algo errado para pedir desculpas. &#8211; Mas você diz que eu faço. &#8211; Sim, eu digo, mas não importa o que eu digo, mas sim o que você &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/15/nao-peca-perdao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Não peça perdão</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu disse: &#8220;desculpe&#8221;.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Como assim porque? Ela ficou chateada.</p>
<p>&#8211; Sim, mas até onde te conheço, você não viu que fez algo errado para pedir desculpas.</p>
<p>&#8211; Mas você diz que eu faço.</p>
<p>&#8211; Sim, eu digo, mas não importa o que eu digo, mas sim o que você sente em relação à isso.</p>
<p>&#8211; Fiquei confuso.</p>
<p>&#8211; Assuma que você acha que não deve desculpas à ela. Assuma isso ao invés de fingir culpa. Senão vai sobrecarregar a relação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para uma civilização baseada nas tradições católicas a ideia de não pedir perdão pode parecer absurda. Porém, nem sempre o perdão é a melhor forma de resolver um problema que criamos para o outro.</p>
<p><span id="more-6465"></span></p>
<p>O ato de perdão é tradicionalmente associado com um ato de humildade daquele que cometeu um deslize. No entanto, existe uma dinâmica oculta neste ato que o torna mais complexo. A pessoa que solicita o perdão, transfere a responsabilidade de seu ato e das consequências deste para o outro. Quem recebe o pedido de perdão fica, então, com duas responsabilidades: lidar com o problema que o outro lhe causou e ainda ter que perdoá-lo, ou seja, retirar a culpa sobre seu feito.</p>
<p>Porém dizer a alguém que algo que nos causou dor não causou dor é mentir. Não é possível retirar a culpa sobre uma ação. Uma ação que machuca, machuca. Não há como negar isso. Não há porque &#8220;perdoar&#8221;. O ato que nos causa dor precisa ser &#8220;celebrado&#8221; e valorizado dessa forma. A atitude do &#8220;perdão&#8221; (aquele que &#8220;apaga&#8221; o ato) não é humana. Aceitar a dor e a culpa sim.</p>
<p>Quando digo &#8220;não peça perdão&#8221;, o que quero dizer é: não dê à alguém que você machucou a responsabilidade por tirar a sua culpa de você. É você quem deve lidar com a sua culpa e não projetá-la no próximo. A culpa pode engrandecer se você lidar de forma honesta com ela. Fazer isso é reconhecer o que você fez e comprometer-se por seu livre desejo em não repetir o que fez, além de arcar com as consequências de sue ato. Essa é a forma adulta e humana em lidar com nossos erros.</p>
<p>O desejo de expiação é um desejo infantil baseado na ideia de que é possível mudar o passado. Não é. O que está feito, assim está. O presente pode ser vivido e o futuro poderá ser mudado, mas o passado não. Então assumir que o passado existiu é fundamental para lidar bem com a culpa. O segundo passo é assumir a dor ao invés de projetar, negar ou desejar que outra pessoa a tire para você. O terceiro é mudar o seu comportamento.</p>
<p>E o outro? Bem, o outro vai decidir o que fará. Não cabe buscar coagir o outro a tomar uma decisão em relação ao que fazemos de errado. Ele deve ser deixado livre para decidir o que quer fazer. Manter-se ou não perto de quem nos causa mal não significa apagar o passado, mas aceitar o passado e é preciso ter muita parcimônia nesse momento. É importante para quem fere saber que feriu e é importante para quem é ferido mostrar o ferimento, sem dramas desnecessários. Sem tornar um o &#8220;bom&#8221; e o outro o &#8220;ruim&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Onde está o seu lugar?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/08/18/onde-esta-o-seu-lugar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 21:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe Akim&#8230; eu não sou bem vindo lá. &#8211; Como sabe? &#8211; As pessoas não me tratam da mesma forma que tratam meu irmão, por exemplo. &#8211; Entendo. O que te faz saber que isso é uma evidência de não ser bem vindo? &#8211; Não entendi. &#8211; Será que eles tratam você diferente &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/18/onde-esta-o-seu-lugar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Onde está o seu lugar?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe Akim&#8230; eu não sou bem vindo lá.</p>
<p>&#8211; Como sabe?</p>
<p>&#8211; As pessoas não me tratam da mesma forma que tratam meu irmão, por exemplo.</p>
<p>&#8211; Entendo. O que te faz saber que isso é uma evidência de não ser bem vindo?</p>
<p>&#8211; Não entendi.</p>
<p>&#8211; Será que eles tratam você diferente por não quererem você lá ou por outro motivo?</p>
<p>&#8211; Não saberia dizer, nunca perguntei isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O sentimento de pertencimento é básico ao desenvolvimento de uma boa saúde mental. Porém compreender qual o nosso lugar nem sempre é uma tarefa simples de resolver.</p>
<p><span id="more-6109"></span></p>
<p>O primeiro grupo no qual buscamos pertencimento é nossa família. Tratamos como &#8220;família&#8221; num primeiro momento as pessoas que estão perto de nós e oferecem abrigo, proteção e alimento. O sentimento de pertencer tem a ver com um determinado lugar que sentimos nos oferecer garantias em relação à nossa sobrevivência e depois à nossa auto estima.</p>
<p>Algumas vezes, para compreender o lugar que temos, é necessário abrir nossa visão e olhar além de nossa família nuclear. Nosso lugar pode estar compreendido quando olhamos a família ampla que inclui nossos tios e avós. O lugar de pertencimento nem sempre está onde achamos que está ou da forma que achamos que deveria estar. O que mascara isso são os conflitos que vão se colocando nas nossas relações ao longo da vida.</p>
<p>O lugar é conquistado de certa forma, pois envolve nosso esforço ativo em buscá-lo. Esta busca não é uma guerra aberta contra a família, pois nada tem a ver com isso. O conhecimento do lugar que ocupamos se dá pelos sentimentos reais sentidos e não por ideias pre concebidas do que deveria ou não ser.</p>
<p>Ao mesmo tempo o lugar é sentido e introjetado. Ao mesmo tempo que precisamos nos esforçar para ver onde estamos, também é importante relaxar para conseguir sentir o que precisa ser sentido. Este trabalho não é sempre fácil. Os conflitos mascaram as nossas intenções assim como a de outras pessoas. É comum que a verdade esteja logo diante de nossos olhos, mas lealdades mal empregadas e sentimentos possam nos impedir de vê-la.</p>
<p>A verdade é que o lugar é algo um tanto selvagem. Não se trata de ideologias ou conceitos sobre como ou o que deve ser feito, mas sim sobre o lugar que é possível se ter dentro de uma família. Olhar a família sem preconceitos é observar a maneira pela qual tudo está estruturado. Isso nos ajuda a compreender onde há lugar.</p>
<p>Um exemplo clássico é quando um filho morre. O próximo filho, quase que invariavelmente, irá ocupar o lugar deste que morreu. É uma questão de estrutura, não de conceitos. É o lugar que está disponível. Outro exemplo é o do primogênito, quando uma família não tem filhos, o primeiro que vier será o primogênito, não existe outro lugar para ele. Todas as expectativas sobre primogênitos recairão sobre ele.</p>
<p>Olhando a família como ela é, também eximimos de culpas aqueles que nela habitam ao nos darem o lugar que temos. Em muitos casos o lugar que recebemos era o único que poderíamos receber. Nosso desenvolvimento posterior reforça ou enfraquece o lugar e as características dele, mas é de lá que viemos. Agradecer o lugar e honrá-lo mesmo quando não gostamos dele é fundamental, pois este é o lugar de onde você veio, este, é o seu lugar.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O poder do simples</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/08/16/o-poder-do-simples/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Aug 2021 22:00:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu até senti vontade de dizer alguma coisa. &#8211; O que? &#8211; Que eu me sinto mal quando ela faz aquilo. Que eu me sinto trocado e deixado de lado. &#8211; Porque não falou? &#8211; Ah, melhor não, se não ela vai achar que tem muito poder. &#8211; Ela tem. Porque não &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/16/o-poder-do-simples/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O poder do simples</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu até senti vontade de dizer alguma coisa.</p>
<p>&#8211; O que?</p>
<p>&#8211; Que eu me sinto mal quando ela faz aquilo. Que eu me sinto trocado e deixado de lado.</p>
<p>&#8211; Porque não falou?</p>
<p>&#8211; Ah, melhor não, se não ela vai achar que tem muito poder.</p>
<p>&#8211; Ela tem. Porque não ser sincero logo ao invés de ficar sofrendo três vezes.</p>
<p>&#8211; Três?</p>
<p>&#8211; Uma por ver que ela tem poder, outra por se sentir trocado e outra porque dói ficar escondendo as coisas &#8220;só para não dar aquele gostinho&#8221;.</p>
<p>&#8211; É&#8230;</p>
<p>&#8211; Pra que simplificar quando dá para complicar né?</p>
<p>&#8211; É&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As ideias geniais em geral compartilham a característica de serem as mais simples possíveis. Em relacionamentos a simplicidade exerce uma força muito forte, desconhecida pelas pessoas. Atos simples constroem e destroem relações com muita força, como usar isso para melhorar as relações que temos?</p>
<p><span id="more-6703"></span></p>
<p>Em primeiro lugar é importante compreender que simplicidade é algo difícil de adquirir. Ela é difícil justamente por ser simples. O que ocorre é que para agir de maneira simples, temos, muitas vezes, que abrir mão de inúmeros pensamentos pré estabelecidos que temos e isso é muto difícil de fazer. Ter a mente aberta é uma característica importante de se desenvolver para este fim junto com auto regulação e percepção. É interessante notar que as estratégias de simplicidade levam muito em conta a relação que a pessoa tem com seu corpo e bem-estar, em geral, elas tomam isso como a base de suas ações.</p>
<p>Este é o motivo que as tornam simples. Em meu consultório, quanto atendo casais e famílias, isso se mostra de forma clara. Da perspectiva de terapeuta vejo as pessoas discutindo sobre os mais variados temas como arrumar a casa, horários e orçamento. Porém o fato importante é sempre deixado de lado. Pergunto então: o que você sente quando isso ocorre? A pessoa revela uma emoção que na maior parte dos casos é desconhecida pelo conjugue. A partir disso começamos a construir a relação. É algo simples, porém quando ficamos perdidos no mundo de ideias e ideais, a simplicidade não entra.</p>
<p>Um exercício simples que assusta muitas pessoas é parar na frente do outro e olhá-lo nos olhos. É incrível como as pessoas ficam incomodadas em olhar nos olhos de uma pessoa com quem já estão à 5, 10 ou 30 anos. Porém não é fácil simplesmente olhar nos olhos de alguém. Estar aberto e não temer o que pode emergir desse olhar é um desafio. Este tipo de exercício mostra rapidamente aquilo que sentimos de verdade na relação e, se não resistirmos à essa percepção podemos começar a agir de uma maneira mais honesta conosco e com as pessoas que amamos.</p>
<p>A simplicidade nas relação quase sempre gira em torno de sentir o que você sente e não aquilo que gostaria de sentir. Refletir sobre a emoção sentida e expressar isso da melhor maneira. Ouço muito no consultório as pessoas dizendo que &#8220;fizeram, mas sabia que não tinha como dar certo&#8221;, a pergunta óbvia é: porque fez então? A resposta óbvia é: porque não me ouvi. Isso é complicar. Complicar é não ser simples. O contrário ocorre: eu deveria ter dito algo, sabia que eu tinha que ter feito. Porque não fez? Porque achei que não era o momento. Novamente, porque a pessoa não se ouviu.</p>
<p>Estabelecer o contato com nossa &#8220;intuição&#8221; é aprender a ouvir-se de maneira a buscar equilíbrio interno. Levar isso para a relação é buscar uma maneira simples de criar e manter uma relação. Quando cada um é capaz de levar aquilo que lhe regula para a relação, e apreciar a maneira do outro fazer a mesma coisa temos uma boa chance de ter uma relação simples, a qual, em geral, é a mais poderosa. Na dúvida, comece pelo simples: olhe para o seu parceiro, veja, sem medo o que surge disso.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Se importar com o outro é bom ou é ruim?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/06/14/se-importar-com-o-outro-e-bom-ou-e-ruim/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jun 2021 22:00:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas e porque eu não consigo fazer isso? &#8211; Porque você acha? &#8211; Porque eu me importo demais com os outros! Eu não deveria ligar. &#8211; Porque não? &#8211; Ora, porque não, daí eu poderia fazer o que eu quero. &#8211; Talvez uma pergunta melhor seja: você acredita que se fizesse isso, ainda seria &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/06/14/se-importar-com-o-outro-e-bom-ou-e-ruim/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Se importar com o outro é bom ou é ruim?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas e porque eu não consigo fazer isso?</p>
<p>&#8211; Porque você acha?</p>
<p>&#8211; Porque eu me importo demais com os outros! Eu não deveria ligar.</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Ora, porque não, daí eu poderia fazer o que eu quero.</p>
<p>&#8211; Talvez uma pergunta melhor seja: você acredita que se fizesse isso, ainda seria aceito no grupo, como parte dele?</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; não sei dizer.</p>
<p>&#8211; Talvez seja isso o que você realmente precisa ao invés de fingir não se importar com quem você se importa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ser humano é um ser social por natureza. Por este motivo preocupar-se com os outros é algo instintivo para nós. Porém, saber como se preocupar e porque podem fazer a diferença para a sua saúde mental e bem-estar.</p>
<p><span id="more-6470"></span></p>
<p>Sempre que meus clientes me dizem que precisam de reconhecimento dos outros, preciso fazer uma distinção importante. Há uma diferença entre o desejo de ouvir de outras pessoas que somos especiais e saber que somos especiais. Esta última fala sobre nossa auto imagem a maneira pela qual nos percebemos. A primeira tem a ver com nossa posição no grupo.</p>
<p>Quando a pessoa esta falando sobre &#8220;ser&#8221; especial, ela está fazendo uma referência sobre como se percebe. Nesse caso, é importante lidar com a auto estima e auto imagem dela. Já quando pretender ouvis dos outros que é importante o tema é o pertencimento e presença no grupo. Conhecer nosso lugar no grupo é uma habilidade que envolve a nossa auto imagem, porém, também leva em consideração o que os outros pensam sobre nós.</p>
<p>Mesmo com uma auto imagem e auto estima bem formadas, posso entender que não pertenço à um determinado grupo. Na verdade pessoas com boa auto estima fazem essa diferenciação de maneira mais simples do que pessoas que não tem. Compreender seu lugar no grupo tem a ver com a capacidade de perceber as relações com as pessoas. A qualidade e intensidade que essas ligações possuem são o que determina o nosso lugar nesse grupo.</p>
<p>Além disso, pertencer à um grupo significa observar a mudança das pessoas que o compõe. É muito comum que uma pessoa sinta-se altamente identificada com algumas pessoas durante um tempo e, mais tarde, sinta que não tem mais nada em comum com elas. As pessoas mudam e essas mudanças modificam a forma de se relacionar. Proximidade e distância se tornam os temas centrais. Até que ponto as relações se mantém em detrimento de como as pessoas vivem é a grande pergunta.</p>
<p>Nesse sentido, é importante se preocupar com o outro. Não como definidor de quem sou, o que é uma questão de auto estima, mas sim como parte dos grupos aos quais se pertence. Ocupar-se do outro, neste caso, significa ocupar-se de sua relação com ele. Até que ponto você se entrega? Quão íntimo você se permite ser? É comum que a dificuldade em se entregar seja proporcional à dificuldade em reconhecer seu lugar no grupo. Intimidade só se cria com entrega.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Quando a lealdade aprisiona a alma</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/05/31/quando-a-lealdade-aprisiona-a-alma/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 May 2021 21:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu acabei não indo. &#8211; Mas porque? Não estava certo que você iria, era um curso que você quis tanto. &#8211; Pois é&#8230; mas depois pensei melhor e resolvi não ir. &#8211; No que você pensou? &#8211; Meus pais Akim&#8230; eles ficariam tristes comigo fora do país tanto tempo. &#8211; Certamente, mas eles não &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/05/31/quando-a-lealdade-aprisiona-a-alma/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Quando a lealdade aprisiona a alma</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu acabei não indo.</p>
<p>&#8211; Mas porque? Não estava certo que você iria, era um curso que você quis tanto.</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230; mas depois pensei melhor e resolvi não ir.</p>
<p>&#8211; No que você pensou?</p>
<p>&#8211; Meus pais Akim&#8230; eles ficariam tristes comigo fora do país tanto tempo.</p>
<p>&#8211; Certamente, mas eles não podem sentir isso em prol do seu desenvolvimento?</p>
<p>&#8211; Eu não sei&#8230; mas acho que não.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há uma tendência em ser leal à família de origem. A lealdade, porém, nem sempre se manifesta de maneira adequada ou a partir de critérios adequados. Nesses casos, ser leal à quem amamos pode significar ser desleal conosco.</p>
<p><span id="more-6108"></span></p>
<p>O tema da lealdade quando se fala em famílias é muito importante. A lealdade nesse contexto nem sempre se trata de uma questão de posicionamento diante de determinadas questão, mas sim de uma ligação afetiva. A lealdade não está expressa naquilo que é dito, mas no que é sentido. É interessante perceber como muitas pessoas agem de maneira agressiva contra um familiar, porém mantém-se leais à ele.</p>
<p>A manifestação de lealdade pode ocorrer ao concordar com regras implícitas e segui-las de forma cega, cultivar determinados pensamentos, emoções e comportamentos ou ter determinadas preferências. O vínculo que se cria com a família de origem nesse sentido é complexo e envolve diversas camadas da experiência. O sentimento de pertencimento e o medo de perder este lugar são temas comuns quando o assunto é lealdade.</p>
<p>A lealdade, porém, não deve agir contra as pessoas envolvidas. Quando &#8220;provas de lealdade&#8221; são exigidas o que ocorre é o aprisionamento das pessoas. Com isso alguns assumem papéis que não querem ou conseguem assumir, outros colocam de lado planos de vida e outros simplesmente esquecem de si. Quando ser leal significa abrir mão de sua vida afim de sustentar uma estrutura familiar, algo está errado.</p>
<p>O erro ocorre porque a função da família é auxiliar as pessoas a crescerem. Ser o substrato no qual elas poderão florescer e se desenvolver. Quando há uma lealdade sadia, existe respeito pela posição de cada um na família, ao mesmo tempo que existe o reconhecimento da individualidade de cada um e do destino que cabe a cada um. Quando estes reconhecimentos são, de alguma forma, negados, obscurecidos ou refutados temos lealdades disfuncionais.</p>
<p>Outro ponto é quando uma pessoa determina que será leal de uma maneira inadequada e exige dos outros o mesmo. Um filho, por exemplo, pode querer assumir a responsabilidade pela vida dos pais e ser o &#8220;salvador da pátria&#8221;. Este filho pode entender que, com isso, estará mostrando a sua lealdade e garantindo seu lugar na família. Este ato, no entanto, é arrogante e pode provocar o inverso do esperado. Os pais podem sentir-se invadidos de alguma maneira e isso criar uma profunda inimizade baseada na falta de aprovação e valorização de ambos os lados.</p>
<p>Assim é importante refletir se a maneira pela qual escolhemos dar amor realmente se faz necessária na família ou se é adequada. Não cabe aos filhos serem responsáveis pela vida dos pais. Honrar pai mãe é diferente de assumir a vida deles como em uma intervenção militar. Permitir às pessoas serem quem são, por mais doloroso que possa ser é, também, permitir que a vida siga seu fluxo. É mais duro lidar com a realidade do que abandonar nossas fantasias.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Inveja</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 May 2021 21:30:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim&#8230; eu não sei como te dizer isso. &#8211; O que é? &#8211; Me dá até vergonha &#8211; Do que? &#8211; Ai&#8230; sei lá&#8230; é que tem uma amiga minha&#8230; eu acho ela maravilhosa! &#8211; E? &#8211; E eu morro de inveja dela&#8230; meu Deus&#8230; tudo o que ela faz parece super&#8230; &#8211; Você &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/05/12/inveja/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Inveja</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim&#8230; eu não sei como te dizer isso.</p>
<p>&#8211; O que é?</p>
<p>&#8211; Me dá até vergonha</p>
<p>&#8211; Do que?</p>
<p>&#8211; Ai&#8230; sei lá&#8230; é que tem uma amiga minha&#8230; eu acho ela maravilhosa!</p>
<p>&#8211; E?</p>
<p>&#8211; E eu morro de inveja dela&#8230; meu Deus&#8230; tudo o que ela faz parece super&#8230;</p>
<p>&#8211; Você gostaria de ser ela?</p>
<p>&#8211; Nossa, sim!</p>
<p>A inveja é uma emoção dolorosa e potencialmente prejudicial. Considerada um pecado, ela é mais comum do que pensamos e possui relação estreita com nossa auto estima e a maneira que vivemos em sociedade.</p>
<p><span id="more-6082"></span></p>
<p>A inveja é uma emoção social, ou seja, precisamos de um contexto social para que ela esteja presente. Sentir inveja é desejar algo que não é seu ou que você não possui. Porém o detalhe sobre a inveja é que ela se relaciona diretamente com o sucesso que esta coisa tem na vida de outra pessoa. Esse detalhe é crucial no impacto que a inveja possui.</p>
<p>Ninguém sente inveja de uma aquisição que, de alguma maneira, não traga valorização social para uma pessoa. Se alguém consegue adquirir um bem que no seu sistema de crenças não melhora em nada a vida da pessoa, dificilmente você sentirá inveja. Se este bem não trouxer por aclamação social benefícios para a pessoa você também não sentirá inveja.</p>
<p>Pessoas que tramam contra alguma outra por inveja, em geral seguem duas vertentes: destruir a reputação moral do outro afim de que suas conquistas sejam invalidades ou conseguir tirar do outro a conquista seja tomando para si o mesmo objeto de interesse ou conseguindo um de &#8220;maior valor&#8221;. O objetivo, como se pode ver é obter algo que é do outro, este é o motivo que torna a inveja potencialmente destrutiva.</p>
<p>Outra causadora da inveja é a baixa auto estima. Adoro a frase de Nathaniel Branden que diz que auto estima é o estado de quem não está em guerra nem consigo e nem com outros. Assim sendo a inveja é uma emoção típica de baixa auto estima, visto que nos coloca instantaneamente em guerra conosco num primeiro momento e com os outros caso ela esteja realmente baixa.</p>
<p>Em uma palestra Leonardo Karnal diz que a verdadeira prova de amizade recai na pessoa que fica feliz pelo sucesso da outra. O ponto cai como uma luva na temática da inveja porque ela provoca exatamente o contrário. A inveja é uma mostra que as nossas &#8220;faltas&#8221; contam mais do que o sucesso de outra pessoa. Assim sendo, é uma demonstração clara de egocentrismo. Nesse sentido, não existe inveja boa, porque ela sempre coloca a pessoa em guerra.</p>
<p>O único ponto positivo que a inveja pode ter é de levar a pessoa a refletir sobre o que ela está fazendo com a vida dela. Dessa maneira, suas &#8220;faltas&#8221; se tornam mais evidentes e ela poderá correr atrás do que realmente quer. O contrário é ficar invejando as conquistas de outros pelo fato de não estar no mesmo patamar.</p>
<p>Ter a capacidade de sentir alegria pela conquista alheia, sem desejar para si é um belo exercício de desapego. Algo difícil em nossa sociedade atual que nos comanda a buscar &#8220;todas&#8221; as experiências prazerosas possíveis. Nesse sentido é que não conseguimos olhar para algo bom que a outra pessoa se fez sem desejar para nós o mesmo. A falta de reconhecimento de que a vida de cada um de nós é única ajuda o aumento de nossa inveja.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Porque olhar para a dor?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/01/25/porque-olhar-para-a-dor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2021 11:00:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; É difícil isso&#8230; não me sinto bem. &#8211; Sim, eu sei, é difícil mesmo. &#8211; Mas porque eu tenho que fazer isso? &#8211; Não tem, é uma escolha. &#8211; Porque eu escolheria isso? Ficar olhando a minha dor? &#8211; Não sei, porque? &#8211; Pois é, não me faz sentido. &#8211; E qual o sentido &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/01/25/porque-olhar-para-a-dor/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Porque olhar para a dor?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; É difícil isso&#8230; não me sinto bem.</p>
<p>&#8211; Sim, eu sei, é difícil mesmo.</p>
<p>&#8211; Mas porque eu tenho que fazer isso?</p>
<p>&#8211; Não tem, é uma escolha.</p>
<p>&#8211; Porque eu escolheria isso? Ficar olhando a minha dor?</p>
<p>&#8211; Não sei, porque?</p>
<p>&#8211; Pois é, não me faz sentido.</p>
<p>&#8211; E qual o sentido que faz em não olhar para ela?</p>
<p>&#8211; Também não sei direito.</p>
<p>&#8211; O fato de não olhar não significa que não dói sabe?</p>
<p>&#8211; Pior que sei&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tendemos a evitar a dor. É instintivo, podemos dizer, que, diante de algo doloroso nos retiramos. Porém, existem dores e dores. Para algumas a fuga é, sem dúvida, o melhor remédio. Para outras, temos que olhar e ver. Porque se não o fizermos, em primeiro lugar não resolvermos nada e em segundo, não para de doer.</p>
<p><span id="more-7519"></span></p>
<p>Quando falamos em algo que &#8220;dói&#8221;, em geral, nos focamos na sensação dolorosa e não nos sentimentos que seguem junto com esta dor. Nenhuma dor emocional segue sem algum sentimento, pode ser tristeza, raiva, mágoa, angústia, medo, inveja, ciúmes, arrependimento ou outras ainda, mas elas sempre estão presentes. Contudo, nem sempre se fazem aparentes logo. Já vi vários casos em que apenas uma sensação de dor grande se apresenta, o sentimento surge apenas depois de certo tempo.</p>
<p>E porque ficar suportando essa dor toda? Justamente porque em algum momento a emoção surge e, com ela, também é possível acessar aquilo que causa a dor. Em terapia não olhamos para a dor por masoquismo de parte do cliente ou sadismo de parte do terapeuta, mas, sim, para identificar aquilo que vem junto com a dor e nos guia em direção à uma atitude terapêutica. A dor emocional, assim como a física é um sinal de que algo não está bem, de que algum &#8220;tecido&#8221; foi avariado. Quando olhamos a dor, podemos ver o que aconteceu e onde.</p>
<p>O &#8220;dano&#8221; é em nossa auto estima, confiança, sentimento de pertencimento, merecimento ou ainda em alguma competência que não adquirimos? O que precisamos fazer com isso então? O olhar para a dor é uma das formas de perceber isso. A sensação da dor é importante também. Usualmente queremos apenas sair de perto da dor, porém sentir a dor é uma forma prática de realizarmos o quanto algumas atitudes são danosas para nós.</p>
<p>Assim sendo, não colocamos a mão em chapa quente porque isso dói, sabemos do dano potencial e evitamos isso, ou usamos uma luva para manipular a chapa quente, nos cuidamos. O mesmo vale para a dor de adentrar em uma relação tóxica, cultivar pensamentos pessimistas sobre si e seu desempenho ou evitar o confronto diante de algo que nos é importante. Tudo isso dói, mas se negarmos a dor, vamos continuar sendo feridos &#8220;sem perceber&#8221;, ou melhor, sem reagir.</p>
<p>E então a pessoa diz que &#8220;do nada&#8221; está se sentindo deprimida, ou que não entende os motivos que levaram à isso. Este é um padrão muito comum de negação de várias dores e de várias necessidades emocionais. Negar não significa que a necessidade some ou que você não sofra &#8220;danos psíquicos&#8221; com isso. Você continua se machucando se você negar sua dor e, com o tempo, ela se transforma em algo grande. Assim, olhar para a dor é tomar consciência de como se cuidar e esse é o motivo pelo qual fazemos isso em terapia. Você pode fazer isso sempre, porque, ao buscar solução para isso, sempre fará algo bom para si.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Sozinho sou outra pessoa</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/12/30/sozinho-sou-outra-pessoa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2020 10:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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		<category><![CDATA[Opinião do outro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí quando estou sozinho eu não faço isso. &#8211; Por isso tem buscado ficar só? &#8211; Sim. Eu não sou uma pessoa tão boa em grupo. &#8211; Você é a mesma pessoa em ambas situações. &#8211; Mas como? Se eu mudo tanto? &#8211; Não, continua o mesmo. &#8211; Mas porque eu faço uma &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/12/30/sozinho-sou-outra-pessoa/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sozinho sou outra pessoa</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí quando estou sozinho eu não faço isso.</p>
<p>&#8211; Por isso tem buscado ficar só?</p>
<p>&#8211; Sim. Eu não sou uma pessoa tão boa em grupo.</p>
<p>&#8211; Você é a mesma pessoa em ambas situações.</p>
<p>&#8211; Mas como? Se eu mudo tanto?</p>
<p>&#8211; Não, continua o mesmo.</p>
<p>&#8211; Mas porque eu faço uma coisa sozinho e outra em grupo?</p>
<p>&#8211; Essa é uma boa pergunta. O que, quando você está em grupo, lhe faz ter atitudes tão diferentes?</p>
<p>&#8211; Talvez eu queira atenção ou me sentir importante?</p>
<p>&#8211; Pode ser, agora, percebe que isso é algo que é seu e não &#8220;de você sozinho&#8221;?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; é verdade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas confundem &#8220;ser&#8221; com &#8220;agir&#8221;. Entendem, que se na presença de outras pessoas tem uma atitude diferente daquela que tem ao estarem sós (ou vice versa), &#8220;mudam&#8221;, &#8220;são outra pessoa&#8221;. É importante aprender a reconhecer que somos um, o que varia é nosso comportamento à medida em que nos relacionamos com diferentes estímulos e contextos.</p>
<p><span id="more-7503"></span></p>
<p>A confusão entre comportamento e identidade é muito comum. Ouvimos o tempo todo &#8220;não parecia eu&#8221;. Tendemos a fundir a identidade e os comportamentos, embora se tratem de elementos diferentes. Esta fusão traz alguns problemas, como por exemplo, a clássica percepção de &#8220;se eu fizer isso, não serei eu&#8221;, muito usada como defesa em um processo de terapia. O eu é mais amplo que os comportamentos, a questão é se consigo perceber-me capaz de vários comportamentos, estando identificado com vários papéis ou não, se consigo apenas me ver identificado com poucos papéis.</p>
<p>A identidade tem a ver com uma imagem com a qual me identifico, algo que aprendo a chamar de &#8220;eu&#8221;. O comportamento é diferente, está no campo das competências e envolve algo que consigo ou não fazer. Assim sendo a diferença é grande, embora, obviamente, estas duas definições se relacionem. É comum esperarmos determinados comportamentos das pessoas, mas não porque elas são quem são e sim porque se comportam como se comportam.</p>
<p>No que tange ao comportamento dentro e fora de um grupo, ocorre o mesmo. Na presença de outras pessoas é comum assumirmos uma determinada atitude. De posse desta atitude tendemos a nos permitir ou não determinados comportamentos. Por exemplo, se, ao estar em um grupo, me coloco no lugar de ser aquele que irá manter o grupo unido, terei a tendência de agir de acordo com este papel. Porém, apenas me permito ou busco este papel por questões pessoais que antecedem o grupo.</p>
<p>Neste caso, por exemplo, posso ter nascido em uma família em que a união é supervalorizada, portanto, tento manter todos unidos sempre. Porém, posso ter vindo de uma família no extremo oposto: muito desunida, motivo pelo qual pretendo manter meus amigos próximos. Ou ainda posso acreditar que preciso ser o líder de todos os grupos que participo e, portanto, devo manter este unido. O &#8220;eu sozinho&#8221;, leva isso para o grupo e vive isso lá. É capaz, então de portar-se de várias maneiras que não usa quando está só, porque neste &#8220;contexto&#8221;, não assume o mesmo papel.</p>
<p>Porém o comportamento está lá &#8220;disponível&#8221; para ser usado. Em outras palavras, se fazemos ou não algo em grupo, é porque temos este comportamento de alguma maneira internalizado em nosso repertório. Com isso se torna possível usá-lo em outros contextos sem a necessidade de dizer que &#8220;somos outra pessoa&#8221;, por &#8220;agir&#8221; de uma forma ou de outra. Somos a mesma pessoa, com uma capacidade de assumir papéis muito maior do que pensamos e isso nos assusta às vezes, porém, nada mais é do que o reflexo de nossa imensa capacidade de se adaptar.</p>
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		<title>Raiva e medo</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/12/18/raiva-e-medo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2020 10:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu fico muito irritado com isso! &#8211; E o que te irrita, consegue perceber? &#8211; Ah Akim, é uma coisa que não dá para explicar. Fico só olhando e penso: como é que pode? &#8211; Como que pode o que? &#8211; Será que a pessoa não se toca? Será que não liga? &#8211; Para &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/12/18/raiva-e-medo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Raiva e medo</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu fico muito irritado com isso!</p>
<p>&#8211; E o que te irrita, consegue perceber?</p>
<p>&#8211; Ah Akim, é uma coisa que não dá para explicar. Fico só olhando e penso: como é que pode?</p>
<p>&#8211; Como que pode o que?</p>
<p>&#8211; Será que a pessoa não se toca? Será que não liga?</p>
<p>&#8211; Para o que?</p>
<p>&#8211; Para o que ela está fazendo! Será que ela não vê o quanto que pode magoar alguém agindo assim?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8211; Ela te machuca ao agir assim então?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; E para você é possível se defender disso?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230; eu fico bravo com ela.</p>
<p>&#8211; Mas sente que se defende, que isso resolve a situação?</p>
<p>&#8211; Não muito bem&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As emoções são sistemas complexos, muitas delas se originam do sentimento de outras emoções e isso pode ofuscar a verdadeira &#8220;origem&#8221; de determinada emoção. No caso da raiva, por exemplo, temos o comportamento agressivo direto e temos a raiva associada ao medo. Esta segunda, embora muito comum, é difícil de ser percebida pelas pessoas.</p>
<p><span id="more-7484"></span></p>
<p>A raiva pode ser acionada como um mecanismo de ataque, o desejo real de ferir alguém em uma situação de briga ou disputa, por exemplo. Ela também pode ser acionada como forma de buscar alimentos, que é o caso da caça, neste sentido, associada com o &#8220;sistema de procura&#8221;. Ela também pode ter uma origem no desejo de proteção, como no caso dos genitores buscando defender sua prole, e ainda pode estar associada aos mecanismos do medo, buscando proteger-se de um ataque direto. Cada uma dessas &#8220;raivas&#8221; é diferente, cada uma merece um olhar especial.</p>
<p>A raiva que se origina do medo é perigosa, pois pode tender a comportamentos muito impulsivos e agressivos em desmedida. O medo busca pela proteção, mas quando a atividade de fuga não funciona, a raiva se direciona ao ataque. Quando estamos sentindo medo, porém, o objeto da raiva é tido não apenas como algo que precisamos vencer afim de atingir determinado fim, mas também, como algo que precisa ser destruído afim de garantir nossa sobrevivência.</p>
<p>A luta entre homens, por exemplo, é um comportamento comum em várias espécies. Porém, o tipo de comportamento agressivo que vemos quando dois machos lutam para mostrar dominância é diferente de quando eles lutam com o medo por detrás. Dificilmente em uma disputa de dominância, haverão mortes, já no segundo caso, essa é uma possibilidade muito alta. Porém, justamente por ter este poder, a maior parte de nós prefere sentir a raiva do que o medo. Ao mesmo tempo, é percebendo o medo que podemos usar a raiva de maneira mais equilibrada.</p>
<p>Olhar o medo além da raiva exige a perguntar-se: o que eu acredito que isso que me irrita ou que me faz sentir raiva vai me fazer de mal? Esta simples pergunta nos move do ponto de querer esganar alguém para entender que tipo de ameaça o comportamento daquela pessoa representa para nós. Esta mudança no olhar também é a percepção de nossa fragilidade. Em geral, não gostamos de ver nossa fragilidade e preferimos, então, &#8220;sermos fortes&#8221; e bater em todo mundo.</p>
<p>Porém esta é a atitude que gerou, ao longo da história, os grandes genocídios e guerras. A percepção nítida de que o outro é um mal e que precisa ser destruído gera esta necessidade, mas por detrás do &#8220;mal&#8221; que o outro representa, está nosso medo de que esse mal se abata sobre nós. Aprender a se defender é diferente de aprender a atacar. O respeito pela adversidade só pode ocorrer quando também sabemos nos defender daquilo que podemos considerar agressivo nela. Se o foco repousa em defender aquilo que é frágil em nós, é possível se defender e conviver, se não, precisaremos atacar, por medo.</p>
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