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	<title>Arquivos Psicólogo Curitiba - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Amor próprio</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/06/05/amor-proprio-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2020 11:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não sei se posso me amar. &#8211; Neste momento não pode. &#8211; Porque? &#8211; Bem, você me parece ter que atingir um ponto antes de se amar, certo? &#8211; Sim&#8230; &#8211; Então não pode amar quem é, apenas a promessa de quem será. &#8211; Mas não é a mesma coisa? &#8211; E &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/06/05/amor-proprio-2/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amor próprio</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não sei se posso me amar.</p>
<p>&#8211; Neste momento não pode.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Bem, você me parece ter que atingir um ponto antes de se amar, certo?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230;</p>
<p>&#8211; Então não pode amar quem é, apenas a promessa de quem será.</p>
<p>&#8211; Mas não é a mesma coisa?</p>
<p>&#8211; E quando chegar lá? Será que não vai haver mais nada para alcançar?</p>
<p>&#8211; É&#8230; pode ser&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O amor próprio não é romântico. A propaganda quer nos dizer que somos lindos e perfeitos, que, ao seguir nosso &#8220;verdadeiro eu&#8221; tudo será melhor e maravilhoso. Isso é parte da verdade. O fato é que se você ousar amar-se, não espere que isso será diferente de qualquer outra relação com outra pessoa.</p>
<p><span id="more-7695"></span></p>
<p>A integridade não é vacina contra a dor, angústia, tristeza ou escolhas erradas. Este é um dos grandes erros que a indústria da auto ajuda faz as pessoas acreditarem. O amor próprio é muito menos luminoso do que as postagens de facebook e instagram querem nos fazer crer. Ele não trata de um ideal luminoso, mas, sim, de uma realidade. O ponto é que tendemos a criar um ideal e crer que se &#8220;formos nós mesmos&#8221; seremos este ideal. O fato é o contrário: ser quem somos nos afasta de nosso ideal e nos posiciona em nosso &#8220;real&#8221;.</p>
<p>Quando chego neste ponto, muitas pessoas olham com desdém e me dizem: mas se for para me amar assim como sou que graça que tem? Mas este é o ponto, não? Para que o amor seja &#8220;próprio&#8221;, é necessário que o ser amado seja aquele que é e não aquele que virá a ser um dia &#8211; ou seja, uma mera promessa. O ponto que não se consegue compreender é o de gerar amor por algo com defeitos ou incompleto. Pois esta é a verdade sobre o ser humano: ele é, por definição incompleto e defeituoso. Apolíneo e dionisíaco ao mesmo tempo. Civilizado e selvagem. Virtuoso e pecaminoso.</p>
<p>Dúbia é a natureza do ser humano. Aprender a olhar nossas capacidades e limites, virtudes e vícios e amar o ser que somos com esta completude é uma tarefa para poucos. O desejo é ser apenas luz (gratiluz) e não sombras. Ora, se o intuito é o amor próprio, ele não acontece à céu limpo e aberto com sol, mas sim nas sombras escuras. Ser íntegro, é ser completo. Jung diz: &#8220;prefiro ser pleno à ser bom&#8221;. A sabedoria da frase consiste em perceber que ser &#8220;bom&#8221; é um julgamento moral e que por isso é sempre incompleto. A plenitude envolve nossa luz e nossas sombras.</p>
<p>Por este motivo afirmei que o amor próprio não possui uma natureza romântica. Ele não é ideal, é real. Ele é &#8220;sal da terra&#8221;, mas não no sentido romântico que vê na terra algo &#8220;bom e puro&#8221;, mas no sentido trágico que vê nisso tudo o que isso possui. E apenas ao tomar para nós o que é da forma que é, ou seja, em sua plenitude é que podemos falar em amor próprio. O restante é uma busca de amar uma imagem que criamos &#8211; e tentamos manter viva &#8211; afim de agradar nossos traumas e faltas de infância.</p>
<p>O amor idealizado sempre possui algo traumático nele, por este motivo acaba sendo uma tragédia. Nunca nos permitiremos conquistar o ideal, pois nesta conquista apenas nos abriríamos para nossas maiores dores. Se apenas serei amado ao ser quem não sou, concluo que aquile que sou não é, de fato, digno de amor. Assim sendo, conquistar o amor é sempre a perda do objeto que é amado &#8211; no caso, você mesmo. O amor real e trágico ama aquilo que é com seus defeitos e limites, porém, algo real e que ao ser amado sabe dos limites desse amor e os aceita, pois o amor é assim: limitado (e, com isso, real).</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vergonha</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/05/27/vergonha-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2020 11:30:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei se vai dar certo. &#8211; Percebo que você sabe que vai dar errado. &#8211; É mais por aí mesmo. &#8211; O que te dá essa certeza? &#8211; Não sei&#8230; &#8211; Você se sente capaz de fazer algo bem feito? &#8211; No fundo? Não&#8230; &#8211; Pois é, por isso acha que vai &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/05/27/vergonha-2/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vergonha</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei se vai dar certo.</p>
<p>&#8211; Percebo que você sabe que vai dar errado.</p>
<p>&#8211; É mais por aí mesmo.</p>
<p>&#8211; O que te dá essa certeza?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230;</p>
<p>&#8211; Você se sente capaz de fazer algo bem feito?</p>
<p>&#8211; No fundo? Não&#8230;</p>
<p>&#8211; Pois é, por isso acha que vai dar errado. Porém, o que te faz ter esta certeza de que você não é capaz de fazer algo certo?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas sentem isso. Uma profunda sensação de que, não importa o que façam, tudo, no final, dará errado. Em geral, buscam criar mais competências e desenvolver aptidões, se tornarem sábias para conseguirem evitar a catástrofe. Porém, algo perverso sempre ocorre com estas pessoas: a sensação de catástrofe nunca as abandona&#8230; por mais sucesso que tenham obtido.</p>
<p><span id="more-7678"></span></p>
<p>A emoção da vergonha é muito importante para nossa espécie. A vergonha é uma norteadora de comportamentos sociais, de certa maneira uma pessoa completamente &#8220;sem vergonha&#8221;, pode cometer muitas gafes que podem prejudicar suas relações. Essas gafes não são apenas relativas ao &#8220;bom senso&#8221;, elas tratam da dinâmicas das relações humanas, assim sendo o tipo de comportamento vergonhoso embora tenha uma relação com a cultura, ultrapassa a sua mera concepção.</p>
<p>O sentimento de vergonha, no entanto, pode tornar-se &#8220;tóxico&#8221;. Não é a vergonha em si o problema, mas sim as conclusões que as pessoas chegam a partir dela e o tipo de estímulo em relação ao qual nos sentimentos envergonhados (em boa parte das vezes, através de aprendizado). Quando uma pessoa aprende, por exemplo, que não é &#8220;boa o suficiente&#8221; porque a atividade que fez não &#8220;estava perfeita&#8221;, ela aprende este tipo de vergonha tóxica.</p>
<p>O ser humano é &#8220;falho&#8221; por natureza, ou seja, somos incapazes de perfeição. Aceitar nossos erros é um profundo trabalho de auto conhecimento e a base de nossa auto estima. Porém, quando somos destinados a nos tornarmos perfeitos, esta &#8220;humanidade&#8221; é perdida. Assim sendo a pessoa faz uma fusão entre seu &#8220;eu&#8221; e seu comportamento e, visto que o comportamento é &#8220;errado&#8221; a pessoa também se julga como errada. Daí a vergonha que ela sente não é mais sobre seu comportamento (vergonha saudável), mas sim, sobre seu &#8220;eu&#8221; (vergonha tóxica).</p>
<p>Quando o sentimento de vergonha se estabelece sobre o eu, não há realização no mundo físico que possa retirar o sentimento de dentro da pessoa. O melhor que é possível é uma atenuação momentânea. O ponto é que como o &#8220;eu&#8221; é falho não há como escapar do julgamento. O &#8220;estímulo&#8221; &#8220;eu&#8221; se torna um estímulo que desencadeia o sentimento de vergonha. Assim sendo, mesmo diante do sucesso, ela vai realizar uma leitura de que alguma falha ou problema irá acontecer, afinal de contas, &#8220;ela é falha&#8221; e foi &#8220;ela&#8221; quem fez isso.</p>
<p>A ideia não é tentar ajudar a pessoa se &#8220;tornar mais competente&#8221;, mas, sim, em perceber este sentimento que possui em relação à ela. A vergonha tóxica sempre é produto de falhas de compreensão e educação. O eu não é passível de ser falho, podemos ter atitudes equivocadas, mas não somos &#8220;ruins enquanto ser&#8221; por causa disso. A compreensão disso, no entanto, não é intelectual, mas sim emocional. Aprender a sentir que somos merecedores de afeto positivo e de uma boa vida é fundamental para lidar com este sentimento de vergonha tóxica.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Se fazer de inocente não ajuda ninguém</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/01/01/se-fazer-de-inocente-nao-ajuda-ninguem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jan 2020 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E eu resolvi não dizer nada. &#8211; Porque? &#8211; Não vai resolver. &#8211; Resolver o que? &#8211; Ela não vai mudar. &#8211; Mas é sobre isso que se trata? &#8211; Como assim? &#8211; O importante é ela mudar? &#8211; Não é? &#8211; É isso ou, neste momento, você mostrar que isso te incomoda? &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/01/01/se-fazer-de-inocente-nao-ajuda-ninguem/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Se fazer de inocente não ajuda ninguém</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E eu resolvi não dizer nada.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Não vai resolver.</p>
<p>&#8211; Resolver o que?</p>
<p>&#8211; Ela não vai mudar.</p>
<p>&#8211; Mas é sobre isso que se trata?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; O importante é ela mudar?</p>
<p>&#8211; Não é?</p>
<p>&#8211; É isso ou, neste momento, você mostrar que isso te incomoda?</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; Como ela se sentiria se percebesse você incomodado?</p>
<p>&#8211; Acho que ela não se sentiria muito bem.</p>
<p>&#8211; E você dá conta disso?</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; acho que não.</p>
<p>Nem sempre é fácil aceitar quem somos. Alguns tem dificuldades com seus defeitos enquanto outros com suas qualidades. Aceitar qualidades é uma atitude que nos liga aos temas da responsabilidade e do poder. Afinal, aquele que sabe, pode e consegue, cria, para si um diferencial. A maneira pela qual lida com isso é fundamental para seu desenvolvimento.</p>
<p><span id="more-7011"></span></p>
<p>Este post não se trata sobre enaltecer as virtudes de cada um. Pelo contrário. Fala sobre algo muito mais fundamental que são as consequências trazidas pelo fato de aceitarmos ou não as qualidades que temos. É comum em nossa cultura que as qualidades criem problemas ao invés de serem fontes de soluções. Quando uma pessoa assume um potencial, ela se torna responsável por ele, porém, se ela tem dificuldades com responsabilidade isso pode se tornar um revés ao invés de uma benção. Outro cenário é o que envolve a família, tanto a de origem quanto a nuclear. Nessa situação, quando a pessoa é, por exemplo, ridicularizada por ter alguma qualidade, pode tentar inibir seus potenciais.</p>
<p>Porém, quando falo em &#8220;qualidades&#8221;, não me refiro apenas às relativas ao desempenho em tarefas concretas. Também falo sobre capacidade de ser independente, agilidade social e emocional que são fatores importantes dentro da mente de cada um. Quando, por exemplo, uma pessoa sabe que não é culpada de uma situação, mas comporta-se como se fosse, está colaborando para que o sistema permaneça intacto, ao custo de seu desenvolvimento. A tragédia disso é que, ao fazer isso, além de colocar o seu desenvolvimento em risco, também coloca o da família que tentava proteger.</p>
<p>Negar algo que se sabe ou que se pode realizar com o intuito de manter os outros confortáveis é uma atitude que precisa ser muito bem pensada. Quando esta atitude é pontual e envolve, mais tarde, uma nova conversa na qual tudo se esclarece é algo possível e, em algumas situações, sábio. Porém, quando se torna um hábito corriqueiro sem nenhum critério, não ajuda ninguém. O incômodo do qual o sistema (ou às vezes, o parceiro) é poupado não se reverte em algo benéfico para todos. E, como dizia Campbell, quando estamos em uma relação, foca-se o &#8220;nós&#8221;. Acrescento: o &#8220;desenvolvimento do nós&#8221;.</p>
<p>É algo difícil assumir a responsabilidade por uma característica quando sabemos que ela incomoda as pessoas que amamos. Não é fácil a decisão de manter o seu desenvolvimento pessoal ao custo de incomodar alguém. Por outro lado, o crescimento só ocorre com incomodo. Se a pessoa não fica inquieta com algo ou incomodada com uma situação, não busca crescer. O crescimento também envolve a &#8220;boa dor&#8221;, tal como a &#8220;dor de academia&#8221; que é a sensação de músculo dolorido que nos informa que estamos ficando mais fortes.</p>
<p>Algo é certo: ao frear aquilo que você pode por medo de ser responsável por isso, seu desenvolvimento será freado também. Isso não ajuda ninguém. Pelo contrário, atrapalha. Não significa impor de qualquer maneira algo à alguém, mas sim, não cair no hábito de costumeiramente abir mão de sua percepção e capacidade afim do outro manter-se em sua zona de conforto. Crescer e tornar-se adulto envolve assumir a responsabilidade pelo seu &#8220;tamanho&#8221;. Fingir que você não sabe o que sabe não o ajuda a se tornar adulto.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Quando a gente nega algo, não entende</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2019/11/21/quando-a-gente-nega-algo-nao-entende/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2019 11:51:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Crises]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas pessoas querem entender algo sobre si mesmas. Elas vem para a terapia, questionam, questionam, questionam e saem sem entender nada. Me dizem: "estou confuso". Mas o ponto aqui é outro, entender é uma coisa, aceitar, outra.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não entendo.</p>
<p>&#8211; Não mesmo. Agora o que você não entende?</p>
<p>&#8211; Porque eu estou sentindo isso?</p>
<p>&#8211; Porque não deveria?</p>
<p>&#8211; Isso é um absurdo.</p>
<p>&#8211; Este é o motivo pelo qual não entende.</p>
<p>&#8211; O que?</p>
<p>&#8211; Você acha isso um absurdo, logo não tem como entender um absurdo, tem?</p>
<p>&#8211; Faz sentido.</p>
<p>Muitas pessoas querem entender algo sobre si mesmas. Elas vem para a terapia, questionam, questionam, questionam e saem sem entender nada. Me dizem: &#8220;estou confuso&#8221;. Mas o ponto aqui é outro, entender é uma coisa, aceitar, outra.</p>
<p><span id="more-8054"></span></p>
<p>Ocorre muitas vezes: uma situação surge, você sente algo que não gostaria de sentir e diz, internamente: &#8220;isso não deveria estar acontecendo&#8221;. A partir disso a pessoa quer &#8220;entender&#8221; algo. No fundo &#8220;entender&#8221; significa criar uma explicação para justificar o motivo pelo qual &#8220;isso não deveria estar acontecendo&#8221;. O terapeuta iniciante vai procurar uma resposta junto com a pessoa, mas nenhuma, por mais completa e embasada que seja vai lhe servir.</p>
<p>Porque ela não quer entender o que está acontecendo, ela quer uma explicação que a ajude a sair do sentimento e entrar em outro &#8220;que deveria estar acontecendo&#8221; segundo a linha de pensamento dela. O problema central é a negação do que está ocorrendo e do que a pessoa está sentindo. Apenas dentro da aceitação do que está acontecendo ela poderá entender algo. O sentimento de confusão surge porque ela fica apegada à ilusão de como deveria ser &#8211; e não é.</p>
<p>Sempre que negamos algo nenhum entendimento é possível, porque jogamos fora todos os fatos. Sem fatos não há como entender nada. A questão é que geralmente, estes fatos reais apontam para algo que a pessoa não quer, não gosta ou sente que é inapropriado. Assim sendo, ela mantém a esquiva e deixa de entender o que ela realmente sente. Não é fácil, você passa uma vida nutrindo uma imagem sobre você mesmo e, de repente, sua experiência lhe mostra que você não é assim.</p>
<p>Aqui entra a coragem e a humildade. É preciso coragem para enfrentar isso, pois é como um estranho entrando em nossa casa. E muitas vezes um estranho feio e fedido &#8211; pelo menos aos nossos olhos. Normal buscar o afastamento. Ao mesmo tempo, o que perdemos? Nossa autenticidade. Perdemos a verdade sobre nós mesmos. Ganhamos a ilusão, mas isso não nos serve muito tempo. A coragem é o que nos faz sentar do lado do estranho fedido e conversar com ele.</p>
<p>A humildade é a capacidade de aceitarmos que não sabemos tudo sobre nós mesmos. Muitas vezes a arrogância em manter uma imagem é mais forte do que nossa capacidade de lidar com a realidade. Isso nos cega. A humildade é necessária, pois é com ela que nos acostumamos a ver o que é e não o que queremos ver. Essa diferença é fundamental em relação ao desenvolvimento pessoal. Quanto mais olhamos para quem somos tal como somos, mais nos abrimos a nossa verdade, que nem sempre nos é doce.</p>
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		<title>O medo que a vida dá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2019 12:57:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E dai foi interessante porque eu falei com meus pais e me senti bem. &#8211; Que ótimo. &#8211; Depois que eu senti medo só, na hora não. &#8211; E como reagiu a esse medo? &#8211; Não sei, achei estranho&#8230; fiquei tentando tirar ele de mim. &#8211; E porque fez isso? &#8211; Não é bom &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2019/04/24/o-medo-que-a-vida-da/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O medo que a vida dá</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E dai foi interessante porque eu falei com meus pais e me senti bem.</p>
<p>&#8211; Que ótimo.</p>
<p>&#8211; Depois que eu senti medo só, na hora não.</p>
<p>&#8211; E como reagiu a esse medo?</p>
<p>&#8211; Não sei, achei estranho&#8230; fiquei tentando tirar ele de mim.</p>
<p>&#8211; E porque fez isso?</p>
<p>&#8211; Não é bom ficar com medo.</p>
<p>&#8211; E o que esse medo tem a ver com sua conversa com seus pais?</p>
<p>&#8211; Acho que nada, eu me senti bem depois, que nem te falei.</p>
<p>&#8211; Sim e depois ainda sentiu medo.</p>
<p>&#8211; Você acha que tem a ver?</p>
<p>&#8211; Veja, você me dizia que seus pais o impediam de fazer o que quer, certo?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Agora você conversou com eles e não tem mais nada na sua frente, certo? É só fazer, não é?</p>
<p>&#8211; É.</p>
<p>&#8211; Como se sente com isso?</p>
<p>&#8211; É estranho, mas falando agora com você, senti medo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas entendem que o medo é um sinal de que não devemos fazer algo, que devemos frear nosso movimento. Porém, há algo no medo que está profundamente ligado com a vida. Dito de outra forma, a vida, até certo ponto, está diretamente relacionada com o medo.</p>
<p><span id="more-7787"></span></p>
<p>Ocorre que temos uma visão romântica sobre a vida. Pensamos, por exemplo, na vida selvagem como algo belo. E é, e ao mesmo tempo, é horrível: uma caça constante pela sobrevivência, matar ou morrer. As imagens lindas se mesclam com as horríveis e tudo isso faz parte da vida e do viver. Hoje, entendemos a vida e o viver como bens de consumo, queremos criar o &#8220;como será a minha vida&#8221;, e entendemos que falhamos se o plano não der certo. Porém a vida é algo além disso tudo e o tema da vida e da morte estão sempre presentes, mesmo que nossa tentativa seja de eliminar esses dados da equação.</p>
<p>Assim sendo, de forma geral, não há nada mais saudável do que sentir medo da vida. Em um primeiro momento, não sabemos como será a nossa vida. Antes de nos lançarmos nela, não temos como saber dos resultados. Mas desejamos. Sempre ouço as pessoas me dizendo: &#8220;mas eu não posso ter certeza&#8221;, colocando isso como um empecilho à vida. Ora, se a falta de certeza é algo que impede a pessoa de fazer algo, ela ficará para sempre impedida de viver.</p>
<p>Aceitar o medo que a vida traz, no entanto, é uma outra atitude. Aceitar que vamos ficar pensando, provavelmente a vida toda, em alguns temas que são indigestos e aceitar isso é uma atitude de aprovação e aceitação da vida tal como é. Quando tentamos tirar o medo da vida, tentamos, na verdade, nos afastar da vida. Queremos ela de uma forma romantizada, mas ela não é assim. Ela abrange tudo. Aceitar é celebrar a vida e isso significa celebrar mesmo aquilo que há de mais horrível nela.</p>
<p>Quando isso se torna possível, o medo da vida deixa de ser um obstáculo, torna-se, então, algo com o que convivemos. Algo que faz parte da escolha de viver. Isso é importante. Pois é possível viver sem escolher pela vida, podemos passar anos desaprovando a vida, negando a vida tal como é, pelo fato de que ela não se encaixa em nossos planos bem traçados dentro de nossas mentes. Mas escolher a vida é escolher também o horror e o medo, o belo e o agradável.</p>
<p>Se você, por vezes, sente medo da vida ou de alguma empreitada, anime-se. Isso é sinal de que você está, de fato, vivo. Você sabe que pode &#8220;de verdade&#8221; dar algo errado e teme isso. Aceite o medo, aceite o terrível. Obviamente, verifique se pode fazer algo para evitar uma situação assim, mas entenda que não será com base no controle do universo e talvez, não haja nada a ser feito. Aceite os limites da vida e o medo dela e viva a sua vida mesmo quando ela te assusta. Porque ela, muitas vezes, faz isso.</p>
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		<title>Calma aí!</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2019/04/17/calma-ai/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2019 12:37:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Estou pensando em terminar a terapia. &#8211; O que te faz querer isso? &#8211; Eu não consigo aproveitar direito as sessões, fica tudo muito confuso e é sempre muita informação. &#8211; E você não consegue processar tudo isso? &#8211; Sim. &#8211; Sente-se culpado por isso? &#8211; Mais ou menos&#8230; não é culpa minha&#8230; mas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2019/04/17/calma-ai/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Calma aí!</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Estou pensando em terminar a terapia.</p>
<p>&#8211; O que te faz querer isso?</p>
<p>&#8211; Eu não consigo aproveitar direito as sessões, fica tudo muito confuso e é sempre muita informação.</p>
<p>&#8211; E você não consegue processar tudo isso?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Sente-se culpado por isso?</p>
<p>&#8211; Mais ou menos&#8230; não é culpa minha&#8230; mas fica isso na minha cabeça&#8230; sabe, eu deveria dar conta disso.</p>
<p>&#8211; Sei, mas o fato de não conseguir faz você sentir-se como?</p>
<p>&#8211; Não sei direito.</p>
<p>&#8211; Fraco, seria uma sensação adequada?</p>
<p>&#8211; Sim, embora você saiba que não gosto de me sentir assim.</p>
<p>&#8211; Claro. Por isso quer deixar a terapia, mas pense: de que maneira isso te ajuda a lidar com essas coisas?</p>
<p>&#8211; Não ajuda na verdade.</p>
<p>&#8211; Exato, então que tal se usarmos sua sessão de forma diferente? Dando mais tempo para você e tratando de menos assuntos?</p>
<p>&#8211; Mas eu tenho que falar das coisas não tenho? Não quero ficar aqui, fingindo que estou fazendo terapia.</p>
<p>&#8211; Claro, nem eu. Porém, será que falar do que você não consegue resolver não é &#8220;tratar dos seus assuntos&#8221;?</p>
<p>&#8211; É&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas são super responsáveis. Quando vão para a terapia, tendem a querer dar conta de tudo o que é visto em sessão. Em geral, esta tentativa acaba em frustração e elas sentem-se pior ainda com isso. Tendem a querer parar a terapia ou simplesmente saem sem dizer nada. Mas esse comportamento pode ser substituído por algo mais saudável.</p>
<p><span id="more-7773"></span></p>
<p>É um paradoxo que para &#8220;nos conhecer&#8221;, precisamos, antes &#8220;não nos conhecer&#8221;. Aceitar que não sabemos tudo sobre nós é uma percepção saudável, porque nos deixa abertos à novas percepções. Porém quando se é super responsável, isso pode ser sentido como uma falha: &#8220;se eu não sei isso sobre mim, falhei&#8221;. Esta percepção pode prejudicar não apenas a terapia, mas qualquer processo de aprendizado ou mudança que a pessoa se proponha, visto que para aprender e mudar, precisamos começar do ponto do não conhecimento.</p>
<p>Neste sentido, a ideia &#8220;se eu não sei isso, falhei&#8221;, pode ter raízes mais profundas em crenças nucleares como: &#8220;sou fraca&#8221;, &#8220;sou ruim&#8221;, &#8220;sou vulnerável&#8221;, &#8220;tudo é minha culpa&#8221;. Cada uma delas, possui efeitos distintos em cada pessoa, mas quando olhamos para a super responsabilidade, o sentimento de fracasso é o que se busca evitar a todo custo. O desejo de evitar este tipo de situação, também se estende a sentimentos como medo, tristeza e frustração. Evitar é a palavra de ordem.</p>
<p>Como a busca é de evitação, a pessoa vive em constante vigilância, precisa verificar o tempo todo o que está ocorrendo e se está conseguindo dar conta de tudo o que acontece. Ela também precisa estar certa de que seus temores estão à distância. Tende a ser bem ansiosa e reativa, pois, qualquer coisa que se aproxime é ameaçadora. Outra tendência é não prestar muita atenção ao que sente, pois está sempre tão preocupada com as &#8220;coisas práticas&#8221; que o olhar para si acaba sendo muito curto.</p>
<p>Assim sendo, em terapia, é importante notar este tipo de comportamento e colocar ao cliente que ele não precisa saber tudo e que isso não é &#8220;fraqueza&#8221;, mas sim, apenas falta de prática (o que é um fato). Ajudar a pessoa super responsável a prestar atenção ao que sente é importante, assim como deixá-la ter mais espaço para compreender o que precisa. Este espaço é algo que ela própria não se dá, por tentar resolver muitas coisas ao mesmo tempo.</p>
<p>Além disso, como tendem a ter sucesso, ninguém consegue olhar para essa pessoa e pensar que ela vive este conflito interno, em geral, são vistas como pessoas seguras de si e fortes. Ninguém precisa se preocupar com ela, nem ela mesma. Porém o fato é o contrário, existe medo em olhar para si, por existirem crenças negativas dela sobre ela própria. A super responsabilidade surge como uma defesa contra esses sentimentos e pensamentos.</p>
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		<title>A necessidade do não</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2017/11/22/a-necessidade-do-nao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Nov 2017 09:11:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, como eu ia dizer não? &#8211; Bem, tem várias formas. &#8211; Eu não conseguiria fazer isso. &#8211; Eu sei, por isso você sofre. &#8211; Não acredito nisso. &#8211; Eu sei também. Você é muito sensível às relações sociais, o simples fato de pensar na hipótese de desagradar alguém te faz sofrer. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2017/11/22/a-necessidade-do-nao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A necessidade do não</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, como eu ia dizer não?</p>
<p>&#8211; Bem, tem várias formas.</p>
<p>&#8211; Eu não conseguiria fazer isso.</p>
<p>&#8211; Eu sei, por isso você sofre.</p>
<p>&#8211; Não acredito nisso.</p>
<p>&#8211; Eu sei também. Você é muito sensível às relações sociais, o simples fato de pensar na hipótese de desagradar alguém te faz sofrer.</p>
<p>&#8211; É verdade.</p>
<p>&#8211; Porém é impossível agradar à todos.</p>
<p>&#8211; Não gosto de pensar nisso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dizer não é um problema. Os seres humanos foram criados de forma a manter contato com o grupo, o &#8220;não&#8221; pode ameaçar este contato. Isto está enraizado em nossa biologia. Porém, este fato não retira a necessidade de dizer não, afinal também fomos dotados da coragem para ousar e da capacidade para criar novos laços.</p>
<p><span id="more-6858"></span></p>
<p>Como disse acima, dizer &#8220;não&#8221; é um problema para a raça humana de forma geral. Isso se deve muito pelo fato de que a exclusão é muito dolorosa para a nossa espécie e, ao receber &#8220;não&#8221;, em geral, há um sentimento de exclusão. Porém, esta capacidade se faz necessária mesmo com esta condição. Nem sempre temos que dizer sim o tempo todo e isso nem sempre é saudável. Contrariar também é um comportamento humano, o que nos mostra que aprender a dizer sim e não são duas habilidades fundamentais para o convívio.</p>
<p>O fato é que dizer não, é um comportamento importante para o convívio e para a vida pessoal. Ao dizer não para algo que realmente não queremos, estamos construindo auto estima e nossa vida pessoal. Ao contrário do &#8220;sim&#8221;, o &#8220;não&#8221; carrega um problema adicional: se ele não for dito, o seu contrário é assumido imediatamente. Se alguém lhe faz uma proposta e você não quer, mas não assume isso, fica subentendido que você quer, como diz o ditado &#8220;quem cala consente&#8221;.</p>
<p>Portanto, o ato de dizer precisa ser intrinsecamente motivado. É importante termos clareza daquilo que desejamos e, rapidamente, discernir entre aquilo que queremos e o que não queremos. Neste esquema, a rigidez de pensamento pode ser um aliado. Uma vez que encontramos aquilo que nos é importante, é necessário ser rígido com o que não é. Aquilo que não é importante precisa ser classificado como &#8220;não&#8221;. Logo, negar algo é uma atitude de quem busca o melhor de si, para si mesmo e para o mundo. Afinal de contas, pessoas que dizem sim para tudo, geralmente terminam sem conseguir dar conta de nada.</p>
<p>O não motivado, ao contrário do que se espera não gera raiva dos outros. Gera respeito. Obviamente, cada um de nós que já sentiu uma proposta sendo negada sabe que a sensação de negação não é prazerosa. de outro lado, quando esta negação está alicerçada sobre um pensamento e propósito maior, respeitamos. É importante dizer: em geral, temos respeito e admiração por pessoas que tem a coragem de dizer não à propostas quando as mesmas estão motivada por uma convicção.</p>
<p>Assim sendo, se você tem dificuldade em dizer &#8220;não&#8221;, lembre-se sempre de buscar o sim dentro de você. O não nunca é pessoal, ou seja, nunca estamos negando a pessoa, apenas a proposta que ela nos oferece. Porque fazemos isso? Porque aquilo que queremos e o que nos é ofertado não são a mesma coisa. É realmente necessário ser rígido nisso? Sim. Se o que você quer é a sua felicidade, sim. Se sua felicidade não é tão importante, então não. Pode parecer duro, mas é um fato que na maior parte das vezes que dizemos sim a algo que deveríamos ter dito não, nos sentimos frustrados. Posteriormente, vem a raiva de si e do outro. isso não gera boas relações, pelo contrário, as atrapalha e ainda faz com que a gente não consiga aquilo que quer.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Gostem de mim (ou da minha máscara?)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2017/10/13/gostem-de-mim-ou-da-minha-mascara/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Oct 2017 11:06:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, você quer que eu diga o que? &#8211; Não quero nada, apenas perguntei se você não pensa em dizer que não gosta do programa deles. &#8211; Imagina&#8230; eu nunca diria isso! &#8211; Porque? &#8211; Ora&#8230; porque não né? É falta de respeito, eles nunca iam me perdoar. &#8211; Então porque você não &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2017/10/13/gostem-de-mim-ou-da-minha-mascara/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Gostem de mim (ou da minha máscara?)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, você quer que eu diga o que?</p>
<p>&#8211; Não quero nada, apenas perguntei se você não pensa em dizer que não gosta do programa deles.</p>
<p>&#8211; Imagina&#8230; eu nunca diria isso!</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Ora&#8230; porque não né? É falta de respeito, eles nunca iam me perdoar.</p>
<p>&#8211; Então porque você não faz um programa com outras pessoas que gostam do que você gosta?</p>
<p>&#8211; Ai Akim, daí o pessoal vai entender isso e vão me tirar do grupo né?</p>
<p>&#8211; Você já está de fora.</p>
<p>&#8211; Eu não, todos me amam lá</p>
<p>&#8211; Amam você ou essa pessoa que você mostra? As duas são bem diferentes!</p>
<p>&#8211; Você gosta de complicar Akim</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todos querem ser amados. Não há nada de errado com isso, buscar pelo amor, pertencimento e aceitação do grupo são comportamentos da natureza humana. Porém, muitas pessoas, para atingir este fim, prestam atenção demais nos outros e terminam por cometer um equívoco: abrem mão de si.</p>
<p><span id="more-6927"></span></p>
<p>E, ao fazer isso, a pergunta que resta é: afinal de contas, de quem &#8220;eles&#8221; gostam: de você ou da imagem que você passa? Este é o drama de muitas pessoas. Não apenas com amigos, mas com a própria família. Em geral, o que aparece é a certeza da negação: &#8220;se eu não for assim, ela me larga&#8221;. O problema, muitas vezes, repousa na concepção que a pessoa tem sobre o que é pertencer e em outros casos, sobre algo que ela própria não aceita em si. A tarefa difícil de ser realizada em ambos os casos é questionar a &#8220;lei de pertencimento&#8221; vigente e ousar ser quem é.</p>
<p>Pertencer, não é sinônimo de &#8220;ser para os outros&#8221;. Muitas pessoas, no entanto, acreditam que para fazer parte de algo é necessário servir este algo em prol de sua própria vida. A confusão é entre o papel de &#8220;membro&#8221; do grupo e de &#8220;serviçal&#8221; do grupo. Assim sendo &#8220;para não magoar&#8221;, &#8220;para não criar conflito&#8221;, a pessoa não expõe suas mágoas e para &#8220;não criar problemas&#8221;, ela não fala de seus desejos. O intuito de manter o grupo imutável para que ela continue pertencendo é uma forma distorcida de pertença.</p>
<p>Em outro caso, a pessoa não expõe aquilo que quer ou deseja, não se expressa e nem entra verdadeiramente no grupo por causa da vergonha, medo ou culpa que sente em relação à algum pensamento que tem ou sentimento que nutre pelo grupo ou por si mesma. Muitas pessoas trazem isso na forma de um desejo velado, jamais visto ou revelado. Outras, sentem este ímpeto de ação, mas o sufocam com todas as forças para continuar mostrando algo que, julgam, será aceito pela comunidade. Neste caso, também deixam de lado uma parte de si.</p>
<p>Em ambos os casos, o que ocorre é que a máscara criada para conviver com os outros se torna o objeto de admiração e amor. Em outras palavras, a pessoa que se esconde ensina os outros a gostarem de sua máscara ao invés dela própria. Ela se esconde, crendo que ninguém está vendo isso. Porém, é difícil não ver um adulto se escondendo. A verdade é que é a própria pessoa quem se oculta de si. O sentimento de pertencimento, então, se torna manchado com uma dúvida eterna: eles gostam de mim ou do que mostro?</p>
<p>Esta dúvida pode se manifestar de maneira clara e literal, ou de formas veladas como um momento de raiva &#8220;sem motivo&#8221; por algum comentário de alguém ou com medo inexplicável. A dúvida também danifica a intimidade, pois, a própria pessoa sempre guarda para si suas opiniões e sentimentos. Esta falta de transparência consigo faz com que os relacionamentos fiquem, sempre, superficiais. O medo é ser deixado de lado, porém a prática já faz isso de uma forma ainda mais cruel: mantendo a pessoa &#8220;dentro&#8221; ao custo de sua integridade ter que ficar de &#8220;fora&#8221;.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>A ilusão das possibilidades infinitas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 May 2017 11:59:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas e porque eu não posso fazer isso? &#8211; &#8220;Poder&#8221; você pode, a questão é para que? &#8211; Porque não? &#8211; A pergunta não é essa, mas sim para que: qual seu objetivo com isso? &#8211; E se eu não tiver objetivo? &#8211; Poderá estar perdendo seu tempo, você já teve essa sensação antes? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2017/05/19/a-ilusao-das-possibilidades-infinitas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A ilusão das possibilidades infinitas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas e porque eu não posso fazer isso?</p>
<p>&#8211; &#8220;Poder&#8221; você pode, a questão é para que?</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; A pergunta não é essa, mas sim para que: qual seu objetivo com isso?</p>
<p>&#8211; E se eu não tiver objetivo?</p>
<p>&#8211; Poderá estar perdendo seu tempo, você já teve essa sensação antes?</p>
<p>&#8211; Sim, várias vezes.</p>
<p>&#8211; Quem faz as coisas sem motivo, em geral tem esta sensação.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Porque não está construindo nada, está? Você também já teve esta sensação.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Toda escolha implica em renúncias. Parece fácil, mas quando o assunto é nossa vida, não é tão simples assim. Porém, nutrir a possibilidade de ser tudo o que se quer pode ser uma decisão ainda mais dolorosa e nociva.</p>
<p><span id="more-6473"></span></p>
<p>As últimas gerações tem nascido com a ideia de que podem fazer tudo aquilo que desejarem. Além do discurso ser muito ruim, a ideia gera uma concepção de mundo doentia. Cada vez mais tenho visto as pessoas frustradas com suas vidas. Não me parece algo sem sentido, afinal, cada vez mais as pessoas tendem a crer que poderão ser muitas coisas que elas não poderão ser. Temos criado uma cultura que faz as pessoas crerem em contos de fadas, no qual ao simples &#8220;desejar&#8221;, ela se tornará alguém completamente diferente.</p>
<p>Escolha de profissão, viagens, roupas, carros e relacionamentos tem sido alvos dessa concepção. Quando se crê poder ser tudo, porque se &#8220;prender&#8221; em uma decisão? Porque não manter todas as portas abertas? Se uma não der certo, posso optar pela outra não posso? Bem, honestamente a resposta é não. Isso não significa afirmar que ninguém em momento algum é capaz de nenhuma mudança. Mas sim de que mesmo as mudanças possuem limites.</p>
<p>Crer, de outro lado, que é possível ter tudo o que queremos sempre é o que faz as pessoas infelizes. A constante sensação de que &#8220;algo deveria estar acontecendo&#8221; é, na verdade uma baixa auto realização. Em outras palavras ao invés de ficar esperando &#8220;algo&#8221; acontecer é importante &#8220;você acontecer&#8221;. Porém isso só ocorre no momento em que você se define. E definição é escolha, é redução, é &#8220;menos&#8221;.</p>
<p>Abandonar o desejo infantil de ser tudo é entrar para a vida adulta. Tornar-se adulto é conhecer a morte de perto. Compreender que não importa quais sejam suas escolhas, todas acabarão no mesmo lugar. Por este motivo não adianta esconder-se de escolher. É importante escolher logo aquilo que se deseja, que se é afim de viver logo. O contrário disso é a eterna sensação de tédio cada vez mais comum em adolescentes e jovens adultos.</p>
<p>Você não poderá ser tudo o que quer. Até porque muito do que você irá &#8220;desejar&#8221;, na verdade é apenas um impulso e não um desejo. Você poderá tornar-se alguém, mas isso significa abrir mão de &#8220;tudo&#8221; e tornar-se &#8220;algo&#8221;. É sair do mais e ir para o menos. Esta decisões que são tomadas é que faz a vida ter sentido. Quanto mais exercita-se essas escolhas saindo da ilusão do tudo e indo para a realidade do &#8220;algo&#8221; é que criamos um ser.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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